segunda-feira, 27 de outubro de 2025

22 DE NOVEMBRO

 


Esse aviso é importante 

Para a Turma do Arroz

Pois está chegando a hora

Que não pode ser depois

Iremos, pois, nos encontrar

E todos juntos nos alegrar

Nada de ser apenas um ou dois.


Fique atento para esta data

Da grande confraternização 

O momento é importante

Para coroar a união 

De um povo alegre e barulhento

Que em todo e qualquer momento

Tá pronto para a celebração.


22 de 11 é a nossa data

Não esqueça de orar

Que o Senhor nos abençoe 

No projeto a realizar

Em qualquer lugar que seja

Nós já temos a certeza 

Que o Pai irá nos aprovar.


Assim, querido, se envolva

Deixe sua participação 

Pois você é importante 

Nessa realização 

Contribua e não fique de fora

Não é depois; essa é a hora

Da nossa confraternização. 

(Zevall, para a Confraternização de Final de Ano).


domingo, 26 de outubro de 2025

Duas frases, uma palavra

A "ficha técnica" da Escola Bíblica Dominical hoje, na Igreja Batista Filadélfia, pode ser descrita assim: três cânticos iniciais – Podes reinar, Jesus virá, Pai celeste; leitura bíblica – Atos 8: 26-40; oração – irmã Damazia; cântico de um hino do CC – Salvação perfeita; breve explanação sobre um assunto envolvendo alguém não vinculado à Igreja; oração pelo irmão Alex, seguida de um louvor – hino 188, A nova do evangelho. Nesse momento havia aproximadamente 25 pessoas na assembleia quando Francisco Araújo, o pastor, descreveu o encontro inusitado entre Felipe e um eunuco que viajava na caravana de Candace, rainha etíope que, segundo o texto lido, se dirigia para Jerusalém, com o propósito uno de adorar. A retórica, interessante atravessou a fronteira bíblica, alcançando fatos históricos e personalidades contemporâneas, de maneira que a audiência, além de participar, se viu envolvida em um contexto de espiritualidade, mas também de rotina contemporânea.

O que foi dito anteriormente, por si só bastaria para nos revigorar espiritualmente nessa manhã de domingo. Porém, durante a apresentação do estudo, o pastor Francisco colocou à disposição e para reflexão do seu grupo duas questões e uma palavra, que por mais distantes ou desligados que estejamos elas certamente irão nos "incomodar" por algum tempo, em relação ao nosso papel no Reino de Deus aqui na terra. As questões – e a palavra – seguem: a) Como você se sentiria se algo muito interessante acontecesse, no município, através de você?; b) como falar do amor de Deus sem amor? E a palavra, enfatizada até ao final do discurso é sensibilidade. 
É certo que poderíamos tentar discorrer sobre esses três aspectos aqui, mas esse não é o propósito nesse texto. Esse, o propósito, é lembrar a cada um dos que ouviram a palavra, a necessidade de um aprofundamento nas nossas participações cotidianas, seja no âmbito espiritual, social ou familiar. Que assim despertemos, tendo como objetivo entender e responder aos questionamentos propostos, ou seja, avaliar até que ponto as ações de cada um estão impactando o seu entorno; em que ponto fica percebido algo positivo para o seu meio social em que a sua pessoa foi o ponto de ebulição. O outro questionamento diz respeito à maneira de como o amor de Deus está sendo anunciado; se estamos sentido a "chama da fogueira" queimar nosso peito ou apenas, pra cumprir o Ide, estamos a anunciar...
Por fim, a sensibilidade, ou seja, a percepção,  o cuidado em desenvolver-se com aptidão. Felipe, no texto, teve que correr, literalmente, para cumprir a ordem dada para aquele momento. Qual tem sido, portanto, a nossa maneira de desenvolver as nossas capacidades dentro da Obra? Que estejamos dispostos a correr, se a atividade proposta assim exigir.

(Zevall, out./25).



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

ESSÊNCIA


     Uma postagem no Face, onde apareciam alguns jogadores considerados bons e de geração anterior, nos dia que o técnico na ocasião, ao ver a plêiade que tinha à sua disposição, falou apenas "vão lá e sejam vocês mesmos; se eu precisar fazer alguma alteração, aviso". Os resultados alcançados mostraram que o técnico (à época não existia a figura do coach; a diferença entre ambos os dois é que o primeiro aprendeu fazendo...). Tal fato, se aconteceu ou não nem é tão importante. O que importa mesmo é saber que, em diversos setores da sociedade – não há como negar – existiu uma geração diferenciada em um tempo não muito distante de nós. Isso sim, é fato.

    Fui a Presidente Dutra -Maranhão, recentemente. Uma vez ali me dispus a ir até Graça Aranha, algo em torno de 30 quilômetros além do percurso original. Para fazer uma visita surpresa à Jucely, irmã querida, se não por outro motivo, fui dar-lhe um abraço simbolizando meu pedido de desculpas por, em algum momento, ter sido um chato ou truculento. Sei, porém, que foi uma decisão acertada quando pensamos no valor da amizade e quando percebemos a efemeridade e urgência da nossa existência. Novamente vou discordar da expressão "amigo é coisa pra se guardar....". Amigo é pra ser exibido, desfrutado, abraçado, ouvido. Amigo é pra sorrir de piada sem graça, é pra ser ouvido e pra ouvir, é pra ser companheiro, enfim, amigo é pra ser amigo. Nunca pra ser colocado de lado por algo sem importância, dada a grandeza da amizade sincera, verdadeira, amada...

    Há alguns dias, ousei levantar um tema com um pastor amigo nosso e com o qual tenho certa liberdade em falar, para mostrar uma situação que tem me causado motivo de observação dentro do grupo. Mudanças tem acontecido e muitas são necessárias, mas a essência nuca deve ser perdida. A foto acima – Luiza Dias, Stella Porto, Vera Valentin, Evani Macedo e Judith Gomes, reunidas em um mesmo clic, me remete a uma conversa com o pastor Freitas, sábio homem de Deus, que conseguiu marcar profundamente a vida espiritual dos jovens que lhe foram confiados, a partir do final da década de 1970, no seio da Igreja Evangélica Batista de Floriano, onde na ocasião ele disse "vocês devem se reunir, estejam onde estiverem, pelo menos de dois em dois anos...". Sabem pra quê? Manter a essência, trocando ideias, compartilhando experiências, abraços e calor humano. Foi isso que esse grupo aprendeu. Vou me repetir, eu sei, usando um argumento já citado em texto anterior e recente – fragmento de um cântico, onde se diz que "por tudo que temos ouvido, vivido, aprendido e visto.."  e aqui acrescento, do mesmo cântico,  "unidos no corpo de Cristo). Essa é a essência que estou a discutir. Unidos no corpo de Cristo, na igreja, nos congressistas, nos antigos acampamentos, mas também recebendo, visitando, abraçando...

Judith e William  – seu esposo e figura de simpatia que contagia – visitaram nossa cidade em data próxima passada e, na ocasião, questionei com ela sobre onde iam passar a noite, pois aprendemos, na nossa geração e no nosso grupo, a "cuidar um do outro" (g/a). Posteriormente o casal permitiu que eu os convencesse e foram para perto de nós. Judith, fazia um pouco mais de 40 anos que nos havíamos encontrado; Evani, Luiza e Vera, nos encontramos em Teresina no II EGE, duas delas, um pouco antes,  também em Picos, onde Zé Brito e a Rainha nos receberam. No caso de Evani, uma vez estivemos juntos na rodoviária em Teresina, ocasião em que Elias também esteve presente.  Há três ou quatro dias, enviei mensagem pra o Ivan, nosso bispo, lhe cobrando pela sua falta de notícias; Geiel, sempre mantemos contato. Mas esse grupo é muito maior e pode fazer "barulho" também maior, vez que é "raça eleita...".
    Quão bom e quão suave é – diz o salmista, que esses irmãos estejam juntos, seja pra tomar café, comer arroz com abóbora, tocar e cantar louvores ou apenas pra trocar um abraço que, entre outros motivos, pode estar querendo dizer, simplesmente, preciso de ti, hoje, agora. Afinal, "amanhã pode ser muito tarde". O hoje e agoraé, portanto, a escolha certa. O quinteto de meninas – todas em um ou outro momento foram acampantes, mandou bem. O desafio foi lançado aos meninos: fazer foto igual, ou seja, se encontrarem em momento qualquer.

(Zevall, out./25).



segunda-feira, 13 de outubro de 2025

EU, LOUCO

Sonhos loucos

solidões vazias 

lembranças confusas...

beijos cuspidos

sem sentimento 

ou nexo;

abraços frouxos

tresloucados

que machucam

e não estimulam;

palavras sem ternura

que não duram

e se perdem 

nos espaços.

O olhar para trás 

não se asoberta

se as certezas

nada foram;

não que seja vazio

o olhar

apenas não há 

o que se ver

no que ficou...

na imensidão 

do tempo sentido

onde o desamor

era causa e efeito

no que paixões lascivas 

expressas em toques

de membros obscenos 

que se aprofundam

(ou não),

não satisfaziam 

ou enganaram a um.

Promessas, muitas

todas sem olhar nos olhos

inocentes somente

para quem as ouvia

previstas

e enganos para um futuro. 

Promessas, tantas...

Promessas...

Sussurros arrepiantes

molhados

culminantes em êxtases 

solitários. 

Talvez os sonhos

não houvera tão loucos;

quem ousava

incitá-los,

certamente

vez que nada há de errado

em sonhar 

o erro provém do engano.

Sim, talvez não fossem 

tão loucos

mas (a minha) razão 

pervertida pelo amor

ou simplesmente 

pelo o que sonhou dele 

essa já não é...


(Zevall, "olhar para trás", out./25)

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Amigos além do tempo


Não se escondeu atrás do sorriso ou da dor;

apenas chegou.

E trouxe consigo paz tranquila,

alegria duradoura

e expressões de saudades

de tempos divididos;

não de romances ou aventuras insalubres,

nem de intrigas ou partilhas da tenra idade,

apenas chegou...

E trouxe ainda a meiguice do riso sem compromisso,

o abraço (re) confortante 

que somente as relações inocentes

e sem mácula são capazes de expressar,

e de abraçar não apenas de braços,

inda de coração.

Instantes ímpares e díspares ao mesmo tempo, 

onde, por frações temporais,

o silêncio – presente e preciso,

e a pessoa do outro fosse assimilada e sentida

e houvesse não apenas paz

como também gozo 

por estarem ali

em noite calma e serena...

Então, como houvera chegado

também partiu

o riso da alegria dando lugar às lágrimas da saudade

do aperto no peito 

e da ausência que seria sentida no porvir.

Na contemplação do tempo 

de horas transcorridas 

onde impera saudade,

a lágrima contida

(ou não...)

sinaliza que dias a passar

não sobrepuja o amor

de quem ama o amigo.


  (Zevall, para os amigos William e Judith, num dia de outubro/25)_

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

EBENEZER

 

Ao recorrer ao Google buscando definição aceitável para amigo, tem-se que este é "que ou aquele que é ligado a outro por laços de amizade". Diante dessa noção, vimos a necessidade – para melhor compreensão, de esclarecer, também, o que seja amizade. Sobre esta, a mesma fonte nos coloca que é "um vínculo essencial à vida humana, que se baseia em três tipos: a) por prazer, onde busca mutua diversão; b) por utilidade, que foca no benefício mútuo e c) por caráter ou verdadeira, onde se ama a pessoa por quem ela é".

Em 05 de outubro corrente, o Café do Zevall pretendeu reunir um grupo de pessoas consideradas amigas para comemorar um aniversário; conseguiu. Na manhã deste domingo, algo em 20 irmãos/amigos compareceram, sorriram, se abraçaram, louvaram e agradeceram o momento de confraternização pura e desinteressada, onde estar presente e desfrutar a presença de cada um e a comunhão com todos foi o mote do encontro. E tomaram café juntos..., tia Zi, R7, Nonita, Feliz (José Félix), Rosália, Félix Jr.,  Maria de Jesus, Lucileide, Daniel, Ivone, Neuda, Rosinha, Iglésio e dois visitantes/viajantes que nos honraram – Judith e William, Além de Érika, Adriana e dna. Édna  (que não estiveram presentes fisicamente, mas que ajudaram para que a festa acontecesse), além da Anninha, que tomou café úm pouco mais tarde.

O Franzé (pastor Francisco Araújo), amigo paciente e benevolente para com a figura do aniversariante,  ao fazer uso da palavra pra agradecer pela data, exaltou esse valor humano tão necessário mas nem sempre exercitado, com sabedoria e visão esclarecedora, nos conscientizando da carência de prática mais efetiva da presença e da interação com aqueles que nos são marcantes e queridos. Foi, portanto, um momento de enlevo, tanto afetivo quanto espiritual. 

O que pode ser acrescentado à essa sensação de alegria vivida nesta manhã? – Talvez recorrer à uma música praticada na primeira metade dos idos de 1980, onde do seu refrão constava "por tudo  que temos ouvido, vivido, aprendido e visto (. . . ) e atrelar a este a expressão de I Samuel 7:12, onde  se afirma que "até aqui nos ajudou o Senhor". Nos ajudou confiando a permanência, permitindo que se completasse mais um ciclo, nos cercando daqueles que nos são queridos e que, em contrapartida, também se mostram com interesse sobre nós. E, ainda, nos enchendo de esperança.Resta-nos, portanto, agradecer; agradecer "por tudo que temos vivido". Esse sentimento de vivência se torna bem mais latente pela experiência de, num momento tão singular encontrar Judith, menina/senhora que se fez presente na companhia de William, sua "metade da laranja", alguém que, pela simpatia e humanidade, imediatamente foi incorporado ao grupo como o mais novo amigo. 
Por fim, "quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união". A esse, o lema do grupo, pode-se acrescentar que viver em união é sinônimo da prática da amizade, do sentimento verdadeiro de carinho e respeito por cada um que se aproxima de nós. Essa é a ideia; isso é o que sinto. E, por tudo wue tenho vivido, sou imensamente grato ao Senhor.


De volta aos princípios

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, (...)" O texto acima é encontrado na primeira part...