sábado, 26 de dezembro de 2020

Os homens do Arroz...

Nesse fim de ano, quando podemos encher o peito de alegria e reconhecer, agradecidos, que "até aqui o SENHOR nos ajudou", e sempre, pela ocasião do momento, estamos enumerando feitos e vitórias - o que não foi bim devemos esquecer - uma homenagem aos homens (alguns na foto; reoresentando os demais) que fazem o Arroz com Abóbora. Quando nos reunimos todos cooperam sejam homens ou mulheres. Porém, a logística normalmente fica a cargo dos "marmanjos". Daniel, Jezaías, Félix, Hower e Franzé (pr. Francisco Araújo) estão sempre de mãos dadas e representam Julinho, pr. Pedro, Ezequias, Zezinho, RSilva, Enivaldo, Celso, Genival, Luzeni, João Sátiro, Leomar e a todos que num ou outro momento já participaram de um encontro nosso. A todos, enfim, Boas Festas. Que venha o ano de 2021 e que, nele, continuemos acreditando que "o anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que O temem e os livra". Abraços. Zevall, dez./2020.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Amigos ontem, amigos hoje.

2020 foi um ano difícil; isso é conclamação unânime. Mas vencemos e chegar a 2021 está bem perto. É rogar ao Senhor que sua graça nos permita receber o Novo Ano. Conseguimos, porém, preservar coisas importantes no ano prestes a findar; tivemos a saúde necessária pra chegar até aqui, fomos alimentados, vivemos em segurança e conservamos nossas amizades. Que maravilha! Provérbios 17:17 nos diz que "o amigo ama em todo tempo...". Graças a Deus pelos amigos.
Olha que alegria esse encontro: Genival, Arlete, Hower e Edi. E sabe o que é importante...essa amizade tem muito tempo que é cultivada, regada e mantida firme. É claro que muitos outros irmãos e irmãs poderiam estar nessa imagem. Mas quem está presente representa os demais, é isso aí! Que o Ano Novo, entre muitas bênçãos que o Senhor Deus venha nos permitir, estar no aconchego dos queridos amigos seja uma das tantas. Esse é o desejo e oração. Zevall, dez./2020.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

E se Lutero vivesse hoje?

Um pouco mais de quinhentos anos se passaram desde que Lutero, num arroubo de paixão pelos aspectos a serem levados a sério pelo homem religioso, revoltou-se contra a ordem religiosa vigente e publicou suas 95 teses que o fizeram ficar e entrar para a história. Mas, e se Lutero vivesse hoje? - Naquela ocasião ele estava insatisfeito com o clero, principalmente por causa das indulgências, modo encontrado pelas lideranças religiosas para conseguir fundos para propósitos nem sempre justificados. E a maioria das "lideranças" de hoje, o que estão a fazer? - Fazem de tudo menos levar o Evangelho a sério - eu poderia até dizer "menos respeitar o Evangelho" de Cristo. A começar pela variedade de entidades que se promulgam igrejas evangélicas; e estas vem com nomes de identificação que, às vezes, beira o absurdo. Depois, o cardápio doutrinário, onde pregam de tudo: prosperidade, cura, elevação da estima, sucesso nos relacionamentos e nos "dons" - nesse sentido a quantidade de cantores que tem surgido para cantar o possível amor de Deus chega a assustar... e para que essas possibilidades adentrem em sua vida, em sua casa e na vida da sua família basta você doar que receberá sempre dobrado. O "vai, vende tudo que tens e dá aos pobres..." - no caso, aos pobres pastores, que são tudo, menos pobres (ainda que existam alguns que que por ouvir de tanta facilidade se transfiguram de pastores e tempos depois, descobrem, desanimados, que ficaram pobres realmente - nunca foi tão difundido. Esses pregam tudo, menos o Evangelho real, verdadeiro, que visa, em primeiro lugar, a salvaçao da alma do homem através de Jesus Cristo. Se esse homem, novo, regenerado, vier a prosperar, é resultado da atuação do Espírito vivificador em sua vida. Mas, em meio a esse turbilhão diverso, se Lutero vivesse agora, quantas teses e onde as fixaria? (Zevall, dez./2020)

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Amor (amar)

De acordo com Houaiss(2011) amar é "sentir amor; grande devoção...". Amor, ainda para o mesmo autor é "atração afetiva ou física; adoração; veneração". Mas os tempos estão mudados e o nosso entendimento em relação a esse sentimento parece que também sofreu significativas mudanças no decorrer dos tempos. Hoje ouvimos alguém dizendo que "ama melancia", "ama praia", "ama dormir". A partir dos conceitos expostos acima estaremos entendendo que há uma veneração por determinada fruta ou que é possível se sentir uma atração física por esse ou aquele objeto ou situação. "Amo viajar"... Pensando ou agindo assim podemos entender a descaracterização, repito, de sentimento tão nobre. Principalmente quando lemos que a morte do Senhor Jesus é uma prova de amor (Rom. 5:8) - muito grande - em relação ao homem pecador. Como comparar esse amor que levou o Mestre à Cruz com o que sentimos quando vamos à praia ou comemos uma fruta? Confesso que acho estranho pensar assim... Em tempo: Jesus sentiu amor e morreu em nosso lugar. (Zevall, nov./2020).

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

De campanhas e casos

Em chamada da rede uma notícia destaca a situação do Piauí em relação à Covid-19:
Em contrapartida o governo baixou um decreto proclamando situação emergencial no Estado. A medida seria interessante não fosse coincidir com o fim das campanhas eleitorais nos municípios, quando ninguém mais se preocupou em conclamar o povo para ficar em casa. O que se viu nesses últimos dias foi carreatas e reuniões, passeatas e grandes aglomerações de políticos e simpatizantes. Tudo permitido e nenhum cuidado em preservar os antigos protocolos. Insanidade é o nome certo para as atitudes. . . . Se o leite derramou, chorar agora as famosas lágrimas crocodilanas não vai ajudar. E nem decretar lei seca, pois o mal está feito. (Zevall, nov./2020).

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Questão de classe

Dia 15 de novembro se aproxima. Após ele voltaremos ao normal; outros assuntos serão aventados nos meios de comunicação de massa, de um modo geral. Tem muitas manifestações em rede que não se aproveitam; há, porém, algumas que ao menos nos desperta para a realidade. Veja-se:
Não sei como me chegou esse quadro; estava em meu arquivo. Mas confesso que gostei imensamente por me lembrar o que não devo esquecer no dia da votação. Todos os ítens, da caneta ao título de eleitor, são importantes. Até a classe social do votante! Muito bem lembrando isso, pois a partir do dia 16, segunda feira, seremos novamente o "zero a esquerda" e iremos esperar os próximos quatro anos, quando novamente seremos lembrados e voltaremos a ter valor. Vivas para a nossa classe! (Zevall, nov./2020)

sábado, 7 de novembro de 2020

Genésio G. Lima

"Não te mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas nem te espantes porque o Senhor teu Deus é contigo por onde quer que andares". Josué 1:9. Quando cheguei em Codó (Ma), o pastor iniciava o culto recitando " o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra pois só Jesus Cristo salva!". Todo início de culto eram recitadas as mesmas palavras; e isso se repetia durante todo o ano. Achei muito interessante e foi uma maneira de eu observar mais atentamente ao pastor. Comecei a frequentar os ensaios do Jubatson e um dia esse pastor me chamou e falou que eu deveria fazer parte do grupo mas que pra isso eu teria que pedir minha carta de transferência da igreja da qual eu era membro. Lhe falei que tinha um apego muito grande à minha igreja e, mesmo distante, continuaria membro da mesma. Algum tempo depois ele me convocou para uma reunião em seu gabinete onde estavam presentes, além dele, a presidente do Jubatson e o presidente da mocidade. Ele então disse que queria solicitar aos presentes que me aceitassem no grupo mesmo não sendo membro, pois o estatuto dizia que só os membros da igreja poderiam participar. Quem era esse pastor, respondo:
Foi ele, Genésio Guimarães Lima, que no último 7 de outubro completou 90 anos. Que maravilha Deus tem feito a esse homem, seu filho amado. Parabéns, pastor, também pelo aniversário mas, principalmente, pelos precedentes que me abriu e por ter, junto com a igreja, me aceitado e me ajudado a crescer... (...) Recentemente o Rúbem me mandou a foto de um oferecimento que eu teria feito em algum livro dado ao GG, com data de 1982. Confesso que não lembrava do que se tratava. Perguntando ao Rubão ele me disse: foi uma agenda que tu destes a ele, rapaz. Que alegria senti por isso. Histórias iguais a essa existem muitas envolvendo GG. Nenhuma ocasião é melhor pra serem contadas que nos seus 90 anos... (Zevall, nov./2020).

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

. . . Quando eu chegar

Se não for pedir muito guarda os teus beijos e os teus abraços, guarda o teu olhar, e as vontades sentidas; guarda ainda tuas saudades. Guarda aquela nossa música tantas vezes ouvida, as tuas doces palavras sussurradas, a me dizer "te amo!"; guarda as tuas juras e as tuas promessas (que de todas lembro bem). Guarda até a folha da mangueira, em que rabisquei um coração e gravei teu nome... guarda, por favor todas as nossas lembranças, até as lágrimas que choramos juntos; os amores que amamos dizendo nunca deixar morrer. Guarda, enfim, a ti, amor meu, com tudo que é teu pra quando eu chegar... (Zeval, pra a companheira de insônia, a dona de um pedacinho de mim. Nov./20).

domingo, 1 de novembro de 2020

Jubatson-Codó (Ma).

"Cantai ao Senhor um cântico novo, pois Ele tem feito maravilhas; a sua destra e o seu braço santo nos alcançaram a vitória; o Senhor fez notória a sua salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos das nações".- Essa é uma das muitas músicas que o Jubatson cantou no início dos anos de 1980. Mas o que foi o Jubatson? Veja-se:
Nessa foto têm-se dois momentos do grupo musical da 1°Igreja Batista de Codó (Ma). Mas é improvável pensar neste grupo que nos seus momentos mais dedicados de louvor e honra ao Senhor Jesus, viajou por cidades tais como Balsas, Timom, Caxias, Bacabal, Chapadinha, Coroatá, Timbiras, Santa Inês e Imperatriz, sem pensar em GG - Genésio Guimarães Lima. Mais que pastor da igreja, ele era um autêntico amigo de seus jovens e dirigia o grupo com alegria e dedicação.
Fosse participando dos ensaios ou da escolha dos louvores a serem cantados, a presença de GG era idubtavelmente importante e acolhedora. Aos músicos era dada a liberdade de expressão no momento dos cânticos por um simples sentimento: confiaça.
Agenor, Rubão, Joacy, Leto; mais tarde Hower e um pouco mais tarde ainda Genival compunham o grupo de instrumentistas. Fafá, Marileide, Zildeth, Lúcia Mota (in memoriam), Jédta, Eunice, Mirian, Brigida, Marly, Ione, Luzimar, entre tantas outras, formavam o coro feminino;
"louvai a Deus no seu santuário; e no firmamento obra do seu poder (...)".
O Jubatson, ao tempo que louvava a Deus, Cantando "eu sou um jovem despertando no ano 2000...", anunciava a palavra, viajava, fazia muitos irmãos/amigos, conhecia lugares. e se divertia. E conquistou seu lugar ao Sol, como dizia uma das músicas cantadas. Bons tempos... (Zevall, nov./2020).

sábado, 31 de outubro de 2020

Alegria, no Senhor a nossa força é

"Alegra-te jovem, na tua juventude, e recrei-se o teu coração nos dias da tua mocidade. Anda pelos caminhos que satifazem aos teus olhos; lembras, porém, que de todas essa coisas Deus te pedirá contas". Ecl. 10:9 O Acampamento Vida Vitoriosa foi uma passagem marcante na vida de muitos jovens Batistas nos anos de 1970 e 1980. Muita gente passou por nós e passamos pela vida de muitas pessoas que ali frequentavam. Talvez por isso não lembramos de muitos dos nossos irmãos queridos. Exemplo: quem lembra do nosso irmão Leonardo Cooper?
Ele aparece nesta foto, à direita, e ao que parece está comandando o grupo em um momento dos tantos que eram característicos nas reuniões que ali participamos tantas vezes. Que alegria! Os dias em Vida Vitoriosa sempre tinham uma programação que nos ocupava, alegrava, ensinava, redarguia e até nos permitia a tão ansiada paquera. Repito: que alegria! Vivemos bons momentos; aprendemos muito do que hoje é o nosso cabedal de conhecimento da Palavra, que nos faz ser os homens e mulheres que se organizaram e compõem o nosso grupo GE, pra manter acesa "a chama da fogueira". E Como aprendemos...; É verdade que, às vezes tínhamos que aturar o dueto do Guimarães (Guima à época) e do Elias (Bidu cola); quem não lembra é só olhar a foto:
Mas nos divertíamos muito; em ambiente saudável que nos permitia idas e vindas dentro do espaço que passou a fazer parte das nossas expectativas e planos para o meio do ano. É verdade que em alguns momentos nos mostrávamos insatisfeitos e agíamos pela emoção. Foi o que aconteceu quando, certa noite e por não concordar com a direção do Acampamento que decidiu sustar a nossa parte social, e sob a direção e chamamento do "Mosquito Elétrico", que alguns jovens protagonizaram o que aqui será chamado de "a noite dos 10", pois foi exatamente este o número de jovens que saíram do sítio e passaram parte da noite sob os mangueirais, em frente ao Acampamento, dando um pouco de dor de cabeça para os dirigentes. Após muita procura e correria de pastores, o grupo foi localizado pelo sábio e de saudosa memória, pastor Mário Gomes de Barros, que com suave bronca e promessa de interferir pelos "rebeldes", conduziu a todos de volta ao lar. Mas e apesar de alguns deslizes, sempre houve responsabilidade e muita participação em todos os eventos que alí eram programados e conduzidos e que contribuíam para o crescimento espiritual de todos. Até as filas na hora do rancho eram momentos salutares, com cânticos, oração e empura-empurra, smpre tendo alguém querendo furar a fila, colocar o namorado ou a namorada que que chegavam atrasados, etc.; fazia parte.
Os momentos de lazer não poderiam deixar de fazer parte. A hora da bola, onde os pernas de paus se exibiam para as garotas era um grande momento; a verdade é que não existia nenhum Neymar no grupo mas todos pensavam ser o melhor. No volei o desastre não poderia ser diferente mas a grande vantagem é que as garotas participavam e sempre podia-se se distrair com um saudável chilique de Noeme, Rosinha, Betise, Leontina, Edi, Maninha e tantas outras que tentavam jogar. Não conseguiam... A parte social era outro grande evento; talvez o mais expectado durante todo o dia, pois era quando se podia, discretamente, abraçar, pegar na mão e, porquê não, roubar um beijinho? Menina me dá tua mão, um belo cachorrinho, roda-roda gente, rebola xuxu, rebola e outras pérolas da época divertiam e faziam bem...quanta Saudade...; a última noite, de programaçao extensa, onde os grupos se empenhavam em fazer o melhor possível, mostrando que realmente se havia aprendido algo, a emoção tomando conta de todos em um grande clima de espititualidade no culto do Morro da Vitória, o culto da fogueira. E foi justamente um desses cultos que ficou marcado na memória de muita gente, quando um grupo encenou o confronto do profeta com os seguidores de baal. Hoje a lembrança faz sorrir mas na noite o susto foi grande e muita gente boa correu apesar de dizer que não. Bom lembrar; muito bom mesmo! Faz o peito se encher de saudade, é verdade; mas enche, principalmente, de alegria. Alegria por saber que o Senhor é a nossa força, sendo essa força justamente o elo que nos tem mantido juntos, firmes, podendo relembrar momentos que vivemos, aprendendo, "unidos no corpo de Cristo".
(Zevall, 1 de novembro de 2020).

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Amorando

Amor... áh!, o amor esse sentimento muitas vezes cheio de ressentimentos que nos fazem tristes, e nos deixam tristes apenas pela capacidade de amar verdadeiramente. Áh! o amor esse sentimento que nos faria insignificantes se ele não houvera em nós. Amor, esse sentimento... (Zevall, out./2020).

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

O que vem por aí

O dia 15 de novembro é um dia especial para o povo brasileiro. A ideia republicana tem muito a ver com ele, afinal, foi como "tudo começou". Até ter havido a reformulação eleitoral era dia de votação, de festa, de alegria...o grande dia quando as chaves da cidade seriam prenunciadas a um novo alcaide e a Câmara Municipal seria reformulada; quiçá mudada. Nesse ano de 2020, espera-se excepcionalmente, o processo volta para o 15 de novembro, portanto, dia de mudanças no cenário municipal. (. . .) Há uma frase, aprendida logo nos primeiros anos de estudo, que afirma ser o homem um "animal político". Frase de efeito, é verdade, mas que nos leva a querer modificá-la na sua estrutura. Nesse sentido poder-se-ia acescentar que, no atual estágio esse homem não tem sabido exercer o seu lado político da frase, sobrando apenas o lado animalesco da mesma. Tudo por causa do livre arbítrio; o poder de escolha. Em suma, a sua cidadania, entendendo esse animal político como um cidadão, um habitante da urbe, se exerce mal a partir do momento em que este tenha que fazer escolhas. Não o sabe fazer na maioria das vezes. Voltando ao 15 de novembro, momento de eleiçoes municipais, portanto, da possibilidade de mudanças executivas e legislativas, novamente esse poder de escolha será posto à prova. Os resultados dirão se insistentes notícias de descalabro gerencial da causa pública, aliado à má vontade em ser criativo e inovador por parte de muitos votados e, ainda, às dificuldades do efeito pandêmico, terão ensinado ao homem melhorar no seu poder de escolha. Caso isso não tenha acontecido, serão apenas só mais quatro anos a esperar por mudanças. E para aprender a escolher... (Zevall, Floriano (Piauí), 19 de outubro (dia do Piauí) de 2020).

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Próximo Evento

No início a ideia parecia uma utopia, afinal foi aventada em um momento informal, quando alguns irmãos e amigos, reunidos, pensaram em fazer esta ideia acontecer. Depois disso, os planos foram se ajustando: comemorar o aniversário do Luzeni.
Diferentemente de outros eventos, não foram "formadas" comissões. A turma do Arroz com Abóbora assumiu. Nesse sentido os irmãos Daniel e Franzé foram atuantes a extremo; na cozinha, o desdobramento das irmãs Edna, Neuda, Stelma, Ivone, Arlete e outras que sempre apareciam pra ajudar, foi o diferencial. todos comeram bem e saíram mais gordinhos. Até o Elias...
No que se referiu ao café da manhã, a Anninha esteve atenta, não permitindo que o Elias, a Evani e a Luiza Dias saissem do que estava programado. A parte da palavra coube aos pastores Pedro Damas e Manoel Antonio de Freitas. A irmã Teresa Sá (in memoriam), como sempre, nossa conselheira; e cantamos muito; muito mesmo. Relembramos muitos corinhos antigos. Maravilha! Convém que se ressalte que o aniversariante de nada sabia. Para que isso se tornasse possível, conspiramos com sua esposa, a irmã Conceição que abraçou a proposta e cooperou grandiosamente. Local muito agradável, sossegado e adequado para o evento. E ficou habitado, nos dois dias do encontro, por muita gente bonita. E as "meninas de São Luís" estiveram bem representadas.
A palavra diz que "é bom e agradável que os irmãos vivam em união", e esse clima saudável e interativo foi vivido naqueles dois dias no sítio Asas de Socorro. Graças a Deus! Porquê escrever sobre esse tema agora? - Por quê a turma do Arroz com Abóbora ja pensa em novo evento. Que os aniversariantes se cadidatem... (Zevall, out./2020).

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Mais uma do Zevall

Nem sei dizer, ao certo, com quais ingredientes se faz uma amizade consistente e que resista à saudade do amigo... sei, apenas, que o amigo verdadeiro, leal, que vê como somos surge na simplicidade.
Talvez ele (a) apenas apareça num sorriso encantador ou numa receita de bolo. Na maneira de gostar dos mesmos gostos, ou dizer que estamos errados... o amigo, ainda que nos deixe ir pelos nossos caminhos, aponta alternativas; o amigo fala das coisas boas que existem na vida faz do viver poesia e nos ensina a poetizar,
Junta os cacos, se quebramos/, Une o que separamos.../ Conversa, sorri, ama;/ E não nos deixa sentir solidão;/ Lembra nossas lembranças/ Inda que não as conheça todas. (. . .) Não é fácil definir mas muito gratificante saber que temos e somos amigos. (Zevall, out./2020).

Sobre amigos e pastéis

João é um amigo de longa data. Hoje ele desenvolve um grande trabalho em Mangabeiras mas já trabalhamos juntos aprendendo a pintar faixas e cartazes; foi quando nossa amizade criou raizes mais fortes. Conversando recentemente sobre o grupo do Arroz com Abóbora ele me disse de um dia em que a menina dele (Amanda, bela moça que se parece muito com a avó) não sabia o que fazer para reunir um grupo da mocidade. Ele teria sugerido, entao, que ela fizesse alguns pastéis. Deu certo a ideia. A foto a seguir comprova:
Às vezes nos engessamos ante dificuldades por não recorrer à cratividade. Uma iniciativa simples pode nos realizar dentro do que pretendemos. Parabéns ao reverendo, amigo João Sátiro e ao seu ministério; parabéns à jovem Amanda e seu dom de liderança; às suas amigas/irmãs que atenderam ao convite, enfim, ao selamento do compromisso e da amizade. "Bom é que os irmãos (e amigos) vivam em união". (Zevall, out./2020).

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

(Re) Sentimento

(Publicado por Zevall, out./2020).

"... Que vos ameis ...)

Escrevemos, recentemente, dois textos que falam de amizade e, em um contexto geral, temos exaltado uma geração que começou a conviver, como grupo, a partir de meados dos anos de 1970. Mas temos motivos que justificam essa exaltação; vejamos:
Essa foto é do ano de 1976. Nela, quatro jovens, Noeme Gomes, Stelma, Hower e Judith (irmã de Noeme), se encontraram na praça central da cidade, (Floriano -Piauí) numa tarde de um dia qualquer apenas para "jogar conversa fora" e alimentar uma amizade que perdura até aos dias atuais. Destes quatro apenas a jovem Judith não mantém contato mas tentaremos localizá-la. Agora vejamos uma outra foto:
Aqui aparecem Noeme e Elba, em um ponto qualquer da cidade de São Luís - Maranhão. O valor dado á preservação da amizade fez com que elas e mais um grupo que anteriormente denominamos de "as meninas de São Luís" se reencontrassem após longo período sem contato. Lembramos, vendo fotos e atitudes, de um jovem de um pouco mais de 30 anos e que viveu em outra época, que por valorizar tanto essa mutualidade de sentimento entre os pares, certa vez falou pra seu grupo , "nem vou chamá-los de servos... mas de amigos". Bacana isso... (Zevall, out./2020).

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Ainda sobre amizade.

Uma música antiga nos diz que "o tempo passa,e com ele caminhamos todos juntos, sem parar..."; quando olhamos o que fizemos (ou deixamos de fazer) é que percebemos com mais nitidez essa passagem temporal.
Já se vão muitos dias desde que conheci Noeme. Menina simples, de sorriso farto, de beleza cativante; com o passar do tempo a amizade foi se fortalecendo no dia a dia: ensaio de um grupo em sua casa, voley no Centrão na quadra de areia (não sabia jogar mas fazia muito barulho) e os passeios na "Ponte de Pedra". Ficamos sem notícias um período longo até que sua irmã, Joquebede (beijo, menina), fez contato e me pediu que escrevesse algo para ela. Foi com muita alegria e honra que atendi ao pedido. Voltando à música do início, o tempo passa, mas se tiver algo que se mostre indestrutível para esse inexorável tempo, é a amizade verdadeira. Parabéns aos que cultivam esse mistério. (Zevall, out./2020).

sábado, 3 de outubro de 2020

Amigas sempre.

Amigo "não" é coisa pra se guardar"; amigo, aquele verdadeiro, de riso confiável e de abraço aconchegante é pra ser mostrado, gritado que o temos, valorizado...
Amigos sentam nas dunas e assistem, juntos ao por do Sol e louvam a grandeza do Pai. Sorriem, brincam, externam alegrias e saudades. Foi isso que fizeram as "Meninas de São Luís (MA)" ao receberem na ilha do amor nossa querida Noeme Gomes (que me perdoe o Beray por usar o sobrenome antigo), por um período em torno de uma semana. Um cântico "das antigas" inicia com as seguintes palavras: " Tenho um amigo..."; que maravilha! acredito que tanto as Meninas de São Luís quanto a bela Noeme (Beray, perdoa novamente pelo bela) se maravilharam, bricaram muito e já sentem saudades da visita que hospedaram. Não cabe citar os nomes das meninas anfitriãs, mas até onde sei, foram notáveis. Fica a dica: proclame suas (verdadeiras) amizades; nada de guardar... (Zevall, out./2020).

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Filosofando

Penso Existo Amo... Penso, penso, penso... quando olho vejo confusão. Penso mas nem sempre creio na conclusão do que penso. Se penso, é no amor distante para o qual existo. A confusão é apenas por amar demais; amor que mistura meus pensamentos e que faz sentido no meu existir. Penso, penso, amo... para esse fim existo. (Zeval, set./2020).

sábado, 29 de agosto de 2020

Sentidos

Vida fragmentos que se acumulam diariamente, recebendo denominações variadas e que se opõem: ódio, paixão, amor, decepção, tristeza, desventura... Quando tudo passa algo acontece e, sobrando espaço, têm-se um pouco de alegria. (Zevall, ago./2020).

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Aconteceu o quê?

O famoso FIQUE EM CASA! foi suplantado pelos interesses de lojistas ávidos pela saúde financeira em detrimento da saúde física. Com as lojas abertas, o povo, que já ia de qualquer jeito, se apoia nas "necessidades" e permanece nas ruas. Aí fingem que se assusta com o número crescente de infectados... Pra completar, um cidadão que conclamava este povo a não sair de casa, pela TV, usa esse mesmo veículo de comunicação para convidar ao eleitor pra ser MESÁRIO VOLUNTÁRIO. Entendo então que o perigo já passou e que agora "é só alegria!" (Zevall, ago./2020)

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Conjecturas

Quem ama por seu amor se torna louco e faz loucuras; por seu amor adoece sem sentir dor. É alguém sendo ninguém, ou sendo alguém obscuro. Pela pessoa amada é tudo, e muitas vezes é nada; Vai a recantos além e se obstina por seu amor... Se torna, por esse amor forte nas fraquezas, destemido no que assusta, e busca o desconhecido. A esse amor se entrega, por ele se faz poeta ou canta serenatas; tudo é tema do seu amor. O ser amado sabe do seu amor e o reconhece sempre em qualquer lugar. Sabe a que coração pertence e não é de mais ninguém já que o amor do seu amor lhe basta. (Zevall, em dias de ago./2020)

domingo, 23 de agosto de 2020

3° pessoa

A terceira pessoa do plural - o nós, anda esquecido. o modismo do "a gente..." tem tomado o seu lugar. Nós não fazemos mais nada; em compensação, a gente faz toda e qualquer ação. Vamos resgatar a terceira pessoa. Campanha pelo retorno do nós. "É NÓIS NA FITA...😅😅😅😅". (Zevall, ago./2020)

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

O outro

Hoje, por volta das 17h00, numa importante via da nossa cidade cruzei com um caminhante, aparentemente um homem comum, bem apessoado e que fazia o seu exercício de fim de tarde. Prática interessante e necessária para a qual deveríamos tirar o chapéu para o persona citado, não fosse um pequeno detalhe: ele estava sem máscara... Acessório incômodo, reconheço; e para aqueles que são belos certamente irá esconder a beleza. Mas, se a pessoa não se preocupa com si próprio porque não mostrar um pouco de responsabilidade e preocupar-se com o outro, com aquele que passa ao seu lado ou cruza consigo? Nossa cidade tem aumentado os casos de contaminação pelo o Covid-19. É hora de cada um ser consciente e cooperar com todos e a maneira correta de fazer isso é tomando os devidos cuidados e enquanto for preciso, deixar a vaidade de lado. Floriano precisa que cada um faça sua parte. USE SUA MÁSCARA; HIGIENIZE-SE! (Zevall, ago./2020)

Pensando

Nem sei quanto tempo faz que deixei de ser importante pra você; melhor, nem sei se deixei de ser... quando você se foi abriu um vazio dentro de mim. Não te falei, não questionei mas nossos caminhos caminhavam rumos diferentes. Não chorei; não pedi pra que ficasses. Creio até que ficarias (ou não); agora, porém, não faz diferença... lembras, que ao partir não falamos em amor; no teu amor, no meu amor. Costumavas dizer "te amo". Eu me aquietava, nada dizia, por medo, talvez ou apenas por ser desajeitado e não saber como dizer... mas eu te amava, sempre te amei... correção: eu ainda te amo. Eu te amo até aos dias de hoje. O fato de o tempo ter passado - muito tempo, por sinal, não me obriga esconder que ainda te amo; mas isso não faz nenhuma diferença. Ou faz? (Zevall, em dias de meados de agosto/2020)

sábado, 15 de agosto de 2020

Bebedeira

Bebendo... enchendo a cara do teu amor, de saudades de ti e dos teus abraços. Me embebedei de paixão pela paz que me dás pelas palavras de amor que me dizes, a maneira que me amas e proclamas esse amor... Dancei pela alegria de ter-te comigo, em mim; por saber que haja o que houver tenho teu abraço só meu o peito a me aconchegar e o amor que me revelas. Tô bêbado, és meu vício.. (Zevall, um dia de agosto/2020).

Estado febril

Preocupa-me minha saúde, desde cedo não me estou bem. O corpo está incômodo e sinto-me febril com suores e palpitações. Consolo-me, porém, pela certeza que não são males do mundo que me alcançaram ainda que o que me afeta é tão perigoso quanto estes... sofro do mal de amor, de coisas do coração. É saudade do querer bem de recostar a cabeça em peito amado, é ouvir a voz confortante do ser querido; é a paz sentida do ser alguém e de alguém... é a certeza do amor vindo uma contrapartida do amor que dedico, é o abraço apertado o corpo colado no momento do beijo que diz: te amo. É isso! são as coisas que, ao não serem, me deixaram doente, em topor febril. amar faz bem mas nos deixa assim... (Zevall, ago./2020)

domingo, 2 de agosto de 2020

Colagem II - um poema qualquer

Na cidade de papel onde os libertinos imperam conflitando a rotina e onde todos querem ser o chefão... nessa cidade de papel onde os seres buscam um ponto de fuga e os vagueares das bruxas da noite transformam tudo em inferno e todos vivem tal e qual cães de guerra, te faço senhora do jogo, do meu jogo pela vida, onde o teu amor é o prêmio que tanto anseio. O que sinto ou o que vejo do outro lado da meia noite só o vento sabe a resposta; não me deixo levar por fantasias e já nem sei o nome da rosa que te dei... é como se o caos da fúria nórdica expressada ao derredor não me fizesse pensar ou me faça perceber a eternidade por um fio. Há muito desamor em tudo; não quero ser, deixo de ser o tudo e o nada porém me desvio da subida para o inferno mesmo que sinta que o céu está caíndo... fujo, corro, me desdobro, subo ao cume do Kota e ali espero por ti mesmo se o amanhã não vier! (Zevall, ago./2020)

sábado, 25 de julho de 2020

Bingus

Essa é uma lembrança de Bingus. Bingus sempre foi um cachorro (alguns preferem Cão) desengonçado, quase irresponsável, se um animal pode ter essa característica. Despreocupado, girando de um pra outro lado, sempre teve paciência para com as coisas da vida; esse era seu lema: esperar e ver o que aconteceria... Mas como o destino segue seus rumos e não nos avisa as peças que nos há de pregar, até Bingus teve seus rumos mudados. Certa feita, nas suas perambulanças, ele deparou-se com o inesperado; em um dia qualquer, de um maio qualquer, de um ano qualquer (ufa!; quantos qualqueres na história de Bingus), ele encontrou Fofinha, uma cadelinha charmosa e espivitada, que nada tinha a ver com o jeito de Bingus... Mas a partir desse encontro sua vida nunca mais foi a mesma; Bingus se viu preso no emaranhado de linhas diversas que prendem os seres ao amor... (Zevall, jul./2020)

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Pra não chorar


Não chores... 
tuas lagrimas me dilaceram o coração 
enchendo-me de pesar; 
não chores, 
porquê havíeis de transtornar 
teu meigo olhar e tão belo rosto? 
Em vez disso, sorria, 
o teu sorriso te faz doce 
e nem mesmo Gioconda 
se poderá comparar a ti. 
Não, não chores, 
desperta para a vida 
assanha teus cabelos 
despoja das convenções 
e serás tão magnífica (ou até mais) 
quanto as Cataratas do Iguaçú. 
A vida, bela dádiva 
precisa que tu a vivas 
em plenitude e beleza, 
pura e ávida de aventuras... 
faz isso, vive! 
Chorar não vale a pena. 
 (Zevall, jul./2020).

Pandemia

Vi, recentemente, em algum ponto na net, que o Piauí - e Teresina, principalmente - tem alcançado os melhores índices no que se refere a isolamento social e cuidados de prevenção ao ataque do vírus que tanto tem assustado a todos. Isso é muito bom e aqueles que estão à frente das iniciativas merecem nossas congratulações. Parabéns ao governador; aos prefeitos municipais; aos médicos e agentes de saúde e à população de um modo geral. Infelizmente, quando saímos à rua por uma necessidade qualquer ainda encontramos aqueles que, por se acharem imunes, teimam em não usar a máscara ou, como é comum perceber em uma das nossas avenidas, grupos reunidos fazendo caminhada ou jogando conversa fora. Esses, depreende-se, não tem o mínimo de respeito pela vida do próximo, o que é compreensível, vez que não zelam pela sua. Mas, é isso aí! Àqueles que estão envolvidos no "projeto pela vida", nosso abraço; aos outros, resta-nos rezar por eles. (Zevall, jul./2020).

domingo, 12 de julho de 2020

Ele

Estendes a mão quando me sinto fraca, faze-me forte estanca meu choro e me faz sorrir e até cantar... Nele esqueço dissabores sigo sem receios ao seu encobtro - meu bálsamo divino protetor. É força que me sustenta luz em caminhos meus a facilitar minhas jornadas; renova, a cada manhã, o seu amor em mim e sua paz me envolve e me faz descansar. Ele é o autor da vida meu porto seguro e minha salvação. Ele, meu refúgio secreto; Ele,Senhor da minha vida e do meu coração. Ele, Jesus, meu bom pastor (REGO,ZZ, Codó, Ma,1996 adaptado)

domingo, 5 de julho de 2020

O que acontece?

A vida, às vezes, é injusta conosco ou somos precipitados? Depende, e muito, das circunstâncias. Se a questão é amor qual ser humano não se precipita? (Zevall, jul./2020).

domingo, 28 de junho de 2020

Jinriquixá

Meu coração é pequeno
nem por isso menos ardoroso
e cheio de amor.
Na multiplicidade
dos minúsculos espaços
- estreitas ruas e vielas
(nele não há imensas avenidas
onde transitam fanfarras
de enganos e desilusões),
não há espaço 
aos monumentais projetos.
O meu coração, pequenino,
contente com o minimo
mas verdadeiro e maior
dos amores
abrirá seus portões apenas
para o teu jinriquixá.

(Zevall, jun./2020).

domingo, 21 de junho de 2020

Orgasmo

Te amar apenas
não basta;
é necessário que te faça
arrepiar
com sussurros
ao teu ouvido
mas apenas coisas
que gostas de ouvir...
coisas que, no amor,
te despertem os gemidos
mais ousados,
segredados; aqueles
que só em mim
ousas revelar.
É esse o amor
que nos capitula
e nos faz esperar
amanhã...

(Zevall, jun./2020).

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Amigos e abobreiros

Tô abrindo espaço agora
pra falar de sentimento
que une a muita gente
a qualquer hora ou momento;
sentimento de amizade
que zela pela verdade
sem precisar de juramento.

Um amigo de qualidade
na falta ou na bonança
somente com muito afinco
mantém sua aliança;
se falta algo ou dinheiro
mesmo se ande o mundo inteiro
nunca perde a confiança.

É muito bom e é suave
quando vivem em união
amigos que se respeitam
que tem consideração;
por um amigo se anda uma milha
em bom caminho ou numa trilha
tudo de bom coração.

Quando se usa o bom senso
nas lides do dia a dia
se faz mais do que é preciso
não somente o que se pedia;
são assim os encontreiros
também chamados de "abobreiros"
fazendo tudo com muita alegria.


A turma dos encontreiros
que faz tudo acontecer
com churrasco ou arroz com abóbora
e ovo frito se aparecer;
é a turma da saudade
prezando a amizade
onde o importante é viver.

Finalizando a mensagem
falando com emoção
desse grupo de amigos
que acredita no perdão
vindo do nosso Senhor
e da força do seu amor
por isso louva e faz oração.

(Zevall, jun./2020)

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Mutilamento

Estamos, todos, mutilados;
braços e penas perfeitos,
nosso tato, também;
mas não sorrimos mais.
Melhor, nosso riso é mascarado!
quando sorrimos por trás da máscara
ninguém o vê...
nossas alegrias e felicidades
se manifestam sem expressão,
sem doçura; não há sentido.
E que dizer dos abraços que se foram,
e dos "olá!, tudo bem?"
que deixaram de ser parte de nós;
nem um aperto de mão sabemos dá..
cotovelos a se tocarem,
mãos fechadas se batendo
em cumprimentos insalubres
o quê nos aconteceu?
Fomos mutilados nas atitudes
mais primárias...
somos, porém, no íntimo,
seres apaixonados;
apaixonados pela vontade
de viver,
pelo costume do riso farto,
pela a alegria do abraço,
pela constância do outro
ao nosso derredor.
Retidos pelas circunstâncias
continuamos humanos
cientes e crentes que dias melhores
estão prestes a chegar
e essa ausência que atormenta,
esse calor humano que tem faltado retornará mais forte, vivo,
fazendo-nos ser
o que sempre fomos:
seres dependentes do outro,
do próximo, do amigo,
do irmão...
Esperaremos;
não iremos desistir.

(Zevall, jun./2020)


domingo, 7 de junho de 2020

Eu e meus defeitos

Gostar de ti como gosto
faz-me bem à alma
ainda que, como se vê
tenha meus defeitos;
se de personalidade
ou nos sentimentos, não sei...
Fato é que somos, talvez,
como princesa e plebeu.
Tu, sábia, descolada
politizada, relacionada
e de imenso bom gosto;
ages bem, qualquer que seja
o entrave,
e o teu sorriso? Imenso,
alegre, festivo e verdadeiro;
o sabor dos teus amores
estes, nem se é possível
descrever...
quanto a alma, pura,
benevolente, cheia
e radiante,
de paz contagiante;
és ou não uma princesa?
Se não, precisas ser...
Eu, porém,
tal qual plebeu desengonçado
sem modos ou costumes,
homem do "século passado";
eu, ouvinte de música brega
que falo quando não gosto
de algo ou de alguém
(que eu não goste);
eu, que me misturo do lado errado
que torço pra outro time
e não sou do mesmo partido
mas fissurado no teu partido...
eu, que falo alto;
que sou desbancado
da tua banca quando botei
banca; reprovado
na apresentação.
Eu, sem beca ou paletós
sem creme ou pente nos cabelos
eu, sem aquele perfume francês
- vou de Avanço ou Spree...
Eu, plebeu, com tantos defeitos
e desvios,
como merecer-te e ao teu amor?
Não sei... só sei
que talvez por eles
eu te ame tanto; mas tanto
que me chega a doer o juízo.

(Zevall, jun./2020)

quarta-feira, 3 de junho de 2020

O gozo do amor

No âmago da questão do amor
encontram-se dois corpos sôfregos,
quentes, carentes,
muitas vezes desajeitados
mas a se completarem...
o côncavo e o convexo
se tocam, se clamam
se juntam
se necessitam; se comem.
No amor
os desejos existem,
se envolvem e são um do outro
e, por isso, explodem!
O âmago do amor, portanto,
é gemido, é grito,
é suor pingado,
é respiro que ofega,
é corpo extasiado...
(...) é gozo,
ainda que essa realidade
escandalize.

(Zevall, jun./2020).

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Se o amanhã não vier

Se o amanhã não vier...
quero deixar na estrada
os rastros do meu andar,
deixar no ar
o timbre da minha voz,
a marca do meu sorriso,
e a força do meu olhar.
Quero deixar contigo
o afago da minha mão,
a crença do meu falar;
em teu corpo o meu cheiro,
e em tua mente, perdida,
a certeza de te amar.
Se o amanhã não vier
quero deixar a certeza
do dever cumprido,
a certeza de que amei,
amei, amei...
só assim partirei feliz,
sem lamentar,
as marcas que aqui deixei.

(REGO, ZZ, 1998).

sábado, 30 de maio de 2020

domingo, 24 de maio de 2020

Paciência

Onde estão meus amigos?
Já não os vejo
mesmo em meio a tanta gente...
Ah! Estão ali,
mascarados; daí não os reconheci.
E os sorrisos, marcas da alegria
do estar de bem com a vida
onde estão?
Guardados...
há de chegar o instante
outra vez, em que o riso voltará,
em que as alegrias serão
estravasadas e o canto
se manifestará
em cantigas de amor e de paz...
E os abraços,
aquele aperto gostoso
onde os peitos se tocam
e se batem, através dos quais
são manifestos os afetos,
onde se encontram?
- Estão contidos...
mas não por muito tempo;
achega-se já o momento
em que as rotinas voltarão
os amores serão amados
os abraços serão bem mais
apertados, reais
(não mais virtuais)
e verdadeiros
em essência e calor;
e os risos serão ridos com alegria,
às gargalhadas, até.
E as mãos serão dadas
e as cantigas... Ah!, as cantigas...
estas não serão apenas de alegrias
serão, ainda, de amor
- amor pela vida
e de paz
- entre todos os homens
e de agradecimentos, principalmente
porque até aqui o Pai nos ajudou...
Espera só um pouquinho mais;
Vale a pena...

(Zevall, maio/2020).

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Por onde for

Não deixarei o riso
inda que a dor no peito abale
ou os temporais fizerem medo;
seguirei os caminhos
mesmo se depois da curva, lá adiante,
os perigos me assaltarem
ou algum obstáculo se transpuser...
não deixarei de amar;
sempre hei de acreditar
que no amor encontrarei meus motivos
pra sorrir e pra seguir nos caminhos
que devo ir.
Não penso, portanto,
em desistir - jamais!
No desamor nada encontrarei
que me cresça
e na tristeza nenhum valor a mais me será acrescentado
bem como, por desistir,
nenhuma nova aventura
e nenhum outro rumo
será descoberto.
Irei, pois, fazer do meu riso
minha maior expressão,
cantarei de gozo sempre nas
estradas que ando
e amarei a tudo e a todos
que cruzarem
ou andarem por aí
ao meu lado.
Darei sentido à minha vida...

(Zevall, maio/2020)

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Se soubesses

Ah!, se soubesses...
a minha vontade de te guardar,
proteger e cuidar,
nunca deixar que a tristeza se achegasse
impedir qualquer sinal de contrariedade.
Ah! se tu soubesses...
que te guardaria em um espaço só meu
e te levaria comigo sempre,
curtiria aventuras intensas
e partilharia os segredos mais pueris;
te abraçaria e beijaria a qualquer momento
fosse no medo de um filme violento,
ou na emoção de uma película de amor;
alcançatia teu corpo que me dá segurança
e abranda os meus temores.
Ah!...
Te permitiria chorar, sim,
pelas conquistas, pelas emoções sentidas;
te daria os meus sonhos,
os meus desejos
e os meus melhores sorrisos.
Te permitiria dançar dentro de mim
te ofereceria os mais fartos gozos
te saudaria nas manhãs
com os mais dedicados beijos.
Ah! Se soubesses o quanto te amo...

(Cellestine - Depois da dança, 05/20).

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Quase deusa grega

Te vi menina
agora te vejo mulher,
a beleza prometida
transformou-se
em conjunto-verdade,
seja no jeito ousado da fêmea
que saber ser
seja na melodia da voz
ou no olhar que teimas em ocultar...
Te vi menina
e no instante já vislumbrava
beleza digna de deusas gregas
- por que não?
Hoje, mulher, em traços e porte
ciente e consciente
de todo o teu poder de bela
capaz de fazer balançar
torres e fundamentos
de muitos corações;
eu, mero mortal, reconheço ser...
tal condição, porém,
não me impede
de, tirando o chapéu, ousar:
és linda!

(Zevall, para a ex-menina dos olhos cor de mel, maio/2020).

Nos meus livros...

Apenas uma das colunas de minhas leituras.
Fonte: Zevall, maio/2020.

O prazer da leitura, permitindo-me a conquista e o conhecimento de vários mundo ao mesmo tempo, o contato com culturas e gentes diversas com toda as suas particularidades e ritos diferenciados, tudo isso é apenas parte do prazer que encontro em meus livros quando me dedico a eles. E faço isso com bastante frequência!
(Zevall).

domingo, 17 de maio de 2020

O pão nosso de cada dia...

Pão de cerveja
Artesanato do Pão - Flo/Pi.
Fonte: Zevall, maio/2020.

Feito pra o café da manhã de domingo; macio e consistente, esse pão não leva água na sua formulação; apenas cerveja. Produção artesanal, o que o torna, além de criativo, muito saboroso. E belo!

Dor.

Meu corpo dói
tudo nele é dor,
das juntas às medulas
por assim dizer...
Não me incomodam as dores
mas a percepção que tenho delas.
Não se trata de dor atroz
insistente, que não me deixa respirar;
não aquela dor fina
intermitente
tal qual dor de dente;
ou, ainda, aquela dor cheia,
pesada, que quase tira o sentido
e que em muito
lembra uma dor de ouvido...
A dor que ora sinto não é assim;
em sendo em todo o corpo
ela me dói como se houvera
doído o peito;
nem sei se descrevo bem:
é suave!
Isso mesmo: dor suave,
a percorrer todo meu ser
e mesmo assim, suportável
diria até mesmo ser
agradável
de tal modo nunca sentida antes;
está comigo em meus sonhos
ou, se acordado,
por onde vou...
Será esta, meu Deus,
a dor que dizem ser de Amor?
Estou, pois, doente
por amar? (...)

(Zevall, Maio, 2020)

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Recortes (Colagens)

Sem você não poderei mais viver.
(Como será a vida sem a tua presença?)....
Jamais amei alguém igual a ti,
teu toque me faz feliz
me faz esquecer tudo,
- passado, presente; o futuro, até...
Gosto, pela manhã,
de te sentir ao meu lado.
Cada dia contigo
é mundo novo
cada hora vivida, mais vida,
- It's paradise!
Adoro você,
se houvesse de "passar" nesse instante
passaria feliz, cantando...
Não deixe desaparecer, nunca,
essa centelha que nos incendeia
verdadeira profusão de cores,
vozes, sussurros.
Assim somos eu e você
você e eu...
No momento do amor
o vermelho se mistura
em mar de cores,
tonalidades prateadas
anuviam nossos olhares cheios de gozo
que faz o corpo cansado
ver o azul brotar
das profundezas do oceano
(ou seria o inverso?).
Há ruídos estrondosos
na dança do amor carnal
às vezes, animalesco
com braços e pernas entrelaçados,
corpos suados,
energia que se esvai...
No brilho de todas as luzes
eu me rendo, admito,
teu amor me venceu!
É possível, ainda,
existir infelicidade?
Jamais poderei amar outra pessoa
ou amar novamente;
significância e significado
perdidos em questões semânticas.
O amor também é assim...
(Zevall - parte ideia; parte colagem, maio/2020).



segunda-feira, 11 de maio de 2020

Encontros

Turma do Arroz com Abóbora
Floriano - Piaui
Fonte: arquivo do blog/2020

Nossa turma do Arroz com Abóbora, grupo remanescente dos jovens batistas dos anos de 1970/1980, jovens estes que, entre outros feitos leram O contrabandista de Deus; Foge Nick, foge; O poder do louvor; Mais puro que o diamante; Abrindo o jogo sobre o namoro; O louvor que liberta; O que todo jovem precisa saber sobre as drogas; Amor, um sentimento a ser aprendido; Em seus passos que faria Jesus, entre tantos outros livros enfim, uma joventude que tinha - e hoje, enquanto sexagenários em sua maioria - tem compromisso com a causa do Evangelho de Cristo. Esses remanescentes, a um pouco mais de dois anos começaram a se reunir, às vezes quinzenalmente, e em alguns casos, mensalmente, para se confraternizarem e juntos louvar e matar saudades guardadas há muito tempo. Não foi possuvel que essas reuniões se realizassem , ainda, neste ano. A primeira reunião haveria de acontecer em março, justamente quando adversidades começaram a surgir com mais afinco. Mas não estamos esmorecidos! A "uniao boa e suave" entre nós há de continuar até que esses fortes ventos passem. Importa lembrar que "até aqui nos tem ajudado o Senhor" e que brevemente pela sua Graça e sua Misericórdia estaremos de volta e, assim, com um motivo a mais: agradecer por não havermos sidos consumidos.  É isso!
(Zevall, maio/2020).

O que não tens (ou o que é meu)

Tens o que não tenho, é verdade
(talvez...)
tens o abraço diarimente,
o sorriso radiante
e a beleza do olhar...
tens as palavras e os susurros
tens o calor do corpo
que só em pensar me extasia
tens a companhia para ir e vir
e o que dizer da voz
vibrante e calma ao mesmo tempo
que se impõe de maneira tal
que ouví-la somente
é prazer desmedido...
Nada disso eu tenho, reconheço
tenho apenas as lembranças
e como me apego a estas!
O primeiro passeio pelos campos,
o primeiro "mãos dadas" e
as primeiras palavras trocadas,
algumas intuindo um futuro
que não chegou;
não tenho o abraço quente
que conheço bem
nem o beijo ardente, terno,
cheio de promessas...
não tenho o corpo para tocar e sentir
ou o cabelo pra assanhar;
tudo isto tiraste de mim
não sei porquê mas tiraste.
Uma parte, porém, não é tua
e esta, tu sabes, eu sei bem
nunca terás!
O coração é meu
e todo o amor nele contido
e é isto que te atormenta
e há de atormentar sempre...
(Zevall, maio/2020)


sábado, 9 de maio de 2020

Amor multiplicado

Se pudesse ordenaria ao vento
que te soprasse os melhores aromas
e ordenaria ao Sol
que te dourasse o corpo
mas nunca - jamais!, te queimasse...
eu até, se pudesse, permitiria
que a chuva tocasse teu corpo
mas que não ousasse
aproveitar- se dele
e, por extensão, de ti...
A melodia harmoniosa dos pássaros
iria te homenagear
com dedicação;
Às estrelas daria ordem
que se perfilassem ao te encontrar
sem, porém, seduzir-te
e à lua caberia
iluminar teus caminhos de poeta
- teus momentos,
guardando-te para mim somente
impedindo que outras (musas)
te servissem de inspiração
e sabes por quê?
porquê te amo
três vezes te amo
mil vezes,
um milhão de vezes...
(Cellestine, adaptado, maio/2020).

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Solidariedade

Segundo Bueno (1995, p. 1069) solidariedade é qualidade do que é solidário, que por sua vez é aquele "quem tem responsabilidade mútua ou interesse recíproco". Solidário, portanto e numa linguagem simplificada, é um ajudador em momentos particulares.
Estamos - todos - enfrentando um momento difícil. De repente um problema de saúde que é, em essência, mundial, atingiu a todos, sem distiguir cor, credo religioso, profissão ou status social. Todos os planos arquitetados perderam sentido; os vínculos de qualquer natureza foram afetados; as profissões já não fazem diferença. O Covid-19 nivelou a todos em possibilidades e os menos abastados foram, de uma ou outra maneira, os mais afetados, abrindo espaço para atitudes solidárias.
E foi essa atitude solidaria que "contaminou" os colaboradores de uma determinada escola de nossa cidade, do gestor principal ao vigia; da professora à aquela que presta algum serviço menor. O engajamento foi de todos e é nisso que nos centramos. Não cabe aqui distinguir o nome da escola ou dos seus componentes. Cada um saberá a quem nos dirigimos. Cabe sim, é por isso que estamos aqui, destacando nesse texto, nosso agradecimento a esse grupo que se fez representar por dois de seus colaboradores para estender o seu gesto
de carinho e ajuda ante as dificuldades enfrentadas neste momento. Atitude importante e que sempre será lembrada por nós, que nos revela o valor daqueles que estão ao nosso derredor e que muitas vezes não percebemos, por altivez ou outra circunstância qualquer. Expressamos, pois, de coração,  a esse grupo, contentes e MUITO agradecidos pela preocupação com o nosso bem estar. Muito obrigado a todos.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Tricolor de coração



Os tricolores cariocas do Brasil - e de todo o Mundo - estão de PARABÉNS, afinal, o escudo do Fluminense Futebol Clube foi eleito como o terceiro mais bonito do mundo. MARAVILHA!
(ZEVALL, torcedor residente em Floriano - Piauí).

Classificação segundo o jornal Marca (Espanha)
Fonte: Google, maio/2020
Fluminense - Tricolor das Laranjeiras
Fonte: Google, maio/2020



Novo dia

Um novo dia
(manhã, tarde e noite)
onde pode haver tristezas tantas
mas que a alegria virá ao amanhecer
em alvorecer diferente
de regozijo...
Anseios ou evidências do ser
pequeno (ou não) esmero,
a certeza do receber
aquilo que pela fé acredita,
o que realmente é.
Não por nós, Senhor
mas pelo Pai bondoso que és
acampado ao nosso redor
estando "conosco
todos os dias
até a consumação
dos séculos".
Pai de amor que me ama
que nos ama a todos
enos impele o amor uns aos outros,
Pai que é o Caminho
e neste caminho conduz
os filhos do reino do seu amor;
Pai de verdade - é a Verdade!
que conhecemos
e nos liberta
liberta para a vida
a nossa Vida Eterna...
Eis que estarei convosco
essa é a doce promessa
que a todos nos sustém.
Mais um dia
(manhã, tarde e noite)
meu amigo, meu irmão, meu par
prossigamos confiantes
Naquele que é
"a nossa luz e salvaçao",
sendo assim
a quem temeremos?

terça-feira, 28 de abril de 2020

Momentos idos

Penso; me ponho no passado
as lembranças que retornam
momentos dantes apenas sonhado...
era o sorriso apreciado
a entonação no falar
qualquer tema, qualquer palavra
até palavra de amor.
O temor do instante
a certeza do que iria acontecer
sem saber apenas
se virias a mim
ou se iria eu a ti;
fato consumado!
das coisas do coração
não se zomba
nem se foge
mesmo que o medo assole
e a dúvida tente dominar.
Mas quem resiste à chamada do amor
quando só o olhar faz tremer
ou quando sorristes a primeira vez
e dissestes "dá-me a mão,
precisamos falar"?...
É como sonhar acordado
ou mesmo como o contemplar
de campos de noites enluaradas
ou madrugadas de pássaros
gorjeantes a nos cordar.
Percorrer caminhos ermos
o olhar nos olhos
o descompasso do andar
numa tarde ensolarada
- prenúncio de alegrias tantas;
o riso compartilhado
e o batente do sentar,
empoeirado, cúmplice
como a esperar
o casal enamorado;
vieram as primeiras palavras
foram feitas as primeiras
promessas e trocados
os primeiros abraços.
Nada mais precisava acontecer
a realidade do momento bastava
e, então, o indagar:
Por que nunca me disseram
ser tão simples a felicidade?
(Zeval, abr./2020)

Será apenas sonho?

Nos tempos distantes dos sonhos
em contraste com o amor
se encontra o desejo
de querer os corpos nus
- o teu e o meu!
A ânsia que aflora em mim
ante mamilos pávidos
e arrebitados, de cor rosássea
(ou seria marrom claro?);
tua barriga
ah! que belo umbigo transporta...
quase me prende ao ponto
de não olhar o púbis,
o encaracolar dos pelos
e o "fruto proibido".
Que doçura, que meiguice;
se nos tempos dos sonhos é assim
me ponho a pensar no frente a frente
teu corpo e o meu
A tara emanada (fome...),
os olhos em viagem por montanhas e vales
da tua anatomia...
mãos seguradas a custo
com sangue a ferver nos
canais
e já é impossível o controle
onde, ao baixar o olhar
percebes teu efeito em mim.
Ama-se, é verdade;
mas como afastar pensamentos
Lascivos e nocivos
diante da tua realidade nua
e o que será de mim
se o só pensar é pecado?
(Zevall, abr./2020)

sábado, 25 de abril de 2020

Amigos sempre

Amigos guardados nas recordações
de tempos que éramos como crianças.
Fonte: o autor/2020.


quinta-feira, 23 de abril de 2020

Aventurar

Praia doce - Santarém/PA.
Fonte: o autor, 2020

Sair por aí, rodar o mundo
viver o mundo, conhecer
descobrir novos caminhos
conhecer novas gentes
estar no meio de gentes
sorrir sorrisos abertos
receber abraços certos
amar pessoas
amar alguém
não amar ninguém
apenas sonhar...
sonhar sonhos de amor
e em tais sonhos esquecer a dor
a miséria, a discórdia;
lembrar de inimigos antes de amigos
e torcer pela paz
viver em paz
com mais vontade
e qualidade
fazer crer que um mundo melhor
depende de eu ser melhor
fazer a diferença.
Sair por aí
cantar um canto novo
acreditar
andar em caminhos nem sempre retos
mas com retidão
e acreditar - acreditar que
amanhã, com o meu jeito de ser
com aquele jeito de ser
com o outro jeito
o mundo é só alegria
e como disseram, há muito tempo
Paz e Amor...
Zevall, abril/2020)

Pandemia

Não ligo
a máscara incômoda
se embaça o óculos
ou me deixa mais feio
(se isso for possível);
Não ligo
a constância da troca
da lavagem das mãos
ou do alcool em gel
não ligo...
O viver é a premissa
mais tarde
abraçar os amigos
voltar a sorrir
exercer meu direito
de ir e vir.
Quero agradecer ao Pai
por ter permanecido
e ver o Sol nascer
outra vez
acordando com o gorjear
de pássaros alegres
e colher, no quintal
flores de bênçãos...
não ligo,
quero viver
o mais é só detalhe.

(Zevall, abr./2020)

domingo, 19 de abril de 2020

Sobre a Guerra Patriótica - URSS

Livro adquirido recentemente
Foto: O autor, abril/ 2020

Um tema diferente, tendendo à polêmica; guardado a tal ponto que os livros didáticos, ao menos grande maioria, desconhecem. Hoje me debruço em seus desvendamentos. Anseio e espero ser boa leitura.
Zevall, abr./2020

sábado, 18 de abril de 2020

Apenas uma dica

Pãozinho doce com cobertura de coco açucarado
Fonte: O autor, abril/2020

Em época de quarentena temos de nos desdobrar. O confinamento, conquanto seja uma situação - não se pode negar - entediante, ainda que seja necessário, têm-se revelado grande, senão bela, oportunidade para que busquemos alternativas diversas no preenchimento do tempo. Alguns tiveram oportunidades de reatar laços familiares que, se não se mostravam rompidos, ao menos se encontravam distendidos, frouxos. A situação têm se mostrado reconfortante principalmente para os que tiveram a graça (não sorte) de conseguir que a família se encontrasse próxima neste momento tenso. Assim, por quê não exercitar uma habilidade - qualquer uma - que possa ser util a todos da família, quiçá a amigos e vizinhos?
Quando se têm filhos e netos, além  de si mesmo, que gostam de um pãozinho fresco no café da manhã, a madrugada já encontra ocupação, naquele momento em que a insônia pensa que tá ganhando o jogo. E, convenhamos, o café da manhã com a família, o pão feito em casa fresquinho, em uma manhã chuvosa, é deleite puro! E nem precisa ter leite no café...
Fica a sugestão: reinventemo-nos; o momento permite.
Zevall, abr./2020.

Nosso futebol de salão

Time de futebol de salão - AGESPISA
Fonte: Foto cedida por R. Costa, 2020

Apenas pra relembrar que nossa cidade (Floriano - Piaui) já foi celeiro de grandes craques "boleiros" de futebol de salão, em época que a AABB local cedia seus espaços e patrocinava os eventos. Estes, os eventos, eram garantia de muita gente - amantes ou não do esporte - reunida nas noites de duração dos torneios. Era, porquê não dizer, uma grande festa que hoje é só saudade.
Zevall, abril/2020.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Amigos Sempre

Logo do grupo de amigos
"quarentões" que se reúnem
Periodicamente em Floriano (PI).
Fonte: Zevall, 2020

Estamos com nossas atividades, assim como quase todos os segmentos social e recreativo, dentre outros, temporariamente suspensas. Não desistimos dos nossos encontros alegres, festivos e que nos unem fraternalmente sob a bandeira daquele "que nos criou e nos salvou" - Jesus, Senhor dos senhores. Sentimos falta do convívio, da palavra, dos cânticos e do tradicional Arroz com Abóbora. Breve, pela graça do Senhor, estaremos voltando; e que festa será! Enquanto isso aproveitemos nosso tempo para refletir e aprender, sem jamais esquecer que "até aqui o Senhor nos ajudou". Abraço a todos,
Zevall, abril/2020.
PS.: O termo quarentões é "mera formalidade". Dentro do grupo não há limite de idade; um dos organizadores é sexagenário. Anninha, participante assídua, tem 12 anos.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Retorno

Podemos perder a Deus?
De modo algum!
Podemos sim,
nos perder d'Ele;
e quando isso acontece
andamos sem rumo
a tatear
como se havíamos
a caminhar no escuro.
Alegria, então,
por saber que não nos deixa
mesmo se estamos perdidos
com medo e sem esperanças...
e quando, a chorar,
baixamos a cabeça
vem a lembrança do
"Estou convosco todos os dias;
não temais..."
alegria, alegria;
já não mais sozinho;
sei o Caminho
e onde me perdi.
Retorno, pois, um pouco só
tomo meu rumo
o caminho estreito
de pedras e obstáculos
os medos, porém, já não são.
Eu não estou sozinho...
(Zevall, abr./2020)

domingo, 5 de abril de 2020

Posso crer no amanhã

Quando esse vento passar
teremos aprendido,
e será dado mais
valor à vida;
amaremos mais
sorriremos
choraremos de alegria...
os dias terão mais sentido
todo amanhecer será agradecido
e abraçaremos com mais amor.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Ele não mais reclamou da dor nos pés

Às vezes chorava
outras, apenas suportava;
sabia ser sua sina,
já tentara, e tentara
e o problema continuava
era um garoto infeliz.
Queria correr,
queria brincar,
queria sonhar,
ser normal
ser igual
fazer o que todos faziam;
mas a dor no pé não deixava...
durante o dia
ou na hora de dormir
a incômodoa dor o fazia diferente
dos outros meninos
dos seus irmãos
de todos, enfim.
Mas um dia alguém lembrou
e olhou para o menino
e viu o sofrimento
e compartilhou da sua dor
e lhe disse haver um jeito.
O que fazer,
como fazer,
onde... quando
o medo era de falsas esperanças;
mas alguém apresentou um plano
na verdade, bem simples
sem dor - o que era importante
e ele creu, e confiou
e esperou
e olhou para o alto e disse
"estou aqui, confio em Ti;
sou teu. Faze o que precisar..."
e aquele menino
nunca mais reclamou de dor nos pés.
(Zevall, abr./2020)

De volta aos princípios

"Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, (...)" O texto acima é encontrado na primeira part...