O momento de turbulência política, que tanto polarizou o país nas últimas semanas passou. É provável que a normalidade nas relações interpessoais volte ao patamar do aceitável e, após idas e vindas, um balanço seja feito, da natureza de tantos comportamentos adversos e inflamados que em nada ajudaram no crescimento deste país.
a pergunta que mais se faz, ou que pelo menos se deveria fazer agora , é " o que será do Brasil a partir de agora?" - Cedo, talvez, para se responder a um questionamento assim; o ideal é que mãos se juntem, que questões ideológicas sejam colocadas em "modo de espera" e que o futuro da nação seja colocado na pauta, conclamando a todos para um engajamento solidário e realmente democrático visando o bem de todos enquanto sociedade esclarecida.
Não cabe, portando, uma discussão se o presidente eleito é a melhor solução; se o seu adversário conseguiria sair-se melhor enquanto dirigente desses vários milhões de brasileiros sedentos de solução imediata para setores prioritários, tais como saúde, segurança, educação e saneamento básico, não necessariamente nessa ordem. Especulações comportamentais, nesse instante, possivelmente seja o pior dos inimigos que o presidente eleito necessite para início do seu governo. Vivemos, há muito tempo, um verdadeiro caos social e econômico que precisa ser reorganizado e, por isso, acreditar será a melhor das medidas no momento. Acreditar e colaborar, esquecendo partidarismos e inimizades ideológicas que certamente em nada irão contribuir para a aquisição - a ideia é essa mesmo, a de adquirir - de um novo e gigante Brasil.
Fizemos a nossa parte votando, independentemente de em quem tenhamos votado. Esperemos, pois, as coisas acontecerem, cada qual em seu momento, rogando as bençãos dos céus para que "dê tudo certo". Se não, serão apenas quatro anos que deverão nos ensinar. mais uma vez!
(Zevall, out./ 2018)
Se essa rua, se essa rua fosse minha... mandaria destacar todas as suas histórias importantes para a construção da hoje cidade de Floriano - Piauí.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Feliz dia do Professor, CEJA - Socorro Mendes.
![]() |
| Professores e Gestora reunidos. Fonte: Organização, 2018 |
O restaurante do Haroldo
localiza-se nos limites do bairro Manguinha, á próximo à av. Dirceu Arcoverde.
É, segundo seus frequentadores, um bom local para quem procura ambiente
aconchegante aliado a um bom prato. Eu, pessoalmente, nunca frequentei o restaurante
do Haroldo, mas são boas as referências que tenho ouvido.
Provavelmente por esse
motivo – dentre outros possíveis – o local tenha sido escolhido para ser o
palco da confraternização entre os professores do CEJA Socorro Mendes, Centro
de Educação de Jovens e Adultos, em Floriano (PI) e a equipe gestora o que,
segundo consta, foi uma bela festa onde, além do clima amigável e confraterno
entre todos os presentes e a boa comida servida, muita música, brincadeiras,
jogos e prendas fizeram parte do animado evento.
![]() |
| Grupo e mesa de brindes Fonte: Organização, 2018. |
O que ocorreu ali foi uma
significativa maneira de expressar o reconhecimento da importância, por parte
da gestora, do professor enquanto engrenagem imprescindível na máquina
educativa e de formação de opinião, em um momento em que se exalta muito o “dia
do professor” mas pouco ou nada se faz para que este trabalhador se sinta
reconhecido.
Mérito, portanto, da gestora
em exercício nesta instituição de ensino que, apesar do pouco tempo à frente na
direção da escola, não tem medido esforços para qualificar o trabalho do seu
corpo docente e, por extensão, fazer que chegue ao aluno um produto final – sua
educação – com qualidade. Tal desempenho nos leva a questionar o que seja um
gestor no seu ambiente de trabalho, qualquer que seja a natureza deste.
Entendendo que gestão seja a
ação de gerir alguma coisa e que o líder é a pessoa que lidera, que “faz a
coisa acontecer”, sendo bem aceito pelo seu grupo de liderados, o que se
depreende é que o trabalho gestor nesta instituição tem sido bem desenvolvido e que há uma perfeita
sintonia entre a liderança – gestão – e liderados, aqui definidos como os
professores do Ceja Socorro Mendes.
![]() |
| Confraternização Evidente. Fonte: Organização, 2018 |
Parabéns, professores pelo; seu dia parabéns pela festa de reconhecimento do seu valor oferecida pela
equipe gestora e parabéns pela liderança que vocês ganharam. Liderança essa
que, reconheça-se, tem demonstrado vontade de fazer, como dito anteriormente,
“a coisa acontecer” e que tem buscado nos seus professores o apoio e a mesma
vontade para que seus projetos realmente aconteçam. A prova dessa consciência
de importância, como visto ao final da festa, é que na festa teve até lembrancinhas e prendas com a participação de todos e,
diga-se de passagem, vocês, professores, merecem.
(Zevall, out./2018).
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Nordestanças
O texto a seguir foi Produzido por Beatriz Mazzei, que começa trilhar os caminhos do jornalismo e, ao mesmo tempo, tem seu coração devotado, de um modo singular, à toda e qualquer referência ao nordestino, seja no âmbito do social, ou do econômico. Amar ao Nordeste e, por extensão, ao seu povo, para Beatriz Mazzei, como ela deixará claro no seu texto, além de prazer, é uma "questão de cultura". Vale a pena a leitura!!!
O Dia do Nordestino é comemorado anualmente
hoje, dia 08 de outubro. Uma data em homenagem à diversidade cultural da
região. E bota cultura nisso!
Para não elegê-lo, tem que ter muita
cultura. Pra não ser escolarizado e fazer questão de colocar os filhos na
faculdade. Pra ser imigrante e fazer do seu suor a nova cidade. Pra percorrer
longas distâncias pra chegar ao colégio, lutar pra ter instrução. Pra resistir
e existir, valorizando o que é local, em vez de consumir o que vem de fora e
dizer que aquilo é cultural, cult, legal.
À todos que dizem que o povo nordestino é
um povo sem cultura, lanço o desafio: então me explica que raio é cultura, pelo
amor do Senhor! Porque lhes afirmo que nenhum povo desse país me ensinou mais sobre
esse conceito do que o povo nordestino, e, aqui, eu falo “povo” com a boca
cheia. Não é “povo” como você diz, pra designar àquelas pessoas que prefere
evitar. Eu falo povo no conjunto, na unidade. “Povo” de gente que chama a casa
de lar e o berço de “minha terra”, onde se planta e se colhe, onde se faz
germinar em qualquer solo, por mais árido que seja.
Com o Nordeste eu aprendi as rimas da
embolada, qual é o gosto de uma peixada e que rapadura é doce mas não é mole
não. No Nordeste eu me encantei com o cordel, aprendi a olhar pra o céu e que
não adianta pedir sem agradecer.
No Nordeste eu me banhei no rio, comi cuscuz
com macaxeira e vi a bravura de Lampião logo ali, incorporada em todo o
cidadão, mesmo sem peixeira. Oxe! Minha raiz é nordestina e faço questão de a
regar! Parabéns aos nordestinos.
Texto de Beatriz Mazzei.
(Via WhatsApp)
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Recordando (Pra que Mentir)
Pra que mentir
se já não somos os mesmos;
se as palavras soam vazias
se perdendo no vácuo deixado
pelos momentos que se foram
e que não se repetem?
Somos agora
apenas distância e lembranças;
espaço desocupado
mesmo ante à proximidade
pois somos dependentes - quase como uma droga
um para o outro, viciados
à beira de um coma
induzido pela ausência de qualquer um
de nós...
Querer, querer e querer mais,
eis um forte apelo;
quando o coração se dilacera
e o abraço não chega,
e, nesse instante, o corpo desaquecido
anseia pelo o outro.
e se o ouvido já não ouve mais
aquilo que faz arrepiar - doce sussurro
que regenera
e me estremece quando me pedes
que ocupe os espaços do teu corpo
e te faça delirar...
Loucura, loucura!
trajeto de um desamor
que não é falta do amor que consome,
que faz rolar na cama
ao ouvir vozes imperativas a murmurar:
"vai buscar! traz a satisfação na forma fêmea
e deixa-a sempre ao teu lado;
com seus mi, mi, mis
e com todas as suas meninices
- já não sabes viver sem ela..."
Pra que mentir
se não ouves mais as canções que ouvias
e não tem interesse pelos luares
e o que dizer das coisas novas?
As portas do (teu) mundo de repente se fecham
e nada ou ninguém consegue chegar
nos teus lugares secretos e de prazer.
Vem, pois, a trazer o teu sorriso
que dá significados aos momentos
e gera calor que aquece
em noites frias ou qualquer das noites
e é razão de ser que tanto careço.
Não mentirei jamais, então
pretendendo-me capaz de ser
se nada consigo ser a não ser contigo.
E, sendo, sem ti
serei apenas mais um na imensidão
desse mundo dos que amam.
(Zevall, /set./2018)
se já não somos os mesmos;
se as palavras soam vazias
se perdendo no vácuo deixado
pelos momentos que se foram
e que não se repetem?
Somos agora
apenas distância e lembranças;
espaço desocupado
mesmo ante à proximidade
pois somos dependentes - quase como uma droga
um para o outro, viciados
à beira de um coma
induzido pela ausência de qualquer um
de nós...
Querer, querer e querer mais,
eis um forte apelo;
quando o coração se dilacera
e o abraço não chega,
e, nesse instante, o corpo desaquecido
anseia pelo o outro.
e se o ouvido já não ouve mais
aquilo que faz arrepiar - doce sussurro
que regenera
e me estremece quando me pedes
que ocupe os espaços do teu corpo
e te faça delirar...
Loucura, loucura!
trajeto de um desamor
que não é falta do amor que consome,
que faz rolar na cama
ao ouvir vozes imperativas a murmurar:
"vai buscar! traz a satisfação na forma fêmea
e deixa-a sempre ao teu lado;
com seus mi, mi, mis
e com todas as suas meninices
- já não sabes viver sem ela..."
Pra que mentir
se não ouves mais as canções que ouvias
e não tem interesse pelos luares
e o que dizer das coisas novas?
As portas do (teu) mundo de repente se fecham
e nada ou ninguém consegue chegar
nos teus lugares secretos e de prazer.
Vem, pois, a trazer o teu sorriso
que dá significados aos momentos
e gera calor que aquece
em noites frias ou qualquer das noites
e é razão de ser que tanto careço.
Não mentirei jamais, então
pretendendo-me capaz de ser
se nada consigo ser a não ser contigo.
E, sendo, sem ti
serei apenas mais um na imensidão
desse mundo dos que amam.
(Zevall, /set./2018)
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