Não se escondeu atrás do sorriso ou da dor;
apenas chegou.
E trouxe consigo paz tranquila,
alegria duradoura
e expressões de saudades
de tempos divididos;
não de romances ou aventuras insalubres,
nem de intrigas ou partilhas da tenra idade,
apenas chegou...
E trouxe ainda a meiguice do riso sem compromisso,
o abraço (re) confortante
que somente as relações inocentes
e sem mácula são capazes de expressar,
e de abraçar não apenas de braços,
inda de coração.
Instantes ímpares e díspares ao mesmo tempo,
onde, por frações temporais,
o silêncio – presente e preciso,
e a pessoa do outro fosse assimilada e sentida
e houvesse não apenas paz
como também gozo
por estarem ali
em noite calma e serena...
Então, como houvera chegado
também partiu
o riso da alegria dando lugar às lágrimas da saudade
do aperto no peito
e da ausência que seria sentida no porvir.
Na contemplação do tempo
de horas transcorridas
onde impera saudade,
a lágrima contida
(ou não...)
sinaliza que dias a passar
não sobrepuja o amor
de quem ama o amigo.
(Zevall, para os amigos William e Judith, num dia de outubro/25)_


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