terça-feira, 19 de novembro de 2019

Uma Ponte, nada mais.

Numa estrada, nesse imenso Brasil.
                                                                  Fonte: Autor, 2019

Viajando pelo Maranhão - Parte I

Conhecer o Brasil não é tarefa fácil, dado a sua imensa dimensão territorial. Mas podemos nos arriscar a conhecer o que chamaremos de fragmentos, ou seja, partes dos seus mais de 8.500.000 km quadrados de pura e extasiante beleza. pensando assim, dia 08 de outubro do ano de Nosso Senhor, 2019, montado em Viollet, nossa moto 150cc, saí de Floriano (PI) em direção à cidade de Barreirinhas (MA), em um percurso traçado de 770 km.
Povoado Morros, à sombra de Cedros, árvore
nativa da região.
Fonte: Autor, 2019.
O frito na bagagem muita disposição e nenhum medo de enfrentar nossas estradas, saí por volta das 10h00 sem preocupação com a chegada; a velocidade de cruzeiro estabelecida nos 90km/hora e o desconhecido sendo, aos poucos, conhecido em cada detalhe e por onde passava.
Saindo via Barão de Grajaú, cruzei o rio Parnaíba de volta ao Piauí em São Francisco do Maranhão/Amarante; próximo destino a cidade de Palmeirais, com seu belo portal de entrada/saída ao norte da cidade. uma parada para tomar água, descansar um pouco e rumar para Parnarama, novamente no estado do Maranhão.
Cena comum à beira da estrada quando
se viaja pelo Maranhão.
Fonte: Autor, 2019.
Muitos povoados e muitas cenas belas pela simplicidade fazem do Maranhão um lugar diferenciado para passeios e visitações.
Matões,Baú e outras povoações estiveram presentes no trajeto até a chegada em Caxias.
Abastecer a moto, esticar as pernas, conferir o trajeto e partir em direção à Coelho Neto foi o passo seguinte. Se o corpo já dava sinais de cansaço, os 86/km até Coelho Neto consumaram essa situação mas a constatação de mais da metade do trajeto já vencidos serviu de ânimo. Daí rumamos para o entrocamento de Palestina onde outro roteiro foi estabelecido visando o município de Chapadinha. Antes, em Anapurús, como já entardecia, resolvemos uma parada mais longa, onde pousamos para jantar e dormir, partindo ao amanhecer, às 6h00.
Portal de chegada a Urbano Santos, na rota da
Balaiada.
Fonte: Autor, 2019.
Chapadinha, entroncamento e, após atravessar São Benedito do rio Preto, chegamos a Urbano Santos, onde descobrimos que a referida cidade se encontra no trajeto percorrido pelos os Balaios. aqui, um descanso de aproximadamente 60 minutos pra enfrentar algo próximo a 90 km de estrada de terra.
Viagem demorada agora; cansativa também. Uma máquina havia passado aplainando a estrada e deixando a terra fofa, o que dificultou a pilotagem. mais depois de muita paciência e uma queda (ufa!) chegamos ao nosso destino, em paz, tranquilo e muito satisfeito pela realização.
Coisas do Maranhão: Transporte
de passageiros dentro do
município de Barreirinhas.
Fonte: Autor, 2019.
Agradecemos a Deus pelo livramento dos perigos vários da estrada e pelo conhecimento adquirido durante esta pequena aventura que muito valeu o esforço em realizá-la.
É isso! Um abraço e até a continuação (o retorno) desta viagem.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Assanhadinha

tencionando te falar me veio a dúvida: carta ou poema?
Na carta falaria o trivial, a rotina, coisas banais que seriam, na maioria, repetições de ontem;
No poema, falaria de sentimentos dos meus...
do coração...
na carta, do jogo de ontem;
no poema, da paixão antiga por ti.
A carta diria de como estou como gente,
mais "um na multidão";
no poema, chegaria a ti a saudade sentida,
o homem apaixonado,
aquele que pensa na mulher e, quanto mais pensa,
ama
ama tudo; ama o sorriso
o abraço...
o calor emanado,
a palavra amiga e confortante em
momentos vários;
a mulher companheira, cúmplice,
a mulher amante
que se doa
e nada quer a não ser
ser amada nos detalhes que o corpo e
coração de uma mulher oferece.
A carta, enfim, preencheria o tempo
o poema falaria que o tempo é pouco,
em qualquer tempo,
para aquele que ama uma mulher que é um amor
e que para isso precisa de mais tempo,
sempre,
pois entre esse homem apaixonado
e a mulher/amor distante
há muito amor para ser doado
explorado
exigido...
O que te escrevo, amor,
carta ou poema?

Zevall, 17 Out./2019

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Uma carta


Diocese e Livraria em Pinheiro
Fonte: Autor, 2019

Relógio na praça Sarney - Pinheiro - Ma
Fonte: Autor, 2019
Assanhadinha,

quando havia o banco Bamerindus aqui na região costumávamos ouvir um jingle que dizia assim: "o tempo passa, o tempo voa..."; realmente a passagem do tempo, quando não remida de maneira correta, parece voar e, quando caímos em nós, não conseguimos realizar aquilo que era pretendido. E esse tempo perdido ou "mal remido" jamais voltará.
Uma música do passado diz em sua letra "o que passou, passou..." e essa ideia reforça um pensamento filosófico afirmante de que "não entramos duas vezes no mesmo rio". É por aí, pois o rio através de suas águas se renova a cada dia. 
Explico:
Interior do ferry-boat na travessia
Fonte: Autor, 2019
Estive ausente de nossa querida terra - Floriano, Piauí - por aproximadamente doze dias; e nesse período foram muitas emoções acumuladas, onde muitas coisas aconteceram. Faço minhas, portanto, as palavras de um cantor conhecido que afirma "se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu senti". Acredito que não chorei e se assim me manifestei não foi pela viagem em si; fatores como saudade, problemas acumulados ou mal resolvidos, consciência das dificuldades enfrentadas desde a algum tempo, enfim, tive motivos para chorar. Por outro lado, as alegrias sentidas; as aventuras vividas e muitas expectativas em relação ao novo, ao que poderia acontecer, certamente que suplantaram as tristezas. Repito: muitas emoções...
Travessia de Ferry-boat
a partir de São Luis
Fonte: Autor, 2019
Há muito que não viajava e todos próximos a mim sabem o quanto me sinto bem quando viajo. É cansativo; há dificuldades em relação às necessidades básicas; convívio com pessoas com outros costumes que os nossos mas há, também,  muita diversão, contato com o novo e desconhecido e muita gente interessante e cheia de conhecimentos diversos que nos agregam, tais como os humbertenses representados por Geiel e dona Vindoura, belos anfitriões; ou seja, o pacote é variado.
Mas, enfim, estou aqui. trago no matulão muitas experiências e descobertas que me renovam e a certeza de que aplacarei um pouco a saudade sentida. Saudade esta - como diz conhecido locutor esportivo - "sabe de quem?...". Creio que sabes, assim como sabes, ainda, da incompletude ocasionada pela distância imperante, entre o ponto A e o ponto B, durante os dias que que estive por aí. A sensação foi, nesse decorrer de tempo, a de que se esteve bom estaria melhor se estiveras comigo, andando meus caminhos. Certamente que isso se tornará possível futuramente.
Praça da Bíblia
Humberto de Campos - MA
Geiel, meu anfitrião
Fonte: Autor, 2019

Se pedisses um resumo do meu "périplo" por terras maranhenses, desde que rumei com destino a Pinheiro e, posteriormente, Turiaçu, Diria: vi Sampaio (meio barrigudo); naveguei de ferry-boat; comi espetinho com farinha de puba; vi búfalos na lagoa; conheci Joana; tomei umas cervejas; fiquei no prego na esterada próximo a São Bento (terra do Sarney); almocei na pensão das "três irmãs"; conheci Marize (culta e muito simpática. Bela mesmo.); tomei banho no Preguiça; senti muitas dores nas pernas; fui no espetinho do "joãozinho"; passeei bastante; fui a Humberto de Campos; tomei banho no Periá; naveguei em barco a motor; comi peixe (tainha) com Geiel e dona Vindoura, com muita farinha de puba e café; fui confundido com um lutador em uma praça; viajei aproximadamente 230 km (ida e volta em uma moto pop 100; ganhei um chapéu de vaqueiro e uma bolsa de agente de saúde; vi o mar... são ou não "tantas emoções?".
Com Geiel, nas Dunas
Fonte: autor, 2019
Como me sinto em relação a isso? se tiver oportunidade farei tudo outra vez e não tô nem aí - como diria Duduca e Dalvan - pra a "... espinheira danada que a gente enfrenta...".
Muito poderia ainda ser acrescentado. Viajem tem muitos detalhes e nem todos são capitados; no geral, é mais ou menos isso.
Assim, fico por aqui. Tô contigo e não abro "nem pra um trem carregado de gilete (eita década de 1970 cheia de dizeres e chavões)".

(Zevall, set./19). 

DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...