quinta-feira, 23 de março de 2023

(...) ESSES MENINOS II

 A minha passagem enquanto professor de história na Unidade Escolar João Leal,  em Nazaré do Piauí foi marcante. Há um vínculo profundo, uma amizade singular com todos aqueles que, em um momento ou outro, foram meus alunos e  alunas. Todos me são queridos e há uma reciprocidade por parte dos mesmos. Sinto e vivencio isso. Houveram desentendimentos, "rusgas" aqui e ali mas sempre um fato contornável e com desfecho satisfatório de e para ambas as partes. Gosto desse vínculo e o alimento, não nego.

A prova de que me refiro a um relacionamento de via dupla aconteceu recente. Luncilandia, uma menina-moça-aluna, de comportamento exemplar - comigo eles sempre, todos, o foram - me mandou uma foto encontrada em seus arquivos. Eis o registro:

Como pode ser percebido, em torno da figura do professor e de Anninha, sua filhota, estão, da esquerda para a direita, Aline, Andressa Silva, Lucilandia, Sávio,  Ailton e Tiago Borges. Esse encontro aconteceu nas proximidades da UFPI,  quando eles estavam saindo de um encontro pedagógico na instituição localizada em Floriano/Piauí.  A pergunta que faria sentido é: pode haver alegria maior para um professor que encontrar um grupo de ex-alunos sequenciando seus estudos? Certamente um momento assim se torna ímpar na vida de um "influencer" desses jovens, futuros homens e mulheres mestres e doutores daquilo e naquilo que abraçarem como profissão. 

Nesse sentido sou orgulhoso sim. Mas humilde o suficiente pra saber que minha contribuição em suas vidas foi uma pequena parcela. Porém sei que mesmo pequena será marca na vida de cada um; assim espero. Vale no entanto - e muito - a amizade e o respeito que os mesmos sempre me dispensaram. Essa amizade e respeito alargam meu sorriso. E sou grato, primeiramente a Deus por isso; depois, a cada um desses meninos e meninas tão especiais para mim...

Zevall, professor/historiador. 

sábado, 25 de fevereiro de 2023

VISITA INESPERADA

 

Plantão em feriado ou em finais de semana costuma ser monótono. No dia a dia nos acostumamos com a correria, gritaria e confusões que são próprias da escola, onde a meninada procura ser protagonista de uma maneira ou de outra, afinal esse é o espaço onde eles conseguem extravasar as energias acumuladas. Mas nem sempre essa monotonia se consuma e fatos acontecem para confirmar o bordão - ou se preferirem, clichê  - afirmador de que "toda regra tem exceção".

De repente, em um sábado qualquer, a rotina de monotonia foi quebrada. Vinicius, Érika e Jackson apareceram e compareceram nas dependências da escola. Traziam dois cocos para serem abertos e a falta de jeito do Jackson para realizar a tarefa fez com que entrasse em cena a figura que, segundo um deles disse após uma explicação dada de um tema diverso, "parece um professor".

Foi, em qualquer aspecto, interessante a visita deste pequeno grupo. Corriqueiramente barreiras são criadas que impedem uma proximidade ou diálogo entre alunos e outros protagonistas do espaço escolar. No que se refere a esses alunos tenho convivido com eles desde meados do ano passado (2022) e não tínhamos ainda tido oportunidade de "vencer obstáculos" que nos fizesse amigos ou permitisse um conhecimento mais próximo. O trio visitante nos despertou para a nessecidade de ampliarmos o nosso olhar para a realidade do nosso cotidiano. Os meninos e meninas que nos cercam às vezes precisam apenas de atenção para se revelarem, entre outras situações,  pessoas alegres, com sentimentos, com algo a nos "ensinar" sobre a vida...

Jackson, Érika e Vinicius neste dia quebraram minha rotina mas me trouxeram um pouco de sentido para o dia e me fizeram romper amarras de distanciamento, quiçá de preconceito. Acredito que, mesmo sem planejamento, sem espera e sem formar opiniões, fiz novos amigos. Espero que sim.

Obs.: os cocos foram descascados e em meio a músicas e danças que não entendo eles se divertiram, comeram os cocos, se despediram e a rotina voltou. Mas foi bom terem vindo.

(Zevall - professor/historiador, num dia desses).

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

UMA BOA OBRA

Esse animal - o leão  - ao tempo em que é sinônimo de ferocidade o é,  também, de força,  de beleza, de imponência e de liderança. Essa liderança fez com que ele, o leão, fosse considerado o rei dos animais, mesmo habitando em meio a outras feras maiores tais como o hipopótamo, o gorila, o elefante etc. Mas o leão nesse texto é somente uma figura metafórica que irá  servir apenas para nos fazer refletir; reflexão essa que deverá ser adaptada a cada um dos leitores de acordo com a própria visão de si mesmo.

Como o título do texto "leonino" se refere à UMA BOA OBRA, aqui empregado no sentido de se realizar a bom termo uma tarefa, seja ela qual for, apelo para um fragmento textual - belíssimo  e adequado - que diz o seguinte: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar..." (Bíblia Sagrada, II Tim. 2:15).

Geralmente esse fragmento, quando usado por pregadores irá se referir, se não ao obreiro específico dentro da causa cristã,  à todo aquele que está envolvido com o trabalho evangélico e tem responsabilidades e um papel a ser desempenhado. Aqui queremos que sirva em caráter geral, ou seja, a qualquer um que realize um trabalho, seja este qual for. Significa, portanto, que dentro daquilo que nos propusemos fazer, devemos fazer com qualidade, bem feito, afim de que sejamos aprovados. Mas significa ainda que qualquer que seja o nosso ministério ou formação, qualquer que seja o nosso trabalho profissional ou leigo, que ele seja sempre motivo de alegria. Nunca de vergonha.

Há um adágio popular que afirma que "o trabalho dignifica o homem". Interessante  a ideia contida na frase. Se invertermos essa ideia - o homem dignifica o trabalho que executa - iremos perceber que nem sempre tal afirmativa é verdade, isso porque, infelizmente, nos deparamos no nosso cotidiano com profissionais descuidados, interesseiros, grosseiros, tendenciosos e indignos da profissão que exercem, desqualificando o seu labor e apresentando um produto final de qualidade indesejada. O condicionamento continua na referência que usamos como baliza nos apontando duas qualidades que devemos possuir enquanto profissionais: ser aprovado no que fazemos e não ter vergonha daquilo que fazemos. Se somos profissinais que pertencemos ao círculo do Povo Escolhido, essa responsabilidade é bem maior. Esse entendimento, pra finalizar, é magnífico. E credito que seja importante para cada um que pretenda realizar ou já realiza sua boa obra...

(Zevall, professor/historiador, fev./2023).

domingo, 5 de fevereiro de 2023

QUEM SÃO ESSES MENINOS

 A aproximadamente 45 km. de distância de Floriano há um município conhecido pelo topônimo de Nazaré do Piauí.  Urbe pequena, acredito que sua população gire em torne de 5000 a 6000 habitantes. Como atração a cidade possui uma lagoa que funciona como atração turística por ser apta ao banho.

Nazaré possui algumas escolas de ensino fundamental e apenas uma de Ensino Médio, a Unidade Escolar João Leal, unidade está que,  por força das circunstâncias e tendo sido aprovado em um processo seletivo da Seduc-Pi, comecei a trabalhar a partir do ano letivo de 2015, tendo perdurado e atuado como professor de história até 2021. Consegui, pelo meu "modus operandis" que, convém destacar, nunca foi bem visto por alguns que faziam a gestão da escola, fazer alguns amigos entre o grupo de alunos com os quais tive a honra de conviver. Me orgulho, claro, por isso. 



Essa foto é uma amostragem de como foi e de como tem sido o meu relacionamento e a convivência com meus alunos. Foto feita na casa dos pais de um desses alunos - casal Jovêncio e Ernilde, com quem também tive o prazer de construir uma amizade saudável e que pretendo, se possível, que seja duradoura. 

À minha direita se encontra José Henrique; à esquerda e pela ordem, Pedro, Gabriel Moura e Devanildo (o nome dele é David, mas nos momentos descontraídos e através de um outro professor, brincamos com o seu nome, fato aceito pelo próprio e que - convém destacar - não goza nenhum caráter discriminatório ou de bulling. É brincadeira mesmo e o David entende e aceita isso). Quando nos encontramos - geralmente começamos o dia tomando um café - há muita amizade e brincadeiras entre o grupo. Mas há,  principalmente,  respeito. De ambas as partes. Ainda depois de haver completado meu ciclo com eles enquanto professor, o respeito é o cuidado dispensado, se mudou, foi para melhor, mais reconhecido. E é isso que me faz prezar tanto pela a amizade e pelo convívio com esses meninos. Eles não são os únicos; são apenas aqueles com os quais tenho convivido mais frequentemente. 

Ao José Henrique, ao Pedro, ao Gabriel e ao David, meninos/homens aos quais, acredito, pude contribuir ainda que minimamente com a formação do seu intelecto e do caráter,  meu abraço  por terem entendido o meu papel, por terem convivido com este papel e por me terem aceitado como amigo, não considerando a diferença etária que existe entre nós. São, portanto, todos vocês bem como todos aqueles que formaram o grupo de meus alunos durante o meu tempo letivo na pequena mas aconchegante cidade de Nazaré do Piauí, meu orgulho profissional. 

(Zevall, professor/historiador).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Ano Novo - Esperança

Vivemos a expectativa de um novo ano. Foram, nas palavras de conhecido cantor da nossa música pop, "tantas emoções" no ano que se passou, a saber, 2022. Mas além das emoções, no ano findo vivemos também angústias, incertezas com o cenário político, apreensões tantas diante de uma pandemia que nos assolou e assustou a todos, enfim, não foram só emoções e alegrias os sentimentos que nos moveram.
Mas aqui chegamos. Recebemos o Novo Ano de braços abertos e cheios de expectativas. As melhores. Mas por aqui havemos chegado e muito além das expectativas criadas não apenas para o início do ano mas para todos os seus 365 dias dos quais, pela graça de um Pai amoroso já trilhamos 18 desses dias. 
É claro que estamos apenas iniciando nossa caminhada, porém temos a convicção de que "aquele que começou a boa obra..." nos há de permitir a chegada à virada de ano. Mais uma vez. Momento oportuno, em meio a esperanças e certezas de um amanhã de graça e misericórdia em nossas vidas, para humildemente poetizar aquilo que acreditamos que nos será permitido contemplar:



                        NOSSA ESPERANÇA


 Não é apenas pelo calor do Sol que queima a pele durante o dia. 
 nem apenas pela suavidade da pálida luz do luar a nos alumiar a noite; 
 não é pelo cantar do rouxinol ao receber  uma nova manhã 
ou pelo andar preguiçoso do gado por pastos e pradarias tantas. 
 Não é somente pelo desejo de viver - imenso 
 ou pelo julgamento de ser um super-herói que a tudo resiste 
 ou por acreditar que os grandes milagres da antiguidade possam se repetir - Mar aberto, água que vira vinho, grandes pragas a se materializarem em meio aos homens... 
 não é por cânticos de louvor muitas vezes insalubres 
 ou pelo dom de expressão instrumental  
mesmo das palavras. 
Não, não é por nada disso. 
 É apenas por saber que Ele, o Redentor, vive! 
 E que faz maravilhas em meio ao seu povo. 
 E por isso esse povo acredita 
 você, meu irmão, acredita 
 eu acredito 
 Grandes coisas Ele tem feito
 e tais coisas nos fazem acreditar 
que ontem, hoje e sempre 
 estas grandes coisas serão feitas por e para nós. 


 Zevall, Jan/23

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Um novo alvorecer

Eu nunca duvidei. Sabia das dificuldades, das influências em jogo, do poder da máquina administrativa com todos os seus tentáculos operantes. Mas sempre acreditei! Acreditei que o povo mais humilde e aqueles dotados de bom senso perceberiam a hipocrisia de um homem que se julgou todo-poderoso, se julgou um semi-deus e ousou até se julgar "um enviado" dos céus. Acreditei que o sofrimento, as angústia e as necessidades da camada mais carente poderiam ter um fim. Acreditei que, apesar de tanta propaganda fabricada com muitos recursos do estado não iria fazer prevalecer a demagogia e o enganamento que já perdurava em nosso meio. Eu acreditei...Acreditei por mim, pelos meus filhos, pelos meus entes queridos e pelos amigos que precisam de um futuro melhor. Este momento, portanto, é de riso, de extravasamento e abraços, quiçá de gritar bem alto para que todos possam ouvir e partilhar comigo do meu contentamento: liberdade, abre tuas asas sobre nós! Acreditei sim e sempre; e por ter acreditado tanto posso bater no peito e proclamar: estou contente pelas minhas convicções. Zevall, professor/historiador.

domingo, 11 de setembro de 2022

SOMOS TODOS UM

Estamos muito alegres, Jesus está aqui; sentimos alegria, sentimos união. Sentimos que JESUS está aqui em nosso meio, por isso temos paz no coração...
Deixa de brincadeira que o mundo inteiro precisa achar/ a chama da fogueira, o amor verdadeiro que DEUS quer dá.
Pra viver sorrindo, ter um rosto lindo é preciso andar com JESUS. Mudança completa, viver vida eterna ter um caminho de luz. Há alguém que faz nossa vida mudar e nos faz sentir FELICIDADE Não há limite de idade basta ter compreensão e deixar CRISTO entrar no coração. É isso!!! Estamos concluindo um encontro onde estivemos sempre alegres, onde buscamos sentir "a Chama da Fogueira" nos queimar os corações e estivemos sempre sorrindo por um amor diferenciado existir no meio de nós. Dentro dessa realidade a idade de cada um não tem sido obstáculo ou barreira e, por isso, a felicidade é a característica mais percebida entre todos e à busca por Jesus no coração uma necessidade. Enfrentamos algumas dificuldades para aqui chegar mas com a graça de Deus chegamos. O sentimento de completude é imenso e daí podemos cantar que o amor de Jesus é maravilhoso; é alto,profundo mas acessível... Até aqui O SENHOR NOS AJUDOU e a nossa oração é que sua mão continue estendida sobre cada um nos novos projetos que o GE tem para os tempos futuros. Que o Senhor continue a nos abençoar a todos. Eisenhower, professor/historiador e membro do GE. The, set./22.

DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...