sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Seu presente está nesta caixa

 "Ninguém jamais viu a Deus; se amamos uns aos outros, Deus permanece em nós e seu amor é em nós aperfeiçoado (I João 4:12)".

A brincadeira da caixa. Inocente, diferente; coisa de crianças feita por adultos,  a verdade é essa. Imaginemos a cena: um sexagenário recebendo uma imensa caixa que contém no seu interior um par de meias. É ou não coisa de crianças? Mas não foi só abrir a caixa e pam! Ali estava o presente. Houve um processo; um caminho a ser seguido, o que gerou uma expectativa e testou a paciência do aniversariante. Esse é o fato.

Convém destacar, de início,  que o tudo foi surpresa. Alguns dos irmãos tiveram a iniciativa e fizeram o encontro acontecer. Tudo ia bem, como sempre é para o louvor e glória do Senhor Jesus até que uns irmãos trouxeram a caixa e seus bilhetinhos. O primeiro bilhete é o título do texto, ao que se seguiram outros, algo assim: "óleo e perfume alegram o coração,  e o conselho dado ao amigo também é suave (Prov. 27:9)". A partir daí outra caixa menor seria aberta. Mais expectativa, mais risos, mais suor a escorrer e a confirmação de que a paciência é uma virtude poderosa e importante. Mas vamos a outro recado: "O homem que tem muitos amigos pode ser arruinado por eles, mas há amigo mais chegado que um irmão (Prov. 18:24)". Ao falar para o grupo, entre as coisas que o aniversariante destacou, uma precisa ser mencionada. A Turma do Arroz,  para este, é uma "segunda família" para a qual o mesmo sente responsabilidade mas também um carinho singular. Ter amigos chegados, sinceros e que prezam essa amizade é um bem por demais valioso.

Jezaías, Nonita, José Félix,  Rosália, Lucileide, Ravena, Maria de Jesus, Lindalva, Jessé,  Maria Luzinete, Adeílma, Franzé, Andressa, Euvaldo - alguém que pra mais de vinte anos eu não o via, Camelo, Ezequias, Edmilson, dentre outros, nos alegraram o coração. Nos deram Contentamento e nos fizeram continuar a abrir a caixa com zelo e...paciência. Muita paciência!
Em termos de amigos me considero riquíssimo,  bem assessorado. Garantido. Olhemos essa palavra: "Pois, se um cair, o outro levantará seu companheiro. Mas pobre do que estiver só e cair, pois não haverá outro que o levante (Ecl. 4:10)". Que coisa boa; maravilha mesmo saber que temos amigos ao nosso lado pronto a estender a mão pra nós levantar quando e se cairmos. Amigos assim "é coisa pra se guardar". Sempre.

Amigo é gente pra se guardar sempre; fazer dessa amizade um bem intangível,  com o qual se pode contar quando preciso for. Nas horas fáceis e nas não tão fáceis. O que importa é a certeza que se "ventos soprarem mais forte que nossas forças,  teremos uma mão a se estender e nos ajudar". É o amigo em ação...
"Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a própria vida pelos seus amigos (João 15:13)".
Vós, Turma do Arroz, sóis meus amigos. Não apenas pelo encontro promovido mas pelas experiências compartilhadas, pelos risos ridos, pelos caminhos caminhados, por termos chegados até juntos, cúmplices de uma vida de alegria unidos no amor do Senhor.
Enfim, conseguimos alcançar a última caixinha onde estavam as meias...
(Zevall, professor/historiador em 5/10/23, agradecido por ter amigos tão chegados...).



domingo, 24 de setembro de 2023

A vida que ninguém vê

 

Não é a arte de scarpeta
nem o dom da vespa - que voa,
que me leva a sonhar.
Se meu temperamento é controlado
não o sei
e jamais quis pretender
ser virgem ou mártir. 
Sou guerreiro mas não balaio;
cruzei muitos rios
- o "das flores" é belíssimo!...
Fiz e vivi muitas histórias
da sexualidade, da vontade de saber,
de contemplar o voo da àguia
e até ouvi o "brado de halidon".
Andei, confesso, no limite do perigo
e se senti medo, não percebi
(ou será que percebi?).
Certo, porém, é que sempre tive 
um anjo na escuridão 
a olhar por meus caminhos
noite e dia, dia e noite...
em todo o tempo.
A vida é assim: ninguém vê
seja de um homem feito
de um menino ou
de um adolescente 
comum ou diferente.
Não sei de joias - nem as de Teresa
e jamais invejei riquezas do quilombo.
Pobre, nada herdei 
nem mesmo as riquezas de Estrasburgo.
Embarquei - que alegria,
com o velho, e fomos ao mar
e apenas um peixe se fez fisgar.
Muitas angústias além do horizonte, 
bem sei;
mas de aventuras tantas.
Assim é a vida, vale repetir,
que ninguém vê.
Vida que faz alguém ser e viver.

(Poema baseado em título e e/ou enredo de 32 livros lidos no ano de 2022).

Zeval, professor/historiador, set., 2023.


sábado, 2 de setembro de 2023

ALEGRIA, ALEGRIA

 "Com efeito, grandes coisas o Senhor tem feito... e por isso estamos alegres" (Sl. 126:3).

Paulo, o gigante de Tarso - gigante no sentido de ser grande no ministério a que se se propôs -  aquele que se dedicou à propagação da Palavra,  em determinado momento, ao falar a um grupo também determinado disse que deveríamos nos alegrar sempre. O salmista ao se aproximar desse pensamento afirma que um motivo significativo para essa alegria seria as "grandes coisas" feitas, pelo Senhor, em nossas vidas, na vida de cada um, falando individualmente.
Grandes coisas; é a profissão de fé  em crer no Senhor Jesus e a certeza de que, a partir dessa convicção,  Ele estará conosco "todos os dias, até a consumação...; é a confirmação dessa fé,  através do batismo, uma ordenança que não salva mas que confirma que já se é salvo.

Ide e fazei discipulos. É, portanto, preciso sair da condição cômoda e tranquila, do conforto de um escritório ou sala, com ar e poltronas aconchegantes; é,  pois, preciso sair a buscar aquele que está à margem do caminho, carente, às vezes faminto, esquecido... é nisso que consiste o ministério da Graça que transforma vidas. Que dignifica e que salva. É o exercício do dom de Deus ao homem proposto para exercer a obra salvadora. "Não te mandei Eu? Não temas...".

"O chorar não salva"
- é com essas palavras que se inicia um dos belos hinos do Cantor Cristão, hinário de uso dos batistas nos seus cultos de louvor e adoração. Porém o choro de alegria é talvez a mais bela e forte expressão do ser humano gratificado e agradecido pelas transformações a que tem se sujeitado na plenitude de operação das grandes obras do Senhor na sua vida. É o reconhecimento  da mudança de atitude espiritual. É deixar o velho e fazer-se novo. É ser uma nova criatura; teu um outro estilo de vida é ser, a partir de então,  filho do Rei. Que mudança maravilhosa, digna do choro de alegria.


Alegria, alegria! O campo verdejante contemplado com o choro da alegria do cego Bartimeu tem produzido frutos e pessoas tem sido transformadas, aceitando e reconhecendo sua condição de dependente do amor e da bondade que transforma vidas. Alegria,  alegria, pelas vidas que ouviram a Palavra através de um servo que resolveu obedecer ao "Ide" do Mestre dos mestres. Pode a tristeza durar mas será somente até ao anoitecer. Pela manhã a alegria haverá de chegar porque a Palavra se fez ouvir e ela é libertadora, quebradora dos grilhões do pecado. Alegria, alegria pois "quem está em Cristo é nova criatura...).
(Zevall, professor/historiador, 02/09/23)






segunda-feira, 14 de agosto de 2023

A SORTE ESTÁ LANÇADA

Falta de recursos ou de gestão? Será que estamos sabendo escolher os que estão à frente dos rumos da educação,  pra não dizer da municipalidade,  com perfil adequado às escolas e à cidade, ou os interesses políticos se sobrepõem àquilo que seria melhor para o sistema educacional e para o povo? Faltam mesmo os recursos que os gestores geralmente alardeiam ou eles estão sendo canalizados para outros fins? Certo é o fato de que a educação, de modo geral e a piauiense e florianense, de modo específico, pede socorro.

Fala-se muito em evasão mas pouco se tem oferecido que incentive ou mude a mentalidade da clientela escolar, qual seja, o aluno. Tenta-se comprar a sua frequência com argumentos e elementos não fundamentais à verdadeira educação escolar; medidas consideradas descabidas são colocadas em prática, tais como a do governo paulista sobre o livro didático ou a mais recente verificada em um município de Floriano - Piaui, onde uma diretora com formação específica foi substituída por alguém que pode ser considerado incapaz, dado a sua formação ser em área totalmente adversa àquela requerida pelo sustema e apenas por indicação política. E isso em uma escola tradicional,  que em suas salas já estiveram presentes, enquanto alunos, importantes vultos da nossa municipalidade, fato que por si somente, deveria despertar melhores olhares vez que os interesses mais distinguidos são aqueles que respeitam às "figuras ilustres" da cidade. Essa é a percepção de fato. 

Em relação às  escolas, não é só um alambrado detonado ou uma porta sem fechadura como vemos nas duas fotos anexadas usadas como exemplo e de uma unidade escolar anônima. Essas são apenas amostragens de uma realidade que pode ser constatada em qualquer escola, seja municipal ou estadual. O trabalho de manutenção praticamente não existe.

É possível que alguém alegue as reformas estruturais feitas nas escolas. Sabemos que as tais existem. Mas é sabido também que não há uma fiscalização exigente durante as mesmas para perceber as reais necessidades de cada uma. Esse trabalho reformador, portanto, precisa ser levado mais a sério. Repete-se: a educação piauiense e do município florianense pede socorro. Algo precisa ser mudado...URGENTE. 

Em tempo: as eleições municipais se aproximam. O leilão de cargos, a festa de interesses particulares e o oportunismo, além do espoliamento e "depredação" do espaço público figuram entre os vários instrumentos a serem usados para eleger aqueles que se tornarão os senhores do nosso futuro. Os nomes já estão sendo postos à mesa e os cabos eleitorais já se movimentam puxando a brasa para aquela sardinha que lhe é conveniente. Os sorrisos da hipocrisia já são evidentes e as disposições em ajudar já estão sendo anunciadas. "Alea Jacta Est". Zevall, professor/historiador.

domingo, 25 de junho de 2023

Ser ou não...

 Uma das frases mais conhecidas da literatura mundial, servindo de reflexão filosófica ou não, de autoria do inglês Shakespeare e que é muito atual, apesar de antiga, é a seguinte: "To be, not tô be, that is the question". O pano de fundo, Hamlet - príncipe de Dinamarca etc.; uma tragédia em sua origem...

Como disse, enunciado antigo mas que nos fala, hoje, dependendo das situações que ousamos enfrentar. E essa é a questão... quando enfrentamos uma situação somos nós que havemos de nos contorcer para resolvermos. E foi assim, no contexto dessa percepção de mundo, que lembramos do grande literato inglês. Porque somos o que somos e eu, particularmente, sou o que sou e não há jeito de ser outra "coisa" ou assumir uma personalidade diferente. 

O que me levou à essa reflexão foi uma frase do nosso amigo particular Francisco Araújo, a quem chamo, pela amizade, de Franzé. Ao comentar um evento do qual ambos nós dois fazíamos parte ele assim se expressou: - Zé, tu alegras o ambiente... - Zé, que fique entendido, sou eu. Também Zevall, Garrau, Hower, Eisen. Uma infinidade; nada, porém, de bulling. 

O que me fez lembrar do "ser ou não ser...", ainda que se possa pensar que não há uma relevância para o uso da frase shakesperiana. Mas há. Como já citado anteriormente, somos o que somos e aqueles que pretendem ou aspiram que mudemos está a jogar "pedra na lua", afinal, que erro há em ser alegre, extrovertido, irreverente às vezes? A persona, acredito, é particular. Se meu jeito incomoda a alguns que fazem parte do meu círculo ou pensam que fazem, ótimo. No mundo, acredito, há espaço para todos e para todas as maneiras de ser e de enfrentar os dilemas de nossa existência. Nada nos obriga a sermos iguais, formais, submissos às imposições sociais, na maior parte, superficiais.

Enfim, essa é, pois, a minha questão. Sou o que sou; me sinto bem e, por isso, não mudo. Sorrio, conto piadas, lembro situações e aponto defeitos ou falhas. Melhor que ser o "hipócrita" que tudo aceita, com tudo concorda e nunca se opõe. E que está sempre de cabeça baixa e de mal humor. Se incomodo me desculpe (ou me desculpem); seu mundo e o meu são diferentes. E prefiro o meu...

(Zevall,  professor/historiador  - em Floriano-PI).




sábado, 24 de junho de 2023

Ig. Batista Filadélfia

 "Até aqui nos ajudou o Senhor (I Samuel 7:12)". Hoje foi um dia histórico - e abençoado - para aqueles que até as 15h do dia 24 de junho faziam a Congregação Batista Filadélfia,  no bairro Cajueiro II, em Floriano-PI. Sim, o tempo verbal correto é esse mesmo, faziam, porque a partir de por volta das 17h, quando aqueles que formavam o concílio para decidir pela organização,  votaram parecer favorável  a então congregação passou a ser Igreja Batista Filadélfia. Que maravilha; que benção, que vitória dos que trabalham na proclamação do EvangelhodeJesusCristo!

Os trabalhos foram dirigidos pelo pr. José Alécio, da IEBF; o primeiro passo foi a leitura do protocolo de assentamento do concílio,  onde ficou estabelecido o andamento da sessão. Feito isto a mesa foi composta, cabendo o papel de inquisidor ao pr. Marcílio, a secretaria ficou a cargo do pr. Luis,  de Itaueras. A mensagem  - primeira da nova igreja -, foi proferida pelo pr. Francisco Barroso,  de Água Branca. Antes, porém, a oração de instalação coube ao pr. Manoel Antônio de Freitas.

O clima foi de uma festa cristã  - e era pra ser isso mesmo. A alegria e expectativa contagiou a todos, principalmente àqueles que se tornaram os primeiros membros da nova igreja. Todos estavam cientes da nova responsabilidade que lhes cabia mas pelo desempenho na hora da inquirição foi possível perceber que os irmãos se mostram aptos ao desenvolvimento do trabalho que devem desempenhar.

Agora, ao tempo que se deve agradecer ao Senhor pela instalação de mais uma embaixada do seu reino aqui na terra, desta feita em Floriano, abrimos nossos sorrisos e estufamos nossos peito para bradar bem alto dizendo: "Grandes coisas o Senhor tem feito por nós e por isso estamos alegres (Salmos 126:3)". Que as bênçãos proclamadas, que as responsabilidades destacadas e o entusiasmo demonstrado por todos os presentes neste culto ao nosso Deus sejam as principais características desta Igreja que hoje tem nascido. E que a mesmo seja um alvo das bênçãos do Pai.
(Zevall, professor/historiador, junho de 2023).


quarta-feira, 7 de junho de 2023

513km de Piauí


 Antônio Almeida, 15h25 da segunda feira, dia 05/07. Era a quarta cidade de um roteiro que teve início às 8h15, em Floriano - Pi. As férias findariam de 07 do corrente e como ainda não havia viajado, resolvi improvisar. Deu certo. Moto abastecida e corrigidos os detalhes básicos,  pé na estrada, ou melhor, moto sendo posta a rodar. Sem pressa e sem compromisso definido; cuidados observados, velocidade moderada; ingredientes necessários para uma viagem segura.

Primeira parada, em Barra do Lance,  no Pit Stop, à beira da estrada na entrada da cidade, para café acompanhado de deliciosos pastéis de carne e de queijo. Papo agradável com o proprietário do local, suco de tamarindo após o café, descanso merecido e energias restabelecidas, hora de retornar à estrada seguindo para uma parada rápida em Landri Sales. Feito isto, retornamos à rodovia, agora com destino a Sebastião Leal.
Chegando nesta cidade a palavra de ordem era encontrar Carlos Augusto Dias, figura impoluta e cordata, cópia fiel de vosso pai, Manoel Wenceslau Dias, grande filósofo contemporâneo, oriundo das vastidões cearense, de onde teria vindo ainda como tropeiro, se estabelecendo em definitivo no Piauí. De ideologia socialista, o camarada Manoel, nosso progenitor, sofreria com as inquietações do Regime Militar, tendo, em decorrência de perseguição por parte de agentes do sistema, passado, em certa ocasião, 15 (quinze) dias na Ilha do Bananal, escondido em meio aos nativos. 
Ainda em Sebastião Leal, Carlão se encarregou de nos servir lauto almoço,  abastecendo-nos pra o prosseguimento de nossa viagem. Progresso, Bunge, Serra do Uruçui  - esta, uma curiosidade satisfeita - e Antônio Almeida foi sequência direta do roteiro, tendo parado novamente, para descanso, em Landri Sales.
Descanso estabelecido, água bebida para hidratar, hora de voltar pra casa, agradecendo ao bondoso Deus por ter-nos agraciado com um belo passeio pelo vasto e belo Piauí, vendo e conhecendo novas gentes e terras. Aqueles menos afeitos à aventura dirão que é algo cansativo. Eu digo que é muito prazeroso e gratificante, principalmente por nos colocar ante a realidade do nosso povo. Palavras finais? - tenho sim: já estou pensando em outra viagem; quiçá com um roteiro um pouco mais distinto e mais longo. Até lá, então...

(Zevall, professor/historiador, em passeio por essa terra maravilhosa chamada Piauí).




DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...