quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Poemas e outros XII

Liberdade
(Carlo Marighella)

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.

Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte
por maior risco em que essa audácia importe.

Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão dominadora dome.

E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome.







Poema de frei Tito

À Mulher

Vestiste de brancas nuvens e de sol azul
foste musa dos deuses;
de Baco, foste a primeira dama.
Alegraste corações, criaste profundezas.
Nos teus seios, pousou a mais bela borboleta
porque os tornaste esplendorosos como uma Rosa.
Rosa que cheira;
Rosa que atenta
Rosa que ama.
Sois toda pura,
Ó formosa e bela mulher.
(L’Arbresle, 12 de julho de 1973).





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