Pra que mentir
se já não somos os mesmos;
se as palavras soam vazias
se perdendo no vácuo deixado
pelos momentos que se foram
e que não se repetem?
Somos agora
apenas distância e lembranças;
espaço desocupado
mesmo ante à proximidade
pois somos dependentes - quase como uma droga
um para o outro, viciados
à beira de um coma
induzido pela ausência de qualquer um
de nós...
Querer, querer e querer mais,
eis um forte apelo;
quando o coração se dilacera
e o abraço não chega,
e, nesse instante, o corpo desaquecido
anseia pelo o outro.
e se o ouvido já não ouve mais
aquilo que faz arrepiar - doce sussurro
que regenera
e me estremece quando me pedes
que ocupe os espaços do teu corpo
e te faça delirar...
Loucura, loucura!
trajeto de um desamor
que não é falta do amor que consome,
que faz rolar na cama
ao ouvir vozes imperativas a murmurar:
"vai buscar! traz a satisfação na forma fêmea
e deixa-a sempre ao teu lado;
com seus mi, mi, mis
e com todas as suas meninices
- já não sabes viver sem ela..."
Pra que mentir
se não ouves mais as canções que ouvias
e não tem interesse pelos luares
e o que dizer das coisas novas?
As portas do (teu) mundo de repente se fecham
e nada ou ninguém consegue chegar
nos teus lugares secretos e de prazer.
Vem, pois, a trazer o teu sorriso
que dá significados aos momentos
e gera calor que aquece
em noites frias ou qualquer das noites
e é razão de ser que tanto careço.
Não mentirei jamais, então
pretendendo-me capaz de ser
se nada consigo ser a não ser contigo.
E, sendo, sem ti
serei apenas mais um na imensidão
desse mundo dos que amam.
(Zevall, /set./2018)
Se essa rua, se essa rua fosse minha... mandaria destacar todas as suas histórias importantes para a construção da hoje cidade de Floriano - Piauí.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
sábado, 29 de setembro de 2018
Aula Extra
Hoje, das 14:00 às 16:00 trabalhei com um grupo pró-ENEM. Grupo pequeno - seis alunos - onde o tema da aula era Geopolítica e Capitalismo, temas da disciplina Geografia. Experiência nova mas muito significativa, a partir do momento em que foi um contato diferente, com alunos atentos e obsequiosos, interessados mesmos em assimilar o que estava sendo pautado no decorrer da aula.
Ao final, descobri que aprendi bastante. Aprendi que existem ainda pessoas que se voltam, por acreditarem, que estudar vale a pena. Para que se ratifique essa ideia, é necessário que se conheça o grupo em questão: um rapaz, uma moça e quatro senhoras mães de famílias que, em um sábado à tarde, abrem mãos de seus afazeres, quaisquer que sejam - cuidar da casa, da beleza, assistir à família ou simplesmente descansar - para sentarem-se durante duas aulas pra ouvir sobre nuances, pontos autos e baixos do sistema capitalista.
Aprendi que na qualidade de mediador, na convivência com esses alunos, pouco tenho feito em benefício de tantos quantos precisam se encontrar através do estudo; que posso fazer mais, bem mais e em toda e qualquer oportunidade que apareça. A tarde foi ganha!
sábado, 22 de setembro de 2018
Apenas solidão
Desconforta a solidão.
hão há paz, não há alegria,
não há nada.
solidão amorfa, indolor,
apavorante até...
não há certeza nos planos
quanto ao amanhã
ou melhor, não há amanhã;
ao menos em relação aos sentimento
que afligem meu ser.
não há um beijo
ou um abraço
nem a espera de que, de repente
alguém querido se achegue.
Ou há, talvez,
tênue esperança de que ali
próximo ou além do horizonte
o chamamento do coração solitário
mova e como outro coração;
este, solidário, a partilhar
triste momento só,
desamorado, distante de apegos
de uma paixão a não existir;
a desabrochar em outros rumos
que não os meus - quiçá os teus.
mesmo assim, há, pois, se bem penso,
amor na solidão
e esse amor é chama que se alimenta
a queimar enlevo por um alguém ausente
- expectativa justificada
por palpitares ante a um olhar;
num sorriso monalístico que se traduz em espera
de roçares corporais adiados;
de beijos lascivos apenas imaginados.
Esperança sempre adiada e a machucar...
solidão, solidão! (...)
do umbral da janela
certo olhar revela a lua dos apaixonados
característica de amantes
que nunca estão sós.
o que é isso, solidão?
Nem nas inquietações de quente noite
mas que impera a prateada
e bela luz do luar
tu te ausentas de mim?
me tornas, pois, assim,
um amante - não de meus possíveis
(e esperados) amores,
mas, de ti, solidão.
Zevall, set./2018)
hão há paz, não há alegria,
não há nada.
solidão amorfa, indolor,
apavorante até...
não há certeza nos planos
quanto ao amanhã
ou melhor, não há amanhã;
ao menos em relação aos sentimento
que afligem meu ser.
não há um beijo
ou um abraço
nem a espera de que, de repente
alguém querido se achegue.
Ou há, talvez,
tênue esperança de que ali
próximo ou além do horizonte
o chamamento do coração solitário
mova e como outro coração;
este, solidário, a partilhar
triste momento só,
desamorado, distante de apegos
de uma paixão a não existir;
a desabrochar em outros rumos
que não os meus - quiçá os teus.
mesmo assim, há, pois, se bem penso,
amor na solidão
e esse amor é chama que se alimenta
a queimar enlevo por um alguém ausente
- expectativa justificada
por palpitares ante a um olhar;
num sorriso monalístico que se traduz em espera
de roçares corporais adiados;
de beijos lascivos apenas imaginados.
Esperança sempre adiada e a machucar...
solidão, solidão! (...)
do umbral da janela
certo olhar revela a lua dos apaixonados
característica de amantes
que nunca estão sós.
o que é isso, solidão?
Nem nas inquietações de quente noite
mas que impera a prateada
e bela luz do luar
tu te ausentas de mim?
me tornas, pois, assim,
um amante - não de meus possíveis
(e esperados) amores,
mas, de ti, solidão.
Zevall, set./2018)
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
o Aluno e a biblioteca
![]() |
| Alunos em atividade na biblioteca Unidade Escolar João Leal - Nazaré do Piauí Fonte: Professor Dias/2018 |
Existe uma ideia - errada, por sinal - de que aluno não gosta de biblioteca.
que seja orientado, estimulado e até conquistado para esse fim.
![]() |
| Atividade na biblioteca Fonte: Prof. Dias/2018 |
O que o aluno realmente não gosta é da imposição, do pouco estímulo
e, até, da falta de confiança
em suas possibilidades e capacidades como um bem particular.
Sem contar que este - o aluno - vê no professor uma figura-exemplo;
alguém em quem ele aposta suas fichas, desde que confie e acredite.
abramos espaços, pois, para os nossos alunos; deleguemos e despertemos neles
a ação, a dinâmica e as expectativas do fazer acontecer.
eles podem; eles fazem; eles são capazes.
![]() |
| Aluna em pesquisa Biblioteca U.E. João Leal - Nazaré do Piauí. Fonte: Prof.: Dias/2018 |
Aos Docentes
Se você não entende que alunos são como filhos,
que devemos ensiná-los a dar os primeiros passos,
levantar após cada tombo,
e que a vida é muito mais do que o caminho de casa à escola,
e que a educação é a coisa mais importante que eles terão,
e que as experiências nesse processo de descobrimento e aquisição
são as coisas mais fantásticas que terão na vida.
Se você, digo, nós não acreditarmos nos nossos alunos,
quem acreditará?
Desculpe-me, caríssimos, não sabeis, aliás, não sabemos
o que é educar, tampouco o que é educação.
Docência não se dá sem discentes.
ouvi certa vez que talvez o único lugar em que nossos discentes
se sentem seguros e amados é na nossa sala de aula.
NETO, Auri. Mensagem inicial.
Construir Noticias, set., out./2017.
que devemos ensiná-los a dar os primeiros passos,
levantar após cada tombo,
e que a vida é muito mais do que o caminho de casa à escola,
e que a educação é a coisa mais importante que eles terão,
e que as experiências nesse processo de descobrimento e aquisição
são as coisas mais fantásticas que terão na vida.
Se você, digo, nós não acreditarmos nos nossos alunos,
quem acreditará?
Desculpe-me, caríssimos, não sabeis, aliás, não sabemos
o que é educar, tampouco o que é educação.
Docência não se dá sem discentes.
ouvi certa vez que talvez o único lugar em que nossos discentes
se sentem seguros e amados é na nossa sala de aula.
NETO, Auri. Mensagem inicial.
Construir Noticias, set., out./2017.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Mais um poema
Poema sexual
Desvirginado.
É
assim que me encontro..
Me
romperam a membrana
Da
decência e da crença no ser humano.
Comeram-me
com os olhos do rancor
Desde
o momento em que me revelei quem sou
Abusaram
de mim quando quiseram
Me
penetrar a mente
Ultrajando
o pensamento inovador, diferente
E
de ousadias.
Me
desviginaram...
Quiseram
que me mostrasse
Um
ser que não sou
E
que não devo ser
Pretenderam
que aceitasse
O
que não posso aceitar:
O
arcaísmo; a sujeição ao velho
À
falta de ambições de novas coisas e cores
Do
saber.
Ainda
assim,
Não
me vejo aceitando que gozem na minha cara
Fazendo
jorrar em mim
O
liquido luxurioso de velhos dogmas e sujeições
A
clássica corrupção do saber,
E
do desamor às mentes carentes
Que
acreditam em mim
E
me aceito com o meu turbilhão de “diferentes”,
De
boas ideias, de fomentação de descobertas.
Tradição
e cultura em interação.
Corrompimento
e negação se me ofereceram
Descaracterização
de mim, também...
Disse
que não; sou o que sou
– Me deixem apenas ser!
Mesmo
assim me defloraram
Usurparam
meu direito e minha ânsia de conquista
Só não conseguiram
Saciarem-se
na minha dignidade
Ou
na desistência.
Abatido?
Talvez sim; talvez não. – só não desisto!
Ergo-me
e convalesço
Me
atrelo às panaceias do saber
E
nas minhas escolhas na hora de confiar,
De
olhar nos olhos
De
ser seletivo e celetista.
Cairão
ao meu lado e verão que continuo de pé
Que
a vergonha não existe
E
que a confiança persiste. – me recupero;
Já
piso terreno mais firme
Nos
meus novos rumos.
As
feridas estão a cicatrizar...
Meus
detratores?
Esses
se mostram moeda falsa
- Sem coroa.
- Sem coroa.
Masturbaram-se
na minha ausência
E
pensando em mim;
Mas
não ousaram se despir perante mim
Jogando
fora as vestimentas da hipocrisia
Assim,
não se satisfizeram; se reprimiram
E
se encontram frustrados
E
seus desejos não mais afloram.
Sabem
que não me gozaram
E
que já não podem pagar
Por
meus momentos de amor – ganharam um inimigo
Apenas.
Esse
se fez forte – não se fez derrotado
E
eles, com que se contentam?
Com
meus respeitos
–
Sou um grande admirador de ignorantes!!!
(Zevall, set./2018).
Declaração
Amar-te sempre
A qualquer hora ou lugar,
Sem medo, sem receio;
Sem pensar em desatinos
Apenas te amar.
Amar com toda a força
De um coração que ama
Que sabe o que quer
E que sabe amar...
Com paciência, em todo o tempo;
Nas alegrias
Ou quando os dias não forem
Tão alegres assim.
Amar em todos os caminhos e rumos
Fáceis ou difíceis de serem trilhados
Ou seguidos, sorrindo sempre
Amando sempre
E sempre querendo o teu amor
Do jeito que é – em todas as suas cores e formas.
Sei, quero amar-te sempre
Andando de mãos dadas, fazendo cafuné
Banhando e brincando n chuva
Te jogando areia
Ouvindo musica suave
E arriscando cantar para ti
Meio desafinado, não importa
- a métrica do amor nem irá perceber
Que não sei cantar.
Menina, é isso que quero
Amar-te sempre e do meu jeito
Jeito que se dá bem com o teu jeito
Um para o
outro; um no outro
Bem simples assim.
Tu deixa?
. . . (?)
(Zeval, set./2018)
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