sábado, 9 de maio de 2026

DE AMIGOS E IRMÃOS



Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  tangíveis ou não – que ele entendia como sendo interessante, prazerosos, importantes. Diz ele, na música, "se você quiser, vou lhe mostrar..."; e então começa a relacionar as possibilidades.

A Bíblia Sagrada contém diversos pensamentos que se voltam ao tema amigo, e o livro de Provérbios de Salomão é prócer nesse sentido. "Em todo o tempo ama o amigo...(17:17)", além de citar a importância de se ter e ser amigo, destaca o amor como sendo elo nesse relacionamento. Se considerarmos o fator tempo, teremos uma tríade fundamental na na subsistência de uma amizade sólida: alguém para ser amigo, amor a esse amigo e tempo para desenvolver e cultivar a amizade.

Mas o que é amizade é o que é ser amigo? Amizade é,  segundo o Aurélio, "sentimento de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual". Amigo é alguém  "que é ligado a outrem por laços de amizade". Entendida as definições,  torna-se mais fácil ressaltar a importância dos amigos em nossas vidas.
No dia 7 de maio próximo passado, a Turma do Arroz, grupo de amigos que há um pouco mais de dez anos, tem-se reunido quase que mensalmente para falar de temas diversos, brincar, louvar e agradecer a Deus pelo dom da vida, esteve na chácara do pr. Freitas, em Barão de Grajaú – Ma, para abraçá-lo e apreciar um pouco a sua presença e as suas sábias palavras, e além disso, claro, saborear o tradicional Arroz-com-abóbora, iguaria que é o "patrimônio cultural do grupo". O que aconteceu ali foi muito além do pretendido pelo grupo quando idealizou o encontro. Pessoas se abraçaram, sorriram, discursaram, lembraram situações já quase esquecidas, se emocionaram e choraram. Alguém já disse que a história das 24 pessoas ali presentes com os Freitas – pr. Manoel Antônio de Freitas, sua esposa Maria Dias, e seu filho Rubens Freitas – começou a ser reescrita a partir da noite de 7 de maio.
Meus irmãos e amigos, "óh quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união (Sl. 133)", cultivando amizade com afeição e simpatia, estimando e sendo estimado, cada um pelo outro. 

Neuma, a professora que veio ao e para grupo e tem nos alegrado muito, pela simpatia e sabedoria, foi escolhida para entregar, em nome da Turma, uma lembrança da noite ao pastor; Evani uma liderança da nossa juventude quando o pastor aqui chegou, veio de Teresina, atendendo ao convite que lhe foi estendido; dona Édna nos presenteou fazendo-se acompanhar por dona Alzira; Ezequias participou nos trazendo equipamentos de som; Vânia nos trouxe um saboroso arroz com fava; Franzé,  o líder pastoral do grupo discorreu emocionante pensamento que nos comoveu a todos; e, de modo geral cada um deixou sua contribuição na memorável noite, sem falar que todos colaboraram com uma joia para o saboroso jantar que foi servido, como pode ser visto na segunda foto acima.
Enfim, carpe dien – expressão cunhada por Horácio, no primeiro século a.C, nos orientando a "proveitar (bem) o nosso dia", e foi justamente o que a Turma fez durante os momentos ali passados.

Sentimos, convém que se anote, a ausência de alguns irmãos que não estiveram presentes. Problemas de saúde, familiares e de viagem os tiraram de nosso convívio nesta noite. Certamente, porém,  estiveram conosco em pensamento e oração,  assim como os temos acompanhados em nossas preces. Que sempre seja esse sentimento de amizade que nos move, em toda e qualquer situação, lembrando que "... há amigo mais chegado que um irmão (Prov. 18:24)".
Que estejamos, portanto e sempre, "unidos no corpo de Cristo", mostrando,  como se propôs o Benito, a oferecer aos nossos amigos o que nos faz bem e o que gostamos. Agradecemos a Deus pelo encontro; à família Freitas por ter nos recebido tão bem; a todos que participaram e contribuíram para que o encontro tenha sido instrumento de louvor e glorias ao Senhor Jesus. 
(Zevall, do Recanto da Turma, em 9/5/26).







quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

De volta aos princípios

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, (...)"

O texto acima é encontrado na primeira parte de Apocalipse 2:5 e foi usado como divisa nas mensagens do retiro de Carnaval do qual a Igreja Batista Filadélfia, do Cajueiro II participou, em Barão de Grajaú - Maranhão. Tinha curiosidade em saber o porquê da divisa,  e por não ter participado do retiro, por questões de saúde, estava a "tatear no escuro". Em vista disso, a solução encontrada e adotada foi ligar pra o Franzé e consultá-lo.

Fui remetido, com isso, a um louvor com título Primeiro amor, onde seu estribilho diz "eu quero voltar ao primeiro amor, ao primeiro amor; eu quero voltar a Deus". Existem, claro, outras músicas com essa temática, mas o cântico do Marco Aurélio marcou época, em particular a geração dos anos de 1990. Muito interessante, para um segmento do povo cristão, se arraigar à ideia de retornar aos princípios aprendidos e apreendidos, por isso esse anseio, no início da jornada de cada um com Cristo.

Na conversa com Franzé – e para aqueles que não sabem a quem me refiro, trata-se do pr. Francisco Araújo,  onde amizade antiga nos permite essa proximidade,  sempre revestida do respeito merecido – foi citado ainda Efésios 1:15, onde se lê " Por isso, ouvindo eu também a fé que há entre vós no Senhor Jesus,  e o vosso amor para com todos os santos". Aqui nesse texto fica evidenciado dois princípios básicos da jornada cristã: a) a fé que havia no meio da comunidade da Igreja em Éfeso e que assinala a relação vertical entre o homem e Deus; b) o amor para e de todos, sintetizando o vínculo entre os homens com o seu próximo. João e Paulo, dois homens que foram marcados por suas experiências com Deus,  cada um em sua época, pensando em comum. O primeiro conclamando o retorno aos princípios; o segundo, destacando dois pontos fundamentais a serem cultivados nesse "olhar para trás" em busca de correção.

A prática das "primeiras ações no evangelho de JesusCristo", quais sejam, entre tantas possíveis, o cultivo da fé e do amor, o aperfeiçoamento na relação, primeiramente vom Deus, e depois com os homens. Essa foi a ideia colocada em prática lá no princípio, e agora resgatada pela Igreja do Senhor,  no século XXI. Graças a Deus pelo sentimento surgido e praticado, em momento em que a maioria se volta para prazeres mundanos, o povo de Deus busca aprimorar sua vivência espiritual com seu Senhor e com seu próximo. Que essa consciência seja sempre abundante, intuindo firmeza nas convicções e no amor. É isso que nos aproxima, a cada dia, do nosso alvo.

(Zevall, fev./26)










DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...