A aproximadamente 45 km. de distância de Floriano há um município conhecido pelo topônimo de Nazaré do Piauí. Urbe pequena, acredito que sua população gire em torne de 5000 a 6000 habitantes. Como atração a cidade possui uma lagoa que funciona como atração turística por ser apta ao banho.
Nazaré possui algumas escolas de ensino fundamental e apenas uma de Ensino Médio, a Unidade Escolar João Leal, unidade está que, por força das circunstâncias e tendo sido aprovado em um processo seletivo da Seduc-Pi, comecei a trabalhar a partir do ano letivo de 2015, tendo perdurado e atuado como professor de história até 2021. Consegui, pelo meu "modus operandis" que, convém destacar, nunca foi bem visto por alguns que faziam a gestão da escola, fazer alguns amigos entre o grupo de alunos com os quais tive a honra de conviver. Me orgulho, claro, por isso.
Essa foto é uma amostragem de como foi e de como tem sido o meu relacionamento e a convivência com meus alunos. Foto feita na casa dos pais de um desses alunos - casal Jovêncio e Ernilde, com quem também tive o prazer de construir uma amizade saudável e que pretendo, se possível, que seja duradoura.
À minha direita se encontra José Henrique; à esquerda e pela ordem, Pedro, Gabriel Moura e Devanildo (o nome dele é David, mas nos momentos descontraídos e através de um outro professor, brincamos com o seu nome, fato aceito pelo próprio e que - convém destacar - não goza nenhum caráter discriminatório ou de bulling. É brincadeira mesmo e o David entende e aceita isso). Quando nos encontramos - geralmente começamos o dia tomando um café - há muita amizade e brincadeiras entre o grupo. Mas há, principalmente, respeito. De ambas as partes. Ainda depois de haver completado meu ciclo com eles enquanto professor, o respeito é o cuidado dispensado, se mudou, foi para melhor, mais reconhecido. E é isso que me faz prezar tanto pela a amizade e pelo convívio com esses meninos. Eles não são os únicos; são apenas aqueles com os quais tenho convivido mais frequentemente.
Ao José Henrique, ao Pedro, ao Gabriel e ao David, meninos/homens aos quais, acredito, pude contribuir ainda que minimamente com a formação do seu intelecto e do caráter, meu abraço por terem entendido o meu papel, por terem convivido com este papel e por me terem aceitado como amigo, não considerando a diferença etária que existe entre nós. São, portanto, todos vocês bem como todos aqueles que formaram o grupo de meus alunos durante o meu tempo letivo na pequena mas aconchegante cidade de Nazaré do Piauí, meu orgulho profissional.
(Zevall, professor/historiador).













