quinta-feira, 12 de abril de 2018


Encontro do GE em Teresina.
Logomarca e divisa do GE
Foto: Organização do Evento, 2018

O primeiro encontro do GE – Geração Escolhida – aconteceu. O primeiro no sentido de uma organização voltada exclusivamente no intuito  de reunir remanescentes de tempos idos em Socopo; o primeiro, considerando-se uma infraestrutura montada com diretoria, com oradores, com camisas padronizadas, com versículo-chave e tendo como ponto de encontro Teresina. Outros encontros menores já haviam acontecido anteriormente.
A data de 30 de março a 1de abril de 2018 tornou-se, portanto, um marco. E não poderia ser diferente, com tantos irmãos reunidos e ansiosos para, inicialmente, louvar e engrandecer ao Senhor Jesus as bênçãos recebidas e, depois, para abraçar, abraçar e abraçar a todos, ainda que depois dos abraços alguns fossem parar dentro da piscina, caso do bispo Ivan, onde Zé Brito e o pastor Guimarães não mediram esforços para dar-lhe um banho, mesmo tendo ido junto. Brincadeiras desse tipo são recorrentes e sempre fizeram parte do ambiente em Socopo: pintar o rosto dos outros com pasta de dente; amarrar os cordões dos sapatos; dar diversos nós nos lençóis ou desamarrar as cordas das redes... quem nunca foi vítima de um desses “recursos” em Teresina? – é, pois muito bom que esse clima, essa camaradagem tenha perdurado no meio e no seio de homens e mulheres sessentões, que tem como base em suas vidas um grande amor.
Participantes do I Encontro do GE - Teresina (PI)
Foto: Organização do Evento, 2018

“vocês, porém, são a geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...” I Pe. 2:9b
As palavras do apóstolo Pedro – bem escolhidas por aqueles que estiveram à frente da organização do encontro sintetizam o pensamento de quem, em um momento de franca inspiração, no ano passado (2017) pretendeu unir e reunir esse povo, essa geração eleita , “todos de propriedade exclusiva de Deus”. 
Meninas do encontro
Foto: Organizaçao do Evento, 2018

A ideia da formação e reunião desse grupo foi plantada e germinou regada pela graça e bondade do Pai, de tal forma que o encontro proposto se materializou e graças a Deus que assim tenha sido. Uma música  que foi muito cantada no passado da maioria dos que estiveram reunidos nesses dias ali em Teresina diz que “quão bom e quão maravilhoso é que os irmãos vivam em união...”; um outro cântico, também da época evoca que “alegria no senhor a nossa força é... alegria sem medida Ele dá.” Foi assim que todos os presentes ali se sentiram.
Sobre os momentos vividos ali a irmã Luísa Dias resume em três palavras: “foi muito bom!”. Em seguida ela descreve o porque de acreditar que foi tão bom esse encontro;
Foi muito bom. Eu gostei de tudo o que aconteceu por lá. Uma das muitas coisas que eu gostei foi (re) ver todo mundo, muitos amigos, todos com família; famílias lindas, com filhos e netos bem sucedidos; alguns estudando... tudo muito bom. Bom ver como todos estão vivendo. A ideia de não ter pregação à noite – apenas uma meditação, e o depoimento das pessoas, onde ouvimos de como estão vivendo, todos bem, com suas lutas, mas todos de alguma forma, envolvidos com o trabalho do Senhor. Isso foi muito bom de ver e ouvir.
Em seguida a irmã acrescenta outras informações, destacando algumas pessoas, seu modo de ser e viver pela causa do GE e a importância dentro do trabalho do  Senhor:
Foi bom também, na noite das homenagens, ver o pastor Freitas. Ele estava lá e foi muito bom vê-lo, ver Maria Dias, a irmã Teresa Sá, o irmão Ribinha e sua esposa, irmã Dalva. O pastor Pedro e a irmã Darci também se encontravam, mas com estes eu convivo diariamente em minha igreja. O irmão Deusélis também estava presente no encontro. Isso foi muito bom! (. . .) A alegria total do Geiel foi muito importante. Parece que o Geiel está vivendo para cuidar do GE, assim como o Elias e a Evani. A alegria do Sampaio, do Zé Brito, e da Ester. Conhecemos um novo Milton, totalmente diferente daquele que vimos em “outros tempos”. Hoje ele brinca, sorrir, corre... todo isso fez do encontro um momento especial. Muito bom! (LUÍSA DIAS, 2018, VIA WhatsApp).
O Pr. Antônio Luís Guimarães Missias, que na época dos bons acampamentos era conhecido apenas por Guima nos diz “meus queridos, foi maravilhoso; fantástico; extraordinário o nosso encontro. Renovador e abençoado, muito alegre e vibrante. Tudo que aconteceu foi benção pura.”
Meninos do Encontro
Foto; Organização do evento, 2018
É de se crer que não seja apenas entusiasmo do pastor. O que se tem ouvido é que realmente reinou, não só alegrias de reencontro, mas que as bênçãos de Deus ali se manifestaram. O irmão Geiel diz:
Boa noite; boa noite. Foi lindo, foi maravilhoso. Nós tínhamos 45 pessoas no sítio; tivemos partidas de futebol, muitas seções de fotos. Tivemos lá o pastor Freitas, a irmã Teresa Sá, a Deusélis, o Ribinha – que era vigia do sítio – juntamente com sua esposa. Tínhamos uma bela piscina, dois dormitórios, um para os homens e outro para as mulheres. Tinha uma rede de vôlei armada para aqueles que quisessem brincar e tinha também muitas frutas. Manga, umbu, ata, mamão e cajazinha – a amarelinha, enfim, muita coisa havia no sítio, um local muito aprazível; Arnaldo Sanfoneiro com seu grupo tocou muito forró. Sentimos falta de alguns irmãos que não compareceram, mas entendemos que cada um tem suas obrigações e suas limitações e nos alegramos com os que ali chegaram. As mensagens foram espetaculares; o almoço e o jantar, maravilhosos (GEIEL, 2018, WhatsApp).
Pr Manoel Antonio de Freitas - omenageado
Foto; Organização do Evento, 2018 
Percebe-se a alegria de uma pessoa que está como que rejuvenescido por tudo vivido e convivido com os demais irmãos nos três dias que passaram juntos. Lembrando que o Irmão Geiel foi um dos tantos que chegaram antes do evento propriamente dito e que muito ajudou nos detalhes de última hora na organização e preparação para a recepção dos demais. Outra pessoa que chegou mais cedo e que também é peça fundamental na história que foi construída por todos os presentes é a irmã Jucely Nascimento, a pequena gigante do grupo (e também a que mais foi fotografada). No seu depoimento ela diz
Achei muito bom! Tudo na medida certa. O trio organizador – Elias, Evani e Luísa Dias – não mediram esforços para nos oferecer o melhor. O local era belíssimo e eles pensaram em cada detalhe; tudo contribuiu para que ficássemos bem.  Desfrutamos, nesses dias, da companhia de pessoas especiais, amigos queridos e, além disso, foi maravilhoso conhecer novas pessoas. Foi muito bom!  Gostei muito de ter participado. A Deus minha gratidão por ter-me permitido viver esses dias inesquecíveis. Foi mais um capítulo de uma história significativa em nossas vidas; a história que construímos juntos – a história da Geração Escolhida. Sou, pois, grata ao Senhor por tudo. Não poderia ter sido melhor. Agora feliz e com saudades de todos. (JUCELY NASCIMENTO, 2018, VIA WhatsApp).
Em Filipenses 4:4 lê-se “alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo, alegrai-vos”. Essa alegria foi praticada e renovada nesse encontro. Os depoimentos são unanimes: Foi muito bom! Pessoas que na maioria já sabem o que é viver “meio século” que correm, sorriem, brincam, jogam bola, jogam os colegas na piscina, jogam conversa fora... e aproveitam a vida.
A elegante Teresa Sá
Foto: Organização do Evento, 2018
Isso é possível porque acreditam na palavra; porque tem suas forças renovadas e baseadas nessa palavra e nessa força, e creem que poderão, tal como as águias, alçar voos bem altos, altos mesmo, pois o Senhor lhes transmite essa confiança. Foi assim, é assim e será sempre assim, pois o Senhor é o alvo de todos. No sentido da alegria, do quanto tem sido edificante participar, não só deste encontro, mas da interação de todos e com todos via rede social a irmã Elen Beckman resume o que tem sido a sua visão das coisas desde que participa deste grupo;
Estar no GE – Geração Escolhida – desde junho de 201 tem sido benção na  minha vida e, desde esta data até ao dia de hoje, procuro interagir, entendendo que as mensagens postadas são para a glória de Deus e edificação do grupo, seja por meio de textos, áudios, vídeos ou imagens fotográficas. E o que falar então do nosso primeiro encontro? – quando ele foi planejado e organizado eu  vibrei. E vibrei porque sabia que seria a oportunidade de nos reencontrarmos – os socopianos – que há mais de 40 ou 45 anos não tinham oportunidade de se verem, devido às circunstancias da vida. Uns por terem mudado de cidade; outros porque já partiram e outros que, mesmo morando na mesma cidade ou região, mas que devido às correrias do dia a dia, pouco ou quase nada tem se encontrado. Participar desse encontro trouxe, para mim, um real significado: edificação espiritual e compartilhamento; conversas agradáveis e s muitas alegrias pelo reencontro. Eu louvo a Deus porque ele me concedeu a graça de estar no nosso primeiro encontro e assim ver e rever esses queridos (irmãos e amigos) depois de tantos anos e poder abraça a cada um, numa koinonia permitida por Deus. Ah, como foi bom! (ELEN BECKMAN, 2018 WhatsApp)
À medida que outros depoimentos fossem colhidos, a máxima seria a mesma: tudo foi muito bom! Assim e após as palavras expressadas resta somente a gratidão. Agradecer “por tudo que temos ouvido, vivido, aprendido e visto (...) unidos no corpo de Cristo.” A Deus, doador da graça e da permissão para que “os irmãos vivam em união” e essa graça nos é dada porque “Deus é bom, sim Deus é bom, Deus é bom Demais.”; aos irmãos organizadores – já citados inicialmente – pelo empenho, pela vontade, pela recepção e porque fizeram tudo “com decência e ordem” para o bel prazer de todos. Aos que se dispuseram a ir e foram e aos que não puderam ir mas que certamente torceram e oraram para que, ao final, todos e a uma só voz pudessem, como Josué e seu grupo, gritar e gritar bem alto: “ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR!”







Davi e sua elegância
Foto: organização, 2018
Geiel , Jessé e o Ivan - Sérios (?)
Foto: Organização do evento, 2018














Que venha o próximo encontro.!!! 
(zevall e colaboradores).





terça-feira, 3 de abril de 2018

Cinema em sala de aula.



Projeto a ser realizado com uma turma de 3º ano (312/manhã) da Unidade Escolar João Leal, no município de Nazaré do Piaui - Piauí sob a orientação do Professor Dias  na área de História. O cinema é um entretenimento atual e pluricultural que, em alguns momentos, tem a sua importância desvirtuada. Pensando em conscientizar aos alunos, o projeto nasce como um meio para despertar o seu valor e sentido 



Projeto de aula temática

1.         TEMA: Cinema em sala de aula.
2.         TITULO: Filmes temáticos: a sétima arte como instrumento didático nas aulas de História.
3.         OBJETIVOS
3.1 GERAL: Fomentar entre os alunos/alvo o  gosto pelo cinema.
3.2 ESPECÍFICOS:
ü  Enfatizar a importância dos filmes temáticos no contexto da aula de história;
ü  Incentivar aos alunos no interesse do conhecimento dos caminhos cinematográficos;
ü  Fomentar, entre os alunos, a produção de um curta (aproximadamente 15 minutos) de um filme com o tema livre, visando a despertar o gosto pelo envolvimento com o passo a passo de uma produção cinematográfica.
4.         JUSTIFICATIVA
Nossas salas de aula são “pluriétnicas” e multicoloridas. Somos urbanos e rurais, pretos e brancos e meios termos. Falamos, sorrimos e agimos de formas diferentes; temos gostos comuns e particulares, ao mesmo tempo. Não obstante a todas essas diferenças, convivemos diariamente cinco dias por semana, “juntos e misturados”, na escola, e corriqueiramente nos encontramos em finais de semana para a diversão.
Esse fato – o de estarmos rotineiramente juntos – induz à necessidade de uma convivência de aceitação e de partilhamento naquilo e daquilo que faz parte do dia a dia de cada um seja na sala de aula, seja no trabalho – há aluno que já trabalham quando não se encontram na escola – seja nos locais de diversão e, nesse momento, entra a possibilidade do cinema, do filme e de suas curiosidades.
 Os filmes indicados no livro didático são interessantes  para a compreensão do evento histórico como um todo, ainda que este – o filme – se apresente “maquiado”, adaptado para os interesses de sua produção.
Entendido no seu contexto histórico, esse é o mote deste projeto de aula temática: clarificar todas essas diferenças e despertar entre todos os alunos participantes (alvos) a aceitação e a adoção do seu companheiro/colega. Além deste, a possibilidade de que a pesquisa possa servir para estudos futuros representa outro elemento justificador deste trabalho

5.         METODOLOGIA
Aula expositiva enfatizando a dinâmica do cinema como fermenta didática em sala de aula, dentro da escola e, particularmente, no cotidiano de cada um enquanto sujeito social, destacando conceitos a serem apreendidos e abordando a importância dos filmes como elemento de entretenimento .
Produção, por parte dos alunos – que serão divididos em dois grupos dentro da turma 311/manhã – de um curta de 15 minutos de duração, com tema a ser escolhido pelo próprio grupo.
Análise de 04 (quatro) filmes indicados entre 20  (vinte) de uma relação apresentada pelo professor, também escolhidos por cada grupo,  onde serão destacados:
v  Titulo;
v  Diretor;
v  Ano de produção;
v  Breve resumo de seu enredo (história), com o mínimo de 30 (trinta)  linhas devidamente organizado e digitado.
Para avaliação da apresentação do trabalho pelos grupos haverá um corpo de jurados composto de 03 (três) membros a serem escolhidos pelo professor/promotor da aula/evento.
6.         RECURSOS DIDÁTICOS
Cartazes, Faixas; Palestrante; Datashow e impressos.
6.1.     a responsabilidade da organização e providencia do material a ser utilizado ficará  a cargo dos grupos participantes.
6.2 A turma envolvida no desenvolvimento do projeto será a 312 (terceiro ano da manhã).
6.3 A data de realização do projeto será 14/04/2018, salvo algum impedimento por parte da coordenação, o que nos levará à escolha de nova data.



segunda-feira, 2 de abril de 2018





Eu sei que vou te amar

Eu sei que vou te amar
por toda a minha vida eu vou te amar
em cada despedida eu vou te amar
desesperadamente eu sei que vou te amar.

E cada verso meu será
pra te disser que eu vou te amar
por toda a minha vida.

Eu sei que vou chorar
a cada ausência tua eu vou chorar
mas cada volta tua há de apagar
o que esta ausência tua me causou.

Eu sei que vou sofrer eterna desventura de viver
a espera de viver ao lado teu
por toda minha vida.
(disponível em; http://www.jobin.org/jobim/handle/2010/1054. Acesso em:23/3/2016.)

Reunião do Chão da Escola
Foto: Zevall/2018

Sobre professores e a fórmula da felicidade


No ano letivo de 2018 já realizamos dois encontros da formação “Chão da Escola” que costumo, por mera brincadeira, chamar de “pé no chão”. Ambos os encontros foram proveitosos apesar de a profª. Laise – nossa coordenadora – chamar a atenção para a pouca frequência nos encontros, o que nos leva à indagação: o que fazer para que haja um despertamento entre os professores, no sentido de melhor participação nesses encontros, vez que os assuntos aventados são de interesse comum a todos?

Eis a questão posta; enquanto professores nos tornamos responsáveis pelas realidades – e elas são várias – da escola e estas só poderão ser desenvolvidas ou “encaradas” de frente e com segurança se houver preparação voltada para esse fim. Essa preparação tem sido discutida com minúcia e exaustão na formação “Chão da Escola” onde temas como paz na escola, comportamentos, melhorias na avaliação, observação e cumprimento das regras básicas da escola (regimento interno) problemas extraescolar manifesto por alguns alunos, interação entre os professores, participação de todos em busca novas perspectivas, etc., tem sido o mote central dos diálogos encetados pelos que tem participado das nossas reuniões.
Projeto Paz na Escola
Foto: profª. Laíse/2018

As professoras Laíse e Francisca Lima – coordenadora e diretora da escola, respectivamente, tem-se desdobrado intuindo oferecer aos professores melhores condições possíveis de trabalho a e para todos, ainda que gostássemos que algo mais fosse oferecido, por entendermos ser necessário. Falta, portanto, aquele “inside”; o estar dentro, o chegar e aparecer. Aparecer no sentido de expor as deficiências encontradas no dia a dia de trabalho; aparecer no sentido de apresentar propostas que inovem as rotinas diárias no ambiente escolar; aparecer reconhecendo que se tem buscado melhorias para as diversas formas de trabalhar e partilhar com os colegas das “fórmulas mágicas” que se tem conseguido encontrar em sala de aula, com os alunos e, finalmente, aparecer para sorrir. Isso mesmo, vez e outras sonoras gargalhadas são ouvidas durante a reunião. Por incrível que pareça, professor sabe sorrir, faltando, muitas vezes, apenas oportunidades (e vontades) para tal. As nossas reuniões tem permitido isso. Desopila (alguém, por favor, depois me diz o que seja desopilar).

Precisamos saber o significado da palavra pois temos que exercer o papel que nos é permitido para os Joãos, as Kellys, as Marias, as Luíses, os Josés, os Ryans, os Denys, os Armandos, as Larissas, as Vitórias, os Pedros, os Paulos, as Amandas, as Saras, os Gabrieus etc., e tantos quantos passam por nossas vidas diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente...( ! ) não há como não se cansar, ainda que a palavra da moda seja outra. Mas foi o que escolhemos fazer, não é mesmo?
Projeto Paz na Escola
Foto: Profª. lLaíse/2018
                                              x . x . x
O ano letivo apenas começou. E as reuniões do “Chão da Escola” também. É certo que precisamos de muita ginga, jeitinho brasileiro, de “toma lá – dá cá” com os alunos e de muita força e paciência para chegar até Dezembro. Os encontros oferecem alguns rumos para “se chegar à felicidade sendo professor”, acreditem.
E sabem o que é melhor?
Sempre tem merenda  e, como sempre, os mocinhos nunca morrem no final.

sexta-feira, 23 de março de 2018

“Pelas várzeas e chapadas do meu Piauí”

Praça central de Simplício Mendes.
Autor: Eisenhower/2018

Fui a Simplício Mendes, cidade da microrregião do Alto Médio Canindé, no semiárido piauiense, em circunstâncias singulares. Fui, na linguagem policial “reaver um bem que me havia subtraído”. No geral, posso afirmar que a minha viagem, desde quando saí de casa na manhã do dia 26/02/18, valeu a pena em todos os seus aspectos e suas nuances. Por volta das 11h10 cheguei à urbe de destino. Sobre esta, ao conversar com um transeunte, ele informou  que
é uma cidade pequena, mas muito movimentada. Sua agitação diária gira em torno da praça central, onde se localiza, em meio ao emaranhado de casas comerciais, bares e residências, a igreja matriz da nossa  localidade. A impressão que passa é de uma cidade desorganizada, onde não há leis de transito. Crianças pilotando moto e sem capacete é vista a todo o instante; ás vezes trafegando três ou quatro, principalmente meninas, em apenas uma moto; não há um policiamento voltado para isso. Na noite o movimento aumenta e a praça fica cheia. Dia de feira, também (morador que não quis se identificar).

Cumprida  a missão que me levou à cidade, preparei-me para retornar; dado o motivo que me levara até ali, me encontrava muito ansioso para sair o mais rapidamente possível. Ao fazer isso – sair do centro urbano – estaria iniciando um “verdadeiro tour” por alguns municípios piauienses e, rapidamente, passando em terras dignas de serem visitadas.
Saímos, eu e meu motivo da viagem, minha moto uma Yamaha Factor 125, preta, ano de fabricação 2014 que se considerando as circunstancias de como ela chegara até ali, se encontrava em bom estado de conservação. Apenas o pneu traseiro requeria atenção durante a viagem. Mas ele atendeu à responsabilidade durante o trajeto. Abastecimento feito, documentação em mãos e “até a próxima, Simplício Mendes”. Deixamos a cidade por volta de 12h30; destino, Paes Landim. O tempo se mostrava perfeito para uma viagem de moto, situação que  mudaria de configuração tão logo fosse ultrapassado o município de São Miguel do Fidalgo. Com o tempo bom e o pouco movimento na estrada estabelecemos uma velocidade de cruzeiro em torno de 85km/h. nada de pressa; cuidado com animais na pista, fato comum nas estradas piauienses.
Entre os dois municípios duas paradas. A primeira na entrada do projeto do Morro dos cavalos; a segunda, nas proximidades da lagoa de Ipueira. Havia uma grande expectativa quando a passagem por este local pois a aproximadamente 25 nos em passara por ali. Lógico que o cenário estaria mudado; nesse meio tempo a lagoa já secara uma vez. Agora há uma comunidade agrícola no seu entorno, situação que não existia quando da primeira visita. Ambas as paradas foram devidamente registradas em fotografias, claro.  Outros precisam conhecer “os caminhos por onde andamos”. E que caminhos.
Passado o município de Paes Landim e tendo rumado para o seguinte – São Miguel do Fidalgo – o tempo já prenunciava mudanças, o que não preocupava muito. Havia um outro tipo de preocupação: a fome sinalizava, porem o frito estava garantido na mochila, faltando apenas agua, o que garantiríamos na próxima cidade.
Quando fazíamos o percurso entre São Miguel do Fidalgo e São José do Peixe, parei para o lanche, verificação das condições da moto e, como o céu estava escurecendo, ajustamos a mochila na garupa, devidamente protegida e continuamos. Foi quando “as janelas do céu se abriram”. Em principio uma chuva moderada, tranquila; depois, sem nenhum acanhamento ela veio muito forte. Apenas chuva, sem relâmpagos ou trovões. E foi assim até próximo à cidade, quando diminuiu um pouco. Chegando em São José já não chovia e pude fotografar o entroncamento e seguir viagem em direção a São Francisco do Piauí.
São Miguel do Fidalgo.
Autor: Eisenhower/2018
Tão logo nos pusemos em movimento, talvez 4 ou 5 quilômetros saindo do município  a chuva voltou. Torrencial, barulhenta em virtude das árvores frondosas às margens da estrada, mas ainda sem os trovões. Por duas vezes paramos a condução para definir o que fazer ante a violência da chuva. Em algum momento antes da nossa passagem e bem próximo de São Francisco do Piauí e em um espaço em torno de 80 a 100 metros os ventos arrancara, pela raiz, quatro grandes árvores, três destas caindo sobre parte da pista, o que exigiu que nossa viagem que já era lenta, se tornasse mais lenta ainda. Desviamos e passamos sem poder fotografar o local, vez que o celular se encontrava protegido e guardado para não  sofrer algum dano.
São José do Peixe
Autor: Eisenhower/2018
Passamos pela cidade sob muita chuva; não havia porque parar. O mesmo acontecendo quando cruzamos o povoado de Serrinha, 15 quilômetros adiante. A chuva só diminuiria ao nos aproximarmos de Cercado Velho, uma comunidade já próxima ao entroncamento de São Pedro, às margens da rodovia BR 230. Ao chegar nessa região já não chovia mais. Registramos a passagem e descemos no sentido de Nazaré do Piauí, local onde trabalho.
Paramos para um devido descanso. Durante o lanche encontramos alguns amigos e aproveitamos para conversar sobre a viagem e sobre o retorno das aulas no dia seguinte, quando os professores retornariam da paralisação.  Depois disso, tudo pronto para o último percurso da viagem, este de 45 quilômetros até Floriano, a “princesa do sul do Piauí”, aonde chegamos por volta das 17h20.
Percorremos durante toda a viagem uma distância em torno de 245 quilômetros entre Simplício Mendes e Floriano; desses, apenas uma média de 55 km. foram transcorridos na BR 230; o restante em estradas do interior piauiense.
Acessoà BR 230 (de volta pra casa).
Autor: eisenhower/2018
 Apesar da chuva que diminuiu bastante o ritmo da viagem, esta foi tranquila e cheia de novidades. Já havia percorrido esse trajeto em 1993 e a aventura necessária serviu pra relembrar algumas coisas daquela época. Se perguntarem a mim se valeu a pena, direi que sim. Desopilou, trouxe novos conhecimentos e renovou o sentimento de curiosidade por pontos dessa terra querida chamada Piauí que ainda não conhecíamos. Havendo oportunidade, com a graça do bom Deus que não permitiu que nada nos acontecesse, voltaremos qualquer hora dessas em outra viagem.






segunda-feira, 12 de março de 2018





Qual a importância do estudo para o meu futuro? 
Por Jéssica Larissa (turma 111/2018 da Unidade Escolar João Leal).



De acordo com o meu crescimento e amadurecimento, tenho parado constantemente para refletir sobre os meus estudos e o meu futuro. Meus objetivos, sonhos e, principalmente, minha vontade de evoluir, crescem a cada dia mais. Porém tenho total consciência que tudo o que almejo depende dos meus estudos e das minhas escolhas.
Antes de me colocar à frente de algo tento saber quem sou; gosto de testar os meus limites, saber até onde posso me desenvolver na escola. Acredito, ainda, na importância da família e dos laços de amizade durante minha vida escolar..
O amor à frente de todas as coisas, feitas com muita força de vontade; creio que assim posso ter um futuro melhor e também contribuir para que o mundo seja diferente. Não quero apenas me formar ou simplesmente ser bem sucedida com tudo que aprendi nos meus estudos. Quero poder ajudar, ser útil para alguém.
Assim, nada será mais gratificante do que usar os meus conhecimentos em prol do bem estar de outras pessoas. Entendo ainda que a escola, os professores, os gestores e todos que a compõem são fundamentais para o meu desenvolvimento e formação.

(Trabalho requerido na aula de História, sob a orientação do professor Dias).


segunda-feira, 5 de março de 2018

apenas mais um poema


Opacidade

Não é apenas pela saudade
ou pela ausência que me dói o peito.
É o precisar!...
Nada quero se o que quero te onera;
Mas eu quero
dá-me, peço-te, a paz do teu sorrir
a alegria das palavras dos teus lábios
dá-me a esperança da presença,
a tua, ao meu lado
em qualquer dos devaneios meus.
Se a presença me preenche
E torna o lugar-comum aprazível, fica!
Qualquer canto é canto
Se estiveres ali e se te derramas sobre mim
A me tocar com teus peitos – “filhos gêmeos de gazela...”
Que ouriçam e atiçam com afagos.
Vem, deixa-me a desbravar
as tuas formas corporais, simplificadas
E melodiosas – balé de braços e pernas
Meus perigos e desafios
No vagar por tuas entranhas
Que me queimam e me derramam
Quando aderes teu corpo ao meu
E cola, sua, morde e lambe
Se exaspera e, depois, descansa.
Faze-me bem, tu sabes
teu querer (sempre) em conluio
com o meu empreender no teu ser
Quando te aninhas, saciada e em torpor.
me acalantas.
Teus amores – ah! Esses amores
em tuas diversas formas de te expressar
que arranha, que geme e faz gemer
na entrega fêmea que me aparaisa
no desfrutar dos manjares de ti
reivindicados para mim.
Dá-me, pois, isto: a ti como és
sem mudanças ou promessas.
Não muda nada, não mexe em nada
não promete nada, fica apenas.
Fica... e então hei de te tornar
em deusa do meu universo.
(Zeval, março/2018)


DE AMIGOS E IRMÃOS

Benito de Paula, certa vez e através de uma de suas músicas,  se propôs a mostrar a um amigo ao qual ele prezava muito, alguns elementos –  ...