Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas, se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos – tangíveis ou não – que ele entendia como sendo interessante, prazerosos, importantes. Diz ele, na música, "se você quiser, vou lhe mostrar..."; e então começa a relacionar as possibilidades.
A Bíblia Sagrada contém diversos pensamentos que se voltam ao tema amigo, e o livro de Provérbios de Salomão é prócer nesse sentido. "Em todo o tempo ama o amigo...(17:17)", além de citar a importância de se ter e ser amigo, destaca o amor como sendo elo nesse relacionamento. Se considerarmos o fator tempo, teremos uma tríade fundamental na na subsistência de uma amizade sólida: alguém para ser amigo, amor a esse amigo e tempo para desenvolver e cultivar a amizade.
No dia 7 de maio próximo passado, a Turma do Arroz, grupo de amigos que há um pouco mais de dez anos, tem-se reunido quase que mensalmente para falar de temas diversos, brincar, louvar e agradecer a Deus pelo dom da vida, esteve na chácara do pr. Freitas, em Barão de Grajaú – Ma, para abraçá-lo e apreciar um pouco a sua presença e as suas sábias palavras, e além disso, claro, saborear o tradicional Arroz-com-abóbora, iguaria que é o "patrimônio cultural do grupo". O que aconteceu ali foi muito além do pretendido pelo grupo quando idealizou o encontro. Pessoas se abraçaram, sorriram, discursaram, lembraram situações já quase esquecidas, se emocionaram e choraram. Alguém já disse que a história das 24 pessoas ali presentes com os Freitas – pr. Manoel Antônio de Freitas, sua esposa Maria Dias, e seu filho Rubens Freitas – começou a ser reescrita a partir da noite de 7 de maio.
