Sonhos loucos
solidões vazias
lembranças confusas...
beijos cuspidos
sem sentimento
ou nexo;
abraços frouxos
tresloucados
que machucam
e não estimulam;
palavras sem ternura
que não duram
e se perdem
nos espaços.
O olhar para trás
não se asoberta
se as certezas
nada foram;
não que seja vazio
o olhar
apenas não há
o que se ver
no que ficou...
na imensidão
do tempo sentido
onde o desamor
era causa e efeito
no que paixões lascivas
expressas em toques
de membros obscenos
que se aprofundam
(ou não),
não satisfaziam
ou enganaram a um.
Promessas, muitas
todas sem olhar nos olhos
inocentes somente
para quem as ouvia
previstas
e enganos para um futuro.
Promessas, tantas...
Promessas...
Sussurros arrepiantes
molhados
culminantes em êxtases
solitários.
Talvez os sonhos
não houvera tão loucos;
quem ousava
incitá-los,
certamente
vez que nada há de errado
em sonhar
o erro provém do engano.
Sim, talvez não fossem
tão loucos
mas (a minha) razão
pervertida pelo amor
ou simplesmente
pelo o que sonhou dele
essa já não é...
(Zevall, "olhar para trás", out./25)

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