quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Saudade

Ai que saudades  Dela
aquilo sim era mulher
comia de tudo, até pastel de feira
não ligava pra nada
nem tinha chiliques
sua academia
eram as lides da vida
cuidar da casa
cuidar de menino
cuidar de tudo
e sobrava energia pra o beijinho no marido
quando este, malandro,
chegava em casa sambando
sapato branco; chapéu na mão
e o olhar matreiro pra a sua mulher
Mulher, mulher...
que saudade da alegria
que falta faz tua energia
e a tua verdade,
tudo natural;
sem dieta a tudo consumia
e o corpão daquela mulher
era do jeito que Deus criou
sem retoques
nem silicone ou botox
e nada esticado, tudo no lugar...
e quando os cabelos começaram a branquear
Ela bronqueou:
- não hei de pintar! serei eu mesma.
Eita Mulher de verdade, quando penso em ti
que saudade me dá.
(Zevall, penúltimo dia de janeiro/2020).

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Mais uma de amor


Tecendo lembranças

É provável que exista alguém por aí que não goste de cultivar uma boa amizade; eu gosto. Talvez até pelo fato de viajar muito desde cedo - minha primeira viagem à SAMPA foi um mês depois de completar 18 anos. Daí em diante tenho viajado muito; e construído muitos amigos.
Na minha última estada em São Paulo trabalhei no Lar Fabiano, uma instituição que atendia jovens das cominidades próximas ao Jardim Paulistano, zona Norte.
O livro - de Paulo Bonfim
Fonte: Autor, 2020
Ao sair, em função de ter sido aprovado em concurso para a prefeitura da Capital, os amigos de trabalho me presentearam um livro, Tecido de lembranças.
Isa, Zenaide e Jeane
Fonte: Autor, 2020
Muito original. Alguém do grupo teve a ideia de deixar uma mensagem no proprio livro, vez que o título se apresentava bastante sugestivo. Hoje, remexendo minhas quinquilharias, encontrei o livro. E que saudade.
Mensagem de amigos
Fonte: autor, 2020
Cris, Isa, Zenaide, Simone (a chefe), dna. Fatima, Paulo, Jeane, Luciana e tantos outros que conviveram comigo na instituição, num espaço de tempo de quase dois anos. Vale a pena recordar.
(Zevall, jan./2020).

sábado, 11 de janeiro de 2020

Brasyl

Boa leitura; diferente, ousada, criativa. Maneira rica e cheia de nuances de retratar os "bastidores" da cidade grande e das relações sociais nela existentes. Conflitos de interesses, amores e desamores, sonhos e desenganos. Realmente uma boa leitura; vale a pena.
Fonte: Zevall, 2020.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

De pães, saúde e outras manias


Li, recentemente, em uma rede social, um aconselhamento no sentido de que, supostamente em benefício da nossa saúde, deixemos de comer pão. Junto ao enunciado, uma bela foto de um ovo cozido partido em bandas e uma batata doce completavam a intenção informativa.

Diversos tipos de pães
Imagem: Internet

Lembrei-me que ideia parecida e que se refere a outros costumes cotidianos já tem sido propalada em outros tempos, tais como não comer arroz, pizza, carnes vermelhas, principalmente carne de porco e outros afins. Falta aparecer quem fomente a noção de que fazer amor também seja prejudicial à saúde humana. 

Vejamos que, se formos seguir esses conselhos, no que se refere à prática alimentar, alguns já sendo praticados por grupos que se propõem a cultivar a abstenção em relação a determinados alimentos, comportamento que respeitamos veementemente, penso, porém, que algo que seja bom para o grupo A pode não oferecer o mesmo grau de satisfação ao grupo B, quiçá a C e ao restante do alfabeto. Outro ponto que merece ser destacado é que a liberdade que o grupo A – ou outro qualquer – tem de escolher suas iguarias prediletas e pretendidas saudáveis, o restante dos signos que compõem a nossa forma de expressão gramatical também goza das mesmas prerrogativas podendo, por isso, escolher o que irá compor a sua dieta.

Sou, é claro, consumidor de pão mesmo se tiver à mesa outras iguarias que meu parco orçamento venha a me permitir desfrutar e degustar; também como carnes vermelhas – porque elas detém essas cores (as comeria se fossem azuis ou verdes do mesmo modo), pizza, cerveja, ou seja, estou andando na contramão do “politicamente correto” quanto o assunto venha a ser boa saúde em relação àquilo que se come. Assim, arroz com feijão, ovo frito, pão e farinha estão sempre presentes em minha rotina. Fazendo ou praticando isso nada mais faço que exercer o direito de liberdade que a nossa Carta Magna enuncia e anuncia a todos e da qual sou assíduo observador. 

Portanto, encerro reiterando os meus protestos de respeito as práticas daqueles que se abstém do consumo de determinados alimentos, entendendo que a recíproca seja verdadeira no momento em que a ideia deva partir destes para mim. Agora, convenhamos, um pão francês fresquinho – que nós nordestinos nos acostumamos a chamar de “massa grossa”, acompanhado por café com ou sem leite é bom demais. Você pode até não degustar por uma questão de princípios mas, confesse, sente uma vontade... 

(Zevall, Jan./2020)

CONFRA 22/11

  Sábado, 22 de novembro de 2025, noite que o Senhor nos deu para a realização de nossa confraternização de final de ano, bem como a comemor...