sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Amor estranho

Lá longe
quase além do horizonte
há alguém que é amado 
desde agorinha
há pouco tempo.
Amor estranho
apenas de palavras...

As coisa do amor 
são assim;
não se sujeitam
ao tempo ou ao espaço
apenas viram amor
das pequenas coisas
(. . .)
coisas do coração!

                (Zevall, dez./2017)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Projeto de Matemática

Matemática em toda parte


A data de 23 de novembro de 2017 é pra ser lembrada por muito tempo; quiçá, sempre, por alunos, professores e demais colaboradores que compõem o quadro educacional da Unidade Escolar João Leal, em Nazaré do Piauí. Nesta data aconteceu, pela manhã, a abertura de um projeto voltado exclusivamente para a Matemática e seus elementos, desde o básico ao mais complexo. Com o tema “MATEMÁTICA EM TODA PARTE”, este projeto foi capitaneado pelo professor Ildemar, titular da disciplina nesta unidade escolar.

O que se pode dizer da adoção dessa forma de repassar os conceitos matemáticos aos alunos, de fazer com que gostassem da ideia – neste caso, ideia matemática – é que foi uma culminância de sucesso. Diz-se culminância em função – e não é uma função matemática – vez que, desde a última semana que antecedeu ao desfecho do projeto, os alunos terem “vivido Matemática”. O resultado foi uma enxurrada de faixas, cartazes, esculturas, pintura de sinais gráficos e equações nas paredes da escola, improvisações musicais e muita explicação e leitura por parte de todos os alunos envolvidos, trabalho este que envolveu muita dedicação e pesquisa. Tudo isto tematizado na Matemática. O porquê, a utilidade, o surgimento, o que seria do homem em seus aspectos relacionais se ela não houvesse, foi discutido, explicado e mostrado. Matematicamente, como não poderia deixar de ser.
                       

                                        Parabéns ao professor Ildemar, professor por excelência, amigo dos alunos e de todos e extremamente exigente, como só um professor de Matemática que se expõe e impõe, pode e deve ser. Parabéns por inculcar nos alunos a ideia – necessária – de “vestir a camisa” e conhecer a Matemática desde os seus primórdios; parabéns aos alunos por terem vestido, no sentido mais figurado possível esta camisa, ao ponto de o sentido parecer literal.
Por fim, parabéns a todos que fazem a comunidade escolar João Leal. Diretora, coordenadoras, supervisora, secretários, auxiliares diversos, que agiram e interagiram, todos fazendo o projeto acontecer.
Problemas? – houveram. Mas de uma maneira que só contribuíram para engrandecer o trabalho. O professor ousou quando iniciou o projeto mesmo sem energia (faltando desde o início da manhã); com isso os alunos participantes se desdobraram, sem microfones, sem slides, na improvisação mesmo. E deu certo. Muito certo! Tinha que dar... a Matemática surgiu numa época em que os conceitos de energia ainda não haviam sido formulados. Porque uma falta de corrente poria fim a tanto esforço e planejamento?

Portanto, o projeto aconteceu na manhã de 23 de novembro e há que continuar no período da tarde e, em data futura, à noite. Quem participou, gostou; quem fez, idem. E quem, por uma razão qualquer, deixou de comparecer, por favor, recorra à tabuada. E aprenda Matemática.
Zevall, novembro/2017.




segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Planos para o Encontrão/2018



Conferência em Humberto de Campo

Entre os dias 02 e 04 de novembro (17) alguns irmão se encontraram em Humberto de Campos – Maranhão, para um congraçamento, troca de gentilezas, banhos de rio comida boa e planejamento. Era pra ser um simples encontro de organização para outro maior, no futuro. Porém se transformou em momento impar na vida dos  que houveram se desfazer de rotinas e compromissos e que para ali se dirigiram. E quem foi gostou! Que o digam Evani, que optou pelo banho, e Leontina, que preferiu se esbaldar comendo bastante.

Mas esse encontro teve sua idealização bem antes do feriado. E uma motivação que o justifica e quem melhor define os porquês desse acontecimento é o irmão Elias Lopes – o Elias da dona Clea:
“(. . . ) o motivo dessa viagem surgiu a partir de um encontro que tivemos em Floriano em 29 de dezembro do ano passado; à noite quando eu e Clea nos deslocamos para esta cidade para comer uma pizza com as meninas. Soubemos que a Leontina estava por lá; durante o encontro alguém tocou  no nome do Geiel e decidimos fazer uma visita a ele. Nós queríamos nos encontrar, estar juntos e esse era o motivo: saudade querer se encontrar; jogar conversa fora... a data que foi programada foi essa. E o encontro aconteceu”.

Elias continua detalhando alguns aspectos gerais do encontro, a partir do momento em que o grupo formado por onze irmãos, a saber, Jessé, Geiel, Silvanete, Jucely, Ilnete, Leontina Suely, Cléa, Elias, Mário, Evani e Luisa Dias. Assim ele continuou:
“Um outro aspecto a ser destacado é sobre os anfitriões; Geiel, Haniel com esposa e filha, e Geiel filho foram mais que hospitaleiros; montaram uma logística maravilhosa. Geiel, sua esposa e seu filho  trabalharam muito; o local que nos colocaram é magnífico, bonito e aconchegante o que tornou a convivência entre todos muito boa.

Outras colocações foram feitas por Elias da dona Cléa que, em síntese, descreve detalhes do local, das pessoas, dos passeios, da comida e do que foi planejado para o futuro daqueles que compõem o grupo e que foram representados por aqueles que se dirigiram  ao município de Humberto de campos. Segundo ele – Elias – três pessoas faltaram ao encontro: Sampaio, Eisen e Tamar. Esses irmãos deixaram de aproveitar esses dois dias...

Mas a grande finalidade do encontro foi discutir o “Encontrão do GE/2018”, em Teresina. Sobre o que aconteceu no sentido organizacional do “Encontrão...” que traça um panorama é Jucely, a multifuncional e bela garota de Graça aranha:
“(...) enfim, chegamos em casa. Local muito aconchegante; ficamos totalmente à vontade. Fomos conhecer o rio, lugar onde passaríamos boa parte do dia seguinte (sexta feira). Almoçamos lá: churrasco, arroz com abóbora (preparado por Luisa Dias), muita juçara e camarão...

A reunião para o planejamento do “Encontrão...” em Teresina aconteceu à tarde e se estendeu até à noite. Sábado pela manhã, passeio e muita adrenalina. No mesmo dia nos  reunimos par o encerramento; muitas falas e lágrimas, mas mesmo assim, não poderia deixar de destacar a beleza do por do sol.

Domingo, nosso retorno... novamente choro. Parecia os bons tempos de acampamento. Em suma tudo muito bom”.

E dentro desse ambiente e momento de muita empolgação e de sentimento de saudade antecipada da partida que se consumaria em instantes, a bela Jucely continua, na empolgação que mais parecia uma adolescente participando pela primeira vez de um congresso nos bons tempos dos idos anos de 1970/1980:
“momentos inesquecíveis... um presente de Deus esse encontro. Agora é aguardar o grande encontro em Teresina. Foi assim que passamos estes dias; muita comunhão, conversas e brincadeiras. Estou com saudade”.

Jucely ainda destacaria as deliberações no sentido de quem seriam as pessoa a encabeçar a responsabilidade por organizar o encontro do GE na capital piauiense, no final de março e inicio de abril (período da Semana Santa), tendo assim ficado a composição:
ü  Coordenadora – Evani Macedo;
ü  Vice-coordenador – Elias Lopes;
ü  Tesoureira – Luisa Dias;
ü  Secretário – Mário Henrique.

Tudo certo e “engatilhado” para que se comece a trabalhar intuindo a organização do congresso dos remanescentes de Vida Vitoriosa. Temos a data, a diretoria e já houve até apontamento de onde  será o local em que se realizará o evento. Hora de dobrar joelhos e apresentar ao Senhor, motivo maior de toda essa mobilização e planejamento e para quem vai direcionada toda a honra e todo o louvor.....

Geiel, na qualidade de anfitrião e, segundo comentário unânime, muito bem neste papel, também falou  da sua experiência e da alegria que foi receber os irmãos na  sua “humilde residência”. Assim ele se expressa:
“(...) foi uma maravilha. (...) seja o  Senhor louvado por tudo o que aconteceu... temos que dar graças ao Pai por tudo o que nos  aconteça; nesse sentido o nosso coro oficial foi a música “por tudo que tens feito”; agradeço ao Senhor por ter me libertado e salvado. (...) o senhor sabe o que  faz.
Deixa eu dizer: eu estou maravilhado, estou feliz; para mim talvez tenha sido uma das melhores experiências pelas quais já passei em toda a minha vida. Assim, foi algo que só eu sei como me senti; meu coração se alegrou quando me desdobrei para receber meus irmãos com muita alegria e satisfação. Foi tudo muito bom. O ponto forte do encontro: o tanto que nosso povo comeu. A Leontina não parava de comer; a Evani pulando de um galho dentro do rio; a Luisa (Dias) se soltou, enfim, foi uma coisa maravilhosa. Faltam palavras para descrever. (...) Deus vai proporcionar momentos ímpares nas nossas vidas”.  Assim, por tudo que estes três irmãos descreveram é possível presumir que o “Encontrão... 2018” em Teresina será uma enxurrada de bênçãos de Deus na vida dos irmãos que ali estarão reunidos. Essa é a oração de todos.
Para finalizar, nada mais justo que se faça uso das palavras do apóstolo Paulo à igreja localizada em Filipos, onde ele se pronuncia dizendo:
“alegrai-vos sempre no Senhor; e digo outra vez: Alegrai-vos! (...) quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai (Fil. 4: 3 e 8)”.

Que esse seja o pensamento a ocupar a mente dos nossos queridos irmãos.!


(Zevall, nov./2017). 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

As coisas do coração.

As coisas do coração, quem as irá entender um dia? Quando, de repente, percebo que “ela” tocou em sentimentos que se encontravam adormecidos e quero recuar, percebo também que já não é possível. Ela (que és tu) rompeu, defraudou, despertou, dilacerou, reviveu e me fez olhar mais longe. Mas, e se não posso ir mais além, o que fazer? Como controlar o incontrolável que resiste e entende não haver barreiras?
Mas elas estão aí e me impedem o passo seguinte. Olho e vejo onde deveria chegar, mas sei que não irei chegar. Por isso, resta-me o consolo que encontro no poema que segue (o que não significa que a negação seja verdadeira):

Não te amo

Não te amo, quero-te: o amor vem d alma.
E eu n’alma – tenho calma.
A calma – do jazigo.
Ai! Não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai! Não te amo, não.

Ai! Não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! Não te amo, não.

E infame sou, porque te quero, e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror. . .
Mas amar! . . . não te amo, não.

ALMEIDA GARRET. Não te amo.
In.__Folhas Caídas. Lisboa: Europa-América, 1999, p. 85



Poemas e outros

Medo


Medo, é uma dor que rasga o peito
que dilacera o ser
e angustia.
Os pensamentos vem e vão
e é em vão não reconhecer
esse amor.
É medo; é amor
essa dor que me faz fugir
quando quero estar
é pensar no sorriso
e não ir até ele
...alguém diria: Cobardia!
Não é; ou é!!!  não sei
sei querer, apenas
mas ao tempo em que sei
me nego, te nego
não te vejo
será apenas medo? É amor?
Que amor é esse
que mesmo se consumindo
não renuncia o que impede
de estar em ti, contigo
e para ti?
Se o peito se rompe em
sentimentos incontáveis
e o esgar da carne
te chama; e clama
porque te quer.
Não assumo, me consumo.
Já não sou eu, não sei...
Que medo é esse?


Zevall nov./2017

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Poema Atormentado

Diz que não quer o meu amor, e eu me vou de ti.
Diz que não quer os meus beijos, e os levarei para longe.
Mata-me.
Afoga esse fogo que me incendeia e destrói a minha lucidez.
Retira o meu coração e, lança fora.
Impeça os meus abraços, rogo-te.
Fere a minha carne. Faz ela sangrar.
Talvez assim e somente assim, ela te rejeite. Quem sabe?
Extrai das minhas veias o amor que corre em afluxo e refluxo por ti.
Debruça sobre mim o teu desprezo.
E quem sabe assim, entenderei que não me amas.
Que não me quer.
Que não sou nada.

Celeste, out./2017.

Saudades

Saudades
eu senti
eu forcei
eu não quis..
Saudades
de ti
do sorriso
da palavra certa
do aconchego.
Estranho...
Saudade do aconchego
do teu aconchego...
Como assim?
como sentir algo assim?
Aconchego?...
É simples
gostar faz bem
quando se gosta de coisas simples
de jeito simples.
E foi assim que gostei
do teu sorriso
da tua paz, do teu aconchego
longe, bem longe
mas com calor...
Gostoso esse teu aconchego de longe.
Sinto, pressinto
E sinto saudades
pois tudo me faz bem
tu me faz bem
com o jeito
malemolente
de me fazer querer

Sentir saudades...
(Zevall, Out./2017)

DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...