A palavra desgaste ocupou, por momento longo e diante de circunstâncias primevas, algum espaço mental que não estava disponível no momento. Mas veio e martelou; ocupou, talvez, o lugar que seria pra outro pensamento e ficou ali... desgaste, desgaste, desgaste... uma mensagem estava sendo anunciada.
Ante a insistência que roubava concentração para outro fim, a solução foi procurar entender as nuanças do problema e a melhor maneira para esse procedimento é partir, primeiramente, do entendimento do que seja desgaste, sem especulação ou achismo. Entre os significados possíveis, dois chamam mais atenção, quais sejam, consumição pelo tempo e ruína.
O tempo, o vilão que sempre ocupa espaço na existência natural, que faz perceber seus sinais, taxativos e cruéis na maioria das vezes, a nos enveredar em reflexões distintas do que fomos ou fizemos antes da ruína tomar conta. Antes desta, no entanto, a evidência proposta é a consumição, pelo tempo e de tempo. Tempo para fazer, para ser; sonhar, buscar contentamento e até, para muitos, tempo para ganhar dinheiro, esbanjar, ou seja, viver a vida dissolutamente.
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