Se essa rua, se essa rua fosse minha... mandaria destacar todas as suas histórias importantes para a construção da hoje cidade de Floriano - Piauí.
sexta-feira, 24 de setembro de 2021
Luzeni e seus "causos"
A legenda na foto acima representa bem o que o Luzeni é para todos da Igreja em Floriano, bem como à Jubapima: um amigo querido e respeitado por seus pares. Uma referência para a nossa juventude que com ele teve o privilégio de conviver.
É o Luzenir professor da EBD ou o presidente de mocidade da igreja Evangelica; É o Luzenir que decorou o livro de Colossenses para participar da gincana em Socopo e que jogava bola, fosse qual a modalidade que se lhe apresentava. Ou, seja, Luzeni não tinha ou não deixava que problemas físicos o colocasse em patamar "diferente".
É justamente por essa paixão pela vida e pelo seu afã participativo e usando a foto como objeto de recordações que iremos relembrar um episódio que envolve tanto o Luzeni como outro irmão também muito querido de todos e não menos participativo, que nos retiros e congressos sempre estava presente: José Brito.
Salvo possível engano, essa foto foi tirada na chácarado pr. Freitas (maio/2014, segundo informações de nossa irmã Edi) mas que lembra em muito um congresso realizado no colégio Agrícola de Floriano, congresso este presidido por outro irmão de muito carisma em nosso meio, o Daniel Almeida. Ocorre que, na hora do lazer à tarde, em uma partida de vôlei que envolvia jovens de Picos e de Floriano, coube ao Zé Brito ser um dos atletas e o Luzeni ser o árbitro de tão singular confronto. Tudo correu bem, como não poderia deixar de ser. Mas só até o momento em que um lance considerado polêmico colocou frente a frente nossos dois ilustres personagens, o atleta e o juiz da partida.
É claro que houve confusão, com um bate boca generalizado e com Zé Brito tirando o apito do honorável mediador de tão disputada partida, fato este que encerrou as discussões com uma frase singular do Luzeni. disse ele na ocasião: "já vi jogos em todo lugar do mundo, pela TV, mas nunca vi um atleta tomar um apito de um juiz".
Obs.: Esse texto é uma homenagem ao Luzeni, bem como ao Zé Brito e a todos os (antigos) jovens que fizeram a Jubapima.
Eisenhower (Zevall), professor/historiador, set./21.
sábado, 18 de setembro de 2021
Sobre Retiros e outros afins
No dia 16 de fevereiro de 1980, por volta das 9h, o pr. Freitas me trouxe da antiga rodoviária de Floriano, vez que eu chegava de minha segunda viagem a São Paulo, exatamente para este local. A comunidade vista ao fundo é o bairro Taboca em sua saída sentido Ponte de Pedra, local que os jovens batistas dos anos de 1980/90 conheciam muito bem.
Neste bairro, em uma antiga morada da saudosa conselheira da mocidade Diva Simplício, senhora atuante em outros departamentos da igreja e muito ligada aos jovens, seria realizado, nos dias 16 a 19 de fevereiro, o Retiro de jovens da mocidade Batista. Na ocasião o orador foi o pr. Mário Gomes de Barros, também forte entusiasta da causa do jovem batista. O tema, não o sei dizer na íntegra, mas era algo voltado ao papel do jovem no seu relacionamento com o seu Deus. Ciro Rodolfo, de saudosa memória, foi um dos conselheiros na ocasião.
Hoje (18/09/21), ao determinar o roteiro da minha caminhada, decidi voltar ao local para ver como se encontrava e sentir um pouco de saudade daqueles tempos. O que vi, ao tempo que me rememorou alguns acontecimentos da época, me encheu de tristeza por vê algo ligado à nossa história tão degradado e abandonado.
A foto acima mostra a casa grande, casa está que era, ao mesmo tempo, dormitório das moças, cozinha e salão de reuniões. nesta casa as palestras matinais e o culto da noite eram realizados. Tudo muito simples porém aconchegante e cheio de comunhão e de amor.
Na foto da direita percebe-se onde ficavam os antigos estábulos e currais, que foram devidamente limpos e preparados para ser o dormitório masculino. Ainda se percebe ruínas, tanto nesta foto como na anterior, da construção da casa assim como dos tanques e cochos de alimentação dos animais, pois o local era uma pequena fazenda da Família Simplício.
Dizem que "recordar é viver". Eu acredito que faz bem ao nosso coração saber que já fomos protagonistas de belas e importantes histórias no caminho que decidimos seguir, ao lado do Senhor Jesus. Fica o registro.
Eisenhower (Zevall), professor/historiador, set./21.
domingo, 12 de setembro de 2021
Um "Arroz com..."
Da esquerda para a direita, o garoto João Pedro, Neuda Sá, Daniel Almeida, Israel Araújo, Edi Carvalho e Leontina Medrado; o local, a casa do nosso amigo/irmão José Félix, à rua Sete de Setembro. Um encontro da turma dos "Arrozeiros" que foi bem frequentado e muito abençoado pois marcou o ingresso de Jezaias e Nonita no grupo e, além destes, estiveram presentes, ainda, os irmãos João Sátiro e Leomar, compondo com os demais, já assíduos nos encontros.
Está na hora de voltarmos a nós encontrar. Precisamos...
ZEVALL, Turma do Arroz com Abóbora, set./2021.
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
O Brasil espoliado
Recebi recentemente um post que dizia que nesta semana "todo patriota" deveria mudar a foto do seu perfil para a bandeira verde-amarela. Surgiu-me, a partir da ideia, uma dúvida: quem pode ou qual o critério para definir se eu sou patriota ou não?
Me tornei apolítico ultimamente por perceber a arrogância de algumas pessoas dementes politicamente que entendem que podem manipular as vontades alheias baseadas no seu modo de pensar. Para estes, o direito de escolha foi abolido - ou cerceado, há muito tempo.
O Brasil, por fim, virou objeto de disputa pela cor que cada cidadão elege ideologicamente; sendo que muitos se abrogam o direito de ser exigente ou autoritário. E assim o país segue capengando, em meio à ignorância e à estupidez...
DIAS, Eisenhower. Historiador/blogueiro.
quarta-feira, 25 de agosto de 2021
Geração "diferente"
Se você tem entre 60 e 65 anos esse texto também é pra você.
Costumamos ouvir dizer que somos uma geração previlegiada. Em um outro contexto somos ditos Geração Eleita; e somos realmente.
Fomos adolescentes na época da Ditadura Militar e sobrevivemos a ela. Incautos, nos dias atuais, sem noção do que realmente foi esse período se polarizam: ou clamam o seu retorno, sem ter ideia de possíveis consequências ou a criticam, generalizando por baixo, desconhecendo que apesar de tudo, foi um momento de avanços.
Sobrevivemos, também, às novelas e aos seriados da tv Globo, que hoje, por questões ideológicas de determinados grupos, é taxada de "globolixo". Como resistir, na nossa época, a novelas como Cavalo de aço, Irmãos coragem, O Semideus, Selva de pedra ou Carinhoso; como não sorrir ante as peripécias da dupla Xazan e xerife ou não gargalhar com A Grande família; quem não se emocionou com Fabio Jr. cantando Pai em Ciranda, cirandinha ou com Antonio Fagundes ao volante de um caminhão 1519, descobrindo que invadiu terras de uma fazenda ao se desviar de uma estrada quebrada em Jorge, um brasileiro?
Mas essa geração sobreviveu também à Coca-Cola. Mas jamais poderíamos, na nossa juventude, participar de uma tertúlia (as baladas da época) sem que estivesse presente dois itens: um LP da "Década Explosiva" e a famosa Coca-Cola. Nessa época era considerado top levar a garota para o barzinho da praça e oferecer tal refrigerante para a mesma. Uma garrafa pra cada um - nem pensar em pedir apenas um e dividir com a pretendente...
Hoje não se pode mais tomar este tipo de bebida "comprovadamente" maléfica; é verdade que a qualidade da programação da emissora epigrafada deixa a desejar em alguns momentos. Mas não é só ela.
Em relação à Ditadura Militar, antes de emitir qualquer opinião, o ideal é uma boa leitura dos principais fatos para conhecer melhor e só então manifestar o pensamento.
Quanto a nós, sobreviventes, somos ou não uma geração diferenciada, especial, Eleita?
(DIAS, Eisenhower. Professor/historiador, ago./2021).
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
Acidente
Hoje, por pouco, muito pouco mesmo, não fui protagonista de um acidente terrível. Gracas a Deus não aconteceu nada comigo mas lamento pelo rapaz acidentado. Ao tráfegar na av. Eurípides de Aguiar, nas proximidades do mercado Sabor da Terra, um garoto vinha em uma motoneta Pop em alta velocidade no sentido norte/sul. Primeiramente ele desviou de um carro cor prata que estava em minha frente; depois desviou de mim e minha moto e, por último, conseguiu se safar também de um automóvel preto que estava saindo do restaurante Espeto & Cia. Na esquina seguinte estava saindo um carro das imediações da igreja Congregação Cristã e o jovem não conseguiu desviar-se ou brecar o seu veículo. O resultado foi um impacto fortíssimo, onde o piloto da motoneta foi arremessado por cima do veículo com o qual se chocou. Fiquei abalado por entender que os arroubos da juventude unidos ao prazer irresponsável da alta velocidade propiciam situações semelhantes.
Imediatamente ouvi alguém dizer que jamais compraria uma moto pelo perigo que ela representa. Redargui informando que a moto em si, se usada de maneira adequada não representa tanto perigo assim; O perigo vem pelo mau uso...
Ao final da noite me tranquilizei ao passar pelo local do acidente pois alguém me informou que, apesar do forte impacto, o rapaz sofreu danos que não colocavam sua vida em risco. Boa notícia essa mas fica o alerta: sejamos mais responsáveis ao conduzir qualquer que seja o veículo.
domingo, 15 de agosto de 2021
Posse
Os dias são belos, em toda a sua extensão. As manifestações presentes em nossos atos falam por nós; dizem dos nossos sentimentos e do quanto nos aferramos a eles. Somos adultos que entendemos e assumimos nosso jeito de ser. Não nos envergonhamos pelo que somos e fazemos e isso é muito bom.
Revi o passado e o presente; o achei sublime, plangente, voraz... A tua beleza de vida é singela; a tua entrega, simples e calma. E a minha posse, audaciosa.
Te querer bem, ao tempo que é atitude e prazer, é também um mundo de descobertas. Quando penso que estou me excedendo tu me apresentas uma nova proposta, lasciva, desejada e poderosa mas, principalmente, irrecusável. Tua satisfação, ainda que minha tarefa primeira, é um caminho para novos meios de aplacar um instinto animalesco muitas vezes recalcado. Tenho medo de mim; porém, ante a tua confiança e submissão, me sinto domado e atrevido ao tomar conta do teu corpo faminto e cheio de promessas e possibilidades.
Já não fico sem tua presença em mim, sem teu amor em meu ser... sou preenchido por ti e pelas tuas maneiras de me dar o que quero e que anseio mas que nem sempre manifesto. Ser teu não basta. Preciso que sejas minha a cada instante, a cada momento, a cada vida...
Fica comigo. Se fizeres isso terei sentido e te deixarei sempre contente. Essa é minha sina.
(Zevall, adaptado em 15/08/2021)
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