Uma postagem no Face, onde apareciam alguns jogadores considerados bons e de geração anterior, nos dia que o técnico na ocasião, ao ver a plêiade que tinha à sua disposição, falou apenas "vão lá e sejam vocês mesmos; se eu precisar fazer alguma alteração, aviso". Os resultados alcançados mostraram que o técnico (à época não existia a figura do coach; a diferença entre ambos os dois é que o primeiro aprendeu fazendo...). Tal fato, se aconteceu ou não nem é tão importante. O que importa mesmo é saber que, em diversos setores da sociedade – não há como negar – existiu uma geração diferenciada em um tempo não muito distante de nós. Isso sim, é fato.

Fui a Presidente Dutra -Maranhão, recentemente. Uma vez ali me dispus a ir até Graça Aranha, algo em torno de 30 quilômetros além do percurso original. Para fazer uma visita surpresa à Jucely, irmã querida, se não por outro motivo, fui dar-lhe um abraço simbolizando meu pedido de desculpas por, em algum momento, ter sido um chato ou truculento. Sei, porém, que foi uma decisão acertada quando pensamos no valor da amizade e quando percebemos a efemeridade e urgência da nossa existência. Novamente vou discordar da expressão "amigo é coisa pra se guardar....". Amigo é pra ser exibido, desfrutado, abraçado, ouvido. Amigo é pra sorrir de piada sem graça, é pra ser ouvido e pra ouvir, é pra ser companheiro, enfim, amigo é pra ser amigo. Nunca pra ser colocado de lado por algo sem importância, dada a grandeza da amizade sincera, verdadeira, amada...
Há alguns dias, ousei levantar um tema com um pastor amigo nosso e com o qual tenho certa liberdade em falar, para mostrar uma situação que tem me causado motivo de observação dentro do grupo. Mudanças tem acontecido e muitas são necessárias, mas a essência nuca deve ser perdida. A foto acima – Luiza Dias, Stella Porto, Vera Valentin, Evani Macedo e Judith Gomes, reunidas em um mesmo clic, me remete a uma conversa com o pastor Freitas, sábio homem de Deus, que conseguiu marcar profundamente a vida espiritual dos jovens que lhe foram confiados, a partir do final da década de 1970, no seio da Igreja Evangélica Batista de Floriano, onde na ocasião ele disse "vocês devem se reunir, estejam onde estiverem, pelo menos de dois em dois anos...". Sabem pra quê? Manter a essência, trocando ideias, compartilhando experiências, abraços e calor humano. Foi isso que esse grupo aprendeu. Vou me repetir, eu sei, usando um argumento já citado em texto anterior e recente – fragmento de um cântico, onde se diz que "por tudo que temos ouvido, vivido, aprendido e visto.." e aqui acrescento, do mesmo cântico, "unidos no corpo de Cristo). Essa é a essência que estou a discutir. Unidos no corpo de Cristo, na igreja, nos congressistas, nos antigos acampamentos, mas também recebendo, visitando, abraçando...

Judith e William – seu esposo e figura de simpatia que contagia – visitaram nossa cidade em data próxima passada e, na ocasião, questionei com ela sobre onde iam passar a noite, pois aprendemos, na nossa geração e no nosso grupo, a "cuidar um do outro" (g/a). Posteriormente o casal permitiu que eu os convencesse e foram para perto de nós. Judith, fazia um pouco mais de 40 anos que nos havíamos encontrado; Evani, Luiza e Vera, nos encontramos em Teresina no II EGE, duas delas, um pouco antes, também em Picos, onde Zé Brito e a Rainha nos receberam. No caso de Evani, uma vez estivemos juntos na rodoviária em Teresina, ocasião em que Elias também esteve presente. Há três ou quatro dias, enviei mensagem pra o Ivan, nosso bispo, lhe cobrando pela sua falta de notícias; Geiel, sempre mantemos contato. Mas esse grupo é muito maior e pode fazer "barulho" também maior, vez que é "raça eleita...".
Quão bom e quão suave é – diz o salmista, que esses irmãos estejam juntos, seja pra tomar café, comer arroz com abóbora, tocar e cantar louvores ou apenas pra trocar um abraço que, entre outros motivos, pode estar querendo dizer, simplesmente, preciso de ti, hoje, agora. Afinal, "amanhã pode ser muito tarde". O hoje e agoraé, portanto, a escolha certa. O quinteto de meninas – todas em um ou outro momento foram acampantes, mandou bem. O desafio foi lançado aos meninos: fazer foto igual, ou seja, se encontrarem em momento qualquer.